– Relaxe, acho que nenhum dos dois têm força nos braços para levantar uma caixa com você dentro. Além disso, com a frequência que eles deixam roupa suja fora do cesto, acho que eles já sabem que não são meus familiares favoritos. – Era da boca para fora, é claro. Nathan faria qualquer coisa pelos seus moleques bagunceiros. – Acho que Cecily chegou a escrever alguma coisa na adolescência… Talvez seja isso. Dan está sempre xeretando as coisas dela lá na casa dos avós dele. Eles se recusam a se livrar de qualquer coisa… – Nathan esfregou o próprio rosto, sem querer se lembrar da última vez que tivera aquela conversa. – Seria legal. Ele está precisando passear um pouco. Fazer mais amigos. Mesmo que sejam nerds de livros.
Nathan deu de ombros, antes de ser perpassado por um arrepio. – Ultrapassagem pela esquerda. Caminhão e moto. Horroroso. Perdemos o cara no caminho. – Ele apontou para a parte de trás da ambulância. – Acabei de terminar de limpar. Mas fora isso até que está parado para uma quinta.
– Eu não duvidaria que eles conseguissem, crianças são seres misteriosos.” – Deu uma gargalhada, observando pelo retrovisor o movimento dos outros paramédicos. – Aaaah é mesmo. Acho que ela tinha comentado algo sobre as poesias uma vez.” Lola ficou em silêncio. Sabia como era a dor de perder alguém amado, afinal, também era próxima de Cecily e era do seu conhecimento a falta que ela fazia. – O luto é diferente para cada pessoa, o Dan escolher manter a lembrança da Cecily baseado nas coisas que ela gostava é até bom e mais fácil de lidar com a situação, já que ele ainda é praticamente uma criança. E essa atitude dos pais dela também é compreensível, ela continua sendo a filha deles no final das contas.” Fez uma pausa, abaixando a cabeça e encarando o próprio uniforme amarelo antes de voltar o olhar para Nathan. – Eu sei que difícil, mas você sabe que pode contar comigo para o que precisar.”
– Como assim ‘mesmo que sejam nerds de livros’? Estou levemente ofendida, Nathan Holst.” Ficou séria, mas voltou a sorrir logo em seguida. Com os olhos levemente arregalados olhou pela pequena janela atrás de si o interior da ambulância. – E eu achando que o mágico engasgado tinha sido a coisa mais perigosa que tinha visto hoje.” Voltou a encostar-se no banco, balançando a cabeça em negação. – É por esse motivo que não faço ultrapassagens e nem passo dos 50 km, não importa o que aconteça. Mas é aquela coisa, você deve dirigir mais para os outros do que para você mesmo, e infelizmente nem todo mundo faz isso. Que ele descanse em paz.”
– Então no apartamento seremos eu, você e o Zooboomafoo. – Ele meio que cantou no ritmo da música, balançando Tyler de leve de um lado para o outro. – É um dos mistérios do mundo, logo depois de para onde vão as borrachas que caem no chão durante a aula. – Cliff sorriu para Tyler e lhe deu um abraço um pouco mais forte. – Isso foi perfeito, campeão. Gostei de ver. – Cliff assentiu quando Lola os disse para continuar seguindo, indo na direção que ela indicava. – Ah, não. Não queremos isso. Médicos são muito sérios. Bronca de médico é muito séria. É preciso prestar atenção e tentar não conseguir muitas.
–Sim, pior que sim. Como tive que resolver… Aquelas coisas na semana passada… Essa semana estão me dando alguns turnos mais pesados. Mas prometo lavar minha roupa assim que conseguir dormir mais que quatro horas.
– Como eu esqueci da existência desse programa?!” Exclamou quando reconheceu a melodia, tendo pequenos flashbacks de quando assistia o saltitante lêmure com os irmãos. – É, mais a pessoa mais propícia a receber uma advertência sou eu, já que no quadro de hierarquia médica a culpa sempre é da enfermeira.” Apesar de ter falado com um tom de brincadeira, tinha um fundo de verdade. Continuou a caminhar e quando ouviu a resposta o encarou. – Aquelas coisas... Sei. O meu vai até a madrugada, uma colega me pediu pra cobrir o turno dela. Em compensação estou livre no sábado.” Quando entram na ala oncológica da pediatria ela checou o nível do soro de Tyler, surpreendendo-se por não perceber que tinha ficado tanto tempo fora com o garoto. – Só tenta não pegar muito pesado. Lembra de fazer as pausas certinhas e de tomar água. É. Ficar hidratado é sempre bom. Tenho que fazer isso também. Até baixei aqueles aplicativos que fica soltando alarmes a cada cinco minutos, mas é impossível fazer isso no horário de trabalho. Acho que vou comprar uma daquelas garrafinhas que o pessoal do crossfit usa pendurada no pescoço. Talvez ajude.” Sorriu, dando de ombros logo em seguida. – E não se preocupa com a roupa, a maquina de lavar ainda tá quebrada. O técnico ia lá hoje, mas como ninguém estaria em casa remarquei para o final de semana.” O problema já deveria ter sido resolvido a dias, mas como sempre Lola tinha esquecido de resolvê-lo antes por conta do trabalho. – Chegamos.” Anunciou ao parar em frente a porta de um dos quartos.
