Essa entrevista da Alissa estava passando pelos aeroportos e estações de trem da Alemanha em julho de 2019. O vídeo é do IG TV da @ watson.de. Eu adicionei uma tradução aqui na legenda para os Beastlings brasileiros que não falam/entendem Inglês ou Alemão. ° Tradução: "Eu seria muito cauteloso [se eu fosse] qualquer um que queira descartar o sucesso de uma mulher, seja na música ou em qualquer outra carreira, por causa da aparência dela. Não é por causa da aparência dela, não é apesar da aparência dela. É por causa de quem ela é e pelo que ela faz. Meu nome é Alissa White-Gluz, e eu sou vocalista da banda de heavy metal Arch Enemy. E hoje nós estamos aqui no Full Force Festival em Ferropolis. Eu decidi me tornar vegana quando estava em torno de 13 anos de idade, então isso foi provavelmente em 1998/1999. Eu estou ativamente boicotando todas as formas de exploração animal desde então e eu estarei pelo resto da minha vida. Especialmente nos dias de hoje há tantas alternativas veganas para as suas maquiagens, suas roupas, seus sapatos. Eu tento olhar com cuidado tudo aquilo que eu escolho apoiar, seja apenas apoiando financeiramente, pela compra dos produtos ou serviços, ou se é algo que recomendo aos meus amigos. Eu comecei a pintar meu cabelo de azul por volta do ano em que me tornei vegana, e foi quando eu comecei a colocar piercings e essas coisas. E naquele tempo, ninguém tinha cabelo colorido, era um tempo diferente. E agora é super normal, você consegue ver pessoas que se parecem meio que comigo, meio que em todos os lugares. Eu não sei se necessariamente eu me encaixo no estereótipo, eu tenho certeza que não, mas parece que talvez eu esteja estabelecendo um novo estereótipo, porque nós estamos vendo mais e mais pessoas abertas sobre o que elas realmente pensam, sobre o que elas realmente sentem e se parecendo como elas querem parecer (com relação à aparência). Eu acho que eu percebo que desde o começo eu meio que era uma pessoa indesejada entrando no mundo do metal. Primeiro, pelo fato de eu ser uma menina. Então, ser uma mulher já colocou um alvo no meu rosto. Você sabe, eu sou vegana também, sou straight-edge (movimento/filosofia contra drogas/bebidas alcoólicas)... Felizmente, os outros caras do Arch Enemy também têm um jeito bem crítico de pensar, então nossos pensamentos se alinham. Eu quero que toda a minha aparência seja parte da experiência do show, nós temos uma equipe que tem 20, 30 anos de experiência em criação de luzes, de cenários. Quando você assiste a um show do Arch Enemy, você não está indo somente para ver as músicas serem performadas, é uma experiência completa. Eu já fui confrontada com todo tipo de crítica sexista como 'se sua aparência é essa, você possivelmente pode não ser inteligente' ou 'se você fala assim/se sua música é assim, você não é atraente'. No final do dia, eu só queria ser tipo 'essa sou eu, é pegar ou largar, porque eu não vou mudar'."