Nathan quase deu um pulo ao sentir a batida. Tinha acabado de perder um paciente na ambulância e no momento teve certeza que era a alma se arrastando de volta e pedindo uma carona. Porém, a primeira coisa que viu depois disso foi o café. Ele teria aberto a porta mesmo se fosse por um fantasma. – Lola, você é a melhor. Não conte para os meus filhos que eu disse isso. – Ele destrancou a porta para que ela pudesse subir e pegou seu café e seu bolinho com um longo hmmmmmm. – Acho que a ferradura vai fazer o estilo dele. Ele está passando por uma fase de poesia. Coisas simbólicas e tudo o mais. Vamos ver quanto vai durar. Como está sendo a sua noite? Emocionante, ao que parece.
– Nathan, eu tenho amor a minha vida. Não quero ser enviada pelos correios para algum lugar remoto do mundo.” Brincou, apesar de ter a ligeira impressão que aquilo poderia realmente acontecer. Ao ouvir a resposta de Nathan, Lola ergueu as sobrancelhas. – A Virginia tá nessa fase até hoje. Acho que o fato dela ser a mais nova ajudou nisso. É uma coisa de família, a mamãe sempre falou que queria ser escritora. Talvez o Dan tenha herdado a veia artística dela, ou quem sabe da família materna? Já imaginou, você sendo pai de um poeta?” Era estranho perceber o quão rápido as crianças estavam crescendo e principalmente se dar conta que estava presente em quase todas as fases que passavam. – Todo final de semana tá tendo uma feira de livros perto de onde eu moro. Posso levar ele lá se quiser.” Ajeitando-se no banco, buscou rapidamente os caso do dia, balançando a cabeça logo em seguida. – Até que o movimento hoje tá bem tranquilo. E você, quantos semáforos vermelhos ultrapassados?”
– Ah, não se preocupe. Depois de alguns pacotes de balão é bem simples de aprender. Só não pode ter medo do estouro. – Cliff levantou o menino com um upa em voz baixa, sorrindo. – Nem um pouco. Na verdade, eu sou um hábil segurador de meninos. – Ele entregou a borboleta para o menino, apesar de ele não parecer muito interessado. – Tyler. Vamos lá. Dê a borboleta para a moça bonita. Nunca é cedo para começar a aprender.
– Você sabe que eu vou ficar no seu pé até eu aprender a fazer toda a fauna de balões, não sabe?” E era verdade, Lola ficaria com aquela ideia fixa até realizar tal feito. – Como coisinhas tão pequenas conseguem ter tanta força?” Comentou enquanto colocava o cabelo no lugar, sorrindo logo em seguida ao escutar um – Pra você.” de Tyler, que estendia o balão em sua direção. – Nossa, você conseguiu convertê-lo em um legitimo cavalheiro bem rápido. Muito obrigada.” Fez cócegas na barriga do menino ao pegar a borboleta, apontando logo em seguida para o fim do corredor. – Okay, vamos andando que o tio Cliff tem outras coisas para fazer e não quero receber outra bronca da sua médica.” Começou a andar e sorriu, observando o garotinho apertar insistentemente o nariz de palhaço de Cliff. – Então... Você tá de plantão hoje?
Fazer pequenas pausas para conversar com @911-nathan durante os turnos da madrugada já havia virado um habito que particularmente, Lola encarava como um dos melhores momentos do dia. Tinha em mãos uma bandeja com dois cafés e alguns muffins recém-comprados na cafeteria do hospital e ao chegar no pátio das ambulâncias não demorou para encontrar Nathan dentro de um dos veículos, equilibrando tudo em uma só mão, bateu de leve no vidro. – Hora do bolinho!” Apressando-se deu a volta no local, sentando no banco do passageiro com um grande sorriso no rosto, entregando logo em seguida o lanche para o mais velho. – Se você não disser que sou a melhor pessoa dessa família, eu conto pra todo mundo qual o seu nome do meio.” Fez uma careta divertida, tirando do bolso um saquinho transparente com um objeto do tamanho de uma moeda, chacoalhando-o no ar. – Da ultima vez que vi o Dan ele me pediu para que o levasse uma coisa legal do hospital. Essa mini ferradura tava na traqueia de um mágico. Acha que ele vai gostar ou uma broca de osteotomia faz mais o estilo dele?”
– Bom dia, Dr. Varma!” Quando entrou na sala de @andvarma Lola tinha um grande sorriso no rosto, uma felicidade que poucas pessoas conseguiam ter nas primeiras horas da manhã. Trabalhar em contato direto com pessoas doentes a forçava a ser o mais simpática possível, tentava ao máximo transmitir sentimentos bons tanto para os pacientes, como para o restante da equipe do hospital. – O resultado dos exames da Florence Bradshaw, paciente do 509 acabaram de sair.” Anunciou ao fechar a porta atrás de si. Caminhou em passos apressados até Andrew, eles acompanhavam o caso da paciente em questão desde a primeira consulta, por isso toda a ansiedade para saber se a cirurgia tinha surtido efeito positivo na saúde da mulher. – Mais cedo fui visitá-la e ela disse que sonhou com um jardim de rosas brancas e um rio de whisky. Não sei o que isso significa, deve ser um bom presságio, né?” Dando a volta na mesa colocou o envelope na frende do médico, posicionando-se ao seu lado esperando ansiosamente por boas noticias.
Quando finalmente terminara as visitas de rotina junto com os internos, Lola literalmente arrastou @yayrobinson da pediatria para as duas poderem almoçar juntas, pequenas interações entre um paciente e outro não era o suficiente para a quantidade de assuntos que debatiam. Caminhavam tranquilamente em direção ao refeitório, Dolores com o estomago roncando de tanta fome. – Você acha que algum dia vão colocar alguma opção vegana descente no cardápio do hospital? Não aguento mais comer tanto risoto, daqui a pouco vou virar um funghi ou um...” A frase foi cortada assim que a enfermeira reconheceu vindo em sua direção um dos médicos atendentes de radiologia. – Tim Hewitt.” O seu dia estava indo bem demais, o que na maioria das vezes era esquisito, visto que trabalhar em um hospital sempre tinha altos e baixos, principalmente quando tinha a brilhante ideia de marcar encontros com os colegas. – Código vermelho, abortar missão!” Com um movimento rápido segurou o braço de Hayley e começou a voltar todo o trajeto que tinham feito. – Não importa o que aconteça, continua andando.”
Cliff olhou por cima do ombro e, assim que viu a criança, fingiu fazer uma volta exagerada, rodando na ponta do pé para virar-se para os dois. Ele se aproximou, apontando para si mesmo. – Desculpe, Dr. Sommerset foi dar uma voltinha. Só ficou aqui o velho Cliff. E quem é esse querido amigo aí? Ele parece bem animado. Você gostou da borboleta? – Ele perguntou apontando para o broche. – Um homem de classe. Entendi. Posso fazer uma para você, quer ver? – Ele tirou um balão do bolso e o encheu com um sopro. Alguns anos fazendo aquilo e ainda não se acostumara com o quanto era fácil depois de se aprender. Ele deu alguns nós habilidosos no balão e o curvou até que parecesse uma borboleta. – Para você.
Deu uma gargalhada com a resposta de Cliff, esquecendo por alguns instantes a dor aguda que começara na têmpora esquerda. – Tyler!” respondeu simpaticamente o menino, mostrando-se muito interessado no homem a sua frente. Lola balançou a cabeça em uma tentativa frustrada de retirar os cabelos da frente do rosto, queria ter visto com mais detalhes o truque feito pelo psicólogo. – Minha nossa, você tem que me ensinar a fazer isso depois. Eu sempre estouro os balões no primeiro nó.” Infelizmente o menino não se mostrou tão atento na borboleta e sim no rosto de Cliff, largando a presilha, estendeu os pequeninos braços em um pedido para migrar para o colo do psicólogo. – Olha só, seu nariz tá fazendo mais sucesso que a minha borboleta! Se incomoda de segurar ele só um pouquinho? E se ele não quiser o balão eu quero, tá?”
Essa é DOLORES HEADLEY HOLST, ela tem 28 anos e faz parte do Nightingale M.A., estando lá todos os dias para salvar vidas. Trabalha como ENFERMEIRA e é um trabalho que faz muito bem. Tem uma incrível semelhança com EMMA WATSON, mas não deixa com que isso suba à sua cabeça.
𝐆𝐄𝐓 𝐓𝐎 𝐊𝐍𝐎𝐖 𝐋𝐎𝐋𝐀
morando com os pais e irmãos na pequena cidade de marengo, localizada no extremo norte de wisconsin, teve uma infância tranquila, experimentando a liberdade de viver em um local praticamente perfeito. com uma família muito numerosa, aprendeu sendo uma das filhas mais novas entre as sete crianças headley a ter responsabilidade e principalmente, ambição. essa é a característica mais forte de sua personalidade, lola não gosta de ficar parda no tempo e faz de tudo para alcançar seus objetivos por mais difíceis que eles sejam. a teimosia também pode ser facilmente observada, assim como a impulsividade em alguns atos. comunicativa e de imaginação fértil se via desde sempre atuando em algum filme, apresentando um programa de tv ou até mesmo escrevendo aventuras, no entanto, a dança se mostrou em primeiro lugar quando ela assistiu o lago dos cisnes a primeira vez e antes mesmo de completar dez anos dolores já sabia o que queria da vida: ser uma bailarina.
mas lentamente os passos de balé ficaram difíceis, assim como a locomoção de lola. o diagnostico do astrocitoma pilocítico veio semanas antes do seu aniversário de dezesseis anos, iniciando assim uma corrida em busca do tratamento. a cidade com pouco mais de mil abitantes não fornecia a estrutura necessária para a doença e as condições financeiras dos holst não era a mais confortável do mundo, sendo a única solução pedir ajuda para os parentes. uma tia avó de lola ofereceu ajuda no tratamento e foi assim que ela foi parar em salt lake city. o tratamento no florence nightingale memorial hospital começou dois meses depois do diagnóstico e por se tratar de um caso benigno, a cirurgia foi realizada após um ano, com a retirada parcial do tumor.
continuou sua vida normalmente, sempre tomando os devidos cuidados com a saúde, escolhendo continuar em utah. se formou no ensino médio e aproveitou como dava o fim da adolescência, sempre fazendo reuniões ou saindo com os amigos que fez no hospital. na hora de escolher uma profissão, a paixão por ajudar outras pessoas falou mais alto que seus instintos artístico. ingressou na faculdade de enfermagem aos vinte anos e teve recidiva tumoral dois anos depois. após o tratamento com quimioterapia uma nova cirurgia foi realizada e dessa vez com a ressecção total do tumor. seu quadro neurológico está estável a mais de seis anos, sem nenhum sintoma ou sinal da doença. depois de formada trabalhou no ambulatório da universidade, sendo depois transferida para o nightingale.
sua mãe acompanhou todo o tratamento, voltando para marengo somente alguns meses atrás.
lola ama conversar, ficar em silêncio é uma tortura. achando assuntos mais variados possíveis para discutir quando entediada, vez ou outra se pega falando sozinha ou com objetos.
ainda não recebeu alta, o acompanhamento por exames de imagem é feito no próprio nightingale. não esconde isso de ninguém mas também não sai falando para todo mundo, comenta sobre o assunto abertamente quando perguntada.
morre de medo do mar ou de qualquer outro local com muita água acumulada.
tem pretensão de cursar medicina nos próximos anos e apesar da preferência pela neurologia, demonstra grande interesse em imunologia.
é pansexual e não teve problemas de aceitação com a família, recebendo total apoio dos parentes, principalmente dos irmãos.
pode se irritar com facilidade, mas tenta na maioria das vezes resolver tudo de maneira lógica sem deixar as emoções falarem mais alto.
𝐰𝐚𝐧𝐭𝐞𝐝 𝐜𝐨𝐧𝐧𝐞𝐜𝐭𝐢𝐨𝐧𝐬
algumas das conexões listadas foram retiradas dessa masterlist. todos os plots abrangem f/m/nb e são adaptáveis, só chamar no chat pra gente combinar tudo direitinho!
safe and sound: muse a fez parte da equipe que cuidou de dolores durante o tratamento contra o tumor e a acompanha até hoje. pode ter sido antes ou depois da cirurgia, durante a quimioterapia ou até mesmo auxiliando nos tratamentos atuais. eles mantem um laço emocional muito forte e muse a talvez seja a pessoa em quem lola mais confia. (0/1)
almost family: quando estava em tratamento o desejo de lola para a instituição make a wish foi fazer uma visita no campus da universidade de salt lake city, já que era ciente que todo o dinheiro que sua família tinha no fundo estudantil havia sido usado em seu tratamento e que provavelmente ela nunca estudaria no local ou em qualquer outra universidade. a família de muse b, doadora do projeto, viu seu pedido e decidiu pagar pelos estudos dela. com o passar do tempo a relação entre eles se fortaleceu e lola é praticamente da família, vai em aniversários, festa de casamento, ceia de natal e etc. (0/1)
confidents: lola não é necessariamente próxima de muse c, mas um encontro casual durante um momento de frustração/tristeza de um deles fez com que um desabafasse com o outro. atualmente, costumam se ligar quando precisam de conselhos ou apenas um ouvido amigo. (0/1)
best friends: o contexto que se conheceram é variável, mas o importante é que não conseguem viver sem o outro. conversam sobre absolutamente tudo e são muito íntimas - de uma forma que não se constrangem por praticamente nada. HAYLEY (1/1)
the clique: o famosos grupinho inseparável. muse d, muse e e muse f ajudaram na adaptação quando lola chegou para trabalhar no nightingale. não demorou muito para a amizade se fortalecer e eles constituírem uma das equipes mais unidas do hospital. (0/3)
roommates? friends with benefits?: CLIFF precisava alugar um apartamento e viu que lola anunciava precisar de alguém para um aluguel conjunto. eles não se conheciam, mas se mudaram para baixo do mesmo teto. ainda no primeiro dia acabaram dormindo juntos e consequentemente preferiram evitar um ao outro, mesmo estando na mesma casa. no dia seguinte descobriram que também são colegas de trabalho. (1/1)
online friends: lola e muse h se conheceram na internet e começaram a conversar bastante, até que estabeleceram uma amizade. como sempre tiveram mais facilidade para conversar virtualmente, acabaram contando muito de suas vidas um para o outro. agora, eles finalmente se conheceram e estão tentando lidar com a nova situação. (0/1)
reckless friends: lola, quando encontra muse i, se torna dez vezes mais imprudente do que já é - e o contrário também ocorre. quando estão juntxs, ninguém consegue contê-lxs. (0/1)
bad blood: muse j e lola eram amigxs e acabaram se tornando desafetos por um mal entendido que até hoje não foi resolvido.
qualquer outra ideia para conexão/plot é super bem vinda!
– O que? O que? Porque todo mundo está rindo? – Cliff olhou ao redor, colocando as mãos na cintura, sem perceber que ainda tinha o nariz de palhaço que tinha usado na oncologia pediátrica acoplado ao verdadeiro nariz. – Qual a graça?
Quando escalada para os setores infantis, Lola gostava de passear pelos corredores com as que ali residiam, sabia mais que ninguém o quão angustiante era ficar muito tempo no quarto de um hospital. O escolhido do dia tinha sido Tyler, um menino de três anos que estava internado na ala da oncologia pediátrica. Lola empurrava o suporte de soro com uma mão enquanto segurava a criança no outro braço, e em certo ponto do passeio Tyler começou a brincar com o cabelo da enfermeira, tentando arrancar o pequeno broche de borboleta que prendia os fios. Ela tentou distrair o menino, mas sem sucesso, sua cabeça já estava começando a doer quando decidiu voltar no meio do caminho. O alivio ao escutar a voz de Cliff foi imediato, o vira mais cedo brincando com as crianças, então era um sinal que estava perto da pediatria. – Doutor Sommerset, uma ajudinha aqui por favor?” Falou em um tom mais alto, esperando que o outro lhe escutasse.
━━ depois de uma breve discussão com a chefe do seu departamento no meio do corredor lotado, daphne adentrou ao cômodo como um verdadeiro furacão, batendo a porta da sala de descanso com mais brutalidade que pretendia. acendeu a luz sem se importar se alguém dormia ali ou não. “você não vai acreditar no que acabou de acontecer.” falou entre os dentes, indo em direção a cafeteira a passos pesados. até mesmo o mais feroz dos leões a temeria naquele momento. “o digníssimo marido de uma paciente exigiu que outa médica fizesse o parto por que ele achou que comigo ela estava ‘gritando demais’.” imitou o tom de voz do homem com certa irritação. não era a primeira vez que uma paciente desistia do parto humanizado no meio do processo, porém a médica não podia deixar de extravasar a frustração de como o caso em questão acontecera. “se tivesse uma cabeça de 35 cm saindo de dentro de você, qual seria sua reação? você ia rir, por acaso?”
Lola se preparava para sair quando ouviu as vozes no outro lado da porta, ficando quietinha no seu canto para não atrapalhar a conversa com sua saída, a pequena briga no corredor lhe deixara avisada por isso o susto da entrada da médica na sala não foi tão grande. – Wow, que cara esquisito. Aposto que é o primeiro filho deles. Acertei?” Refletiu por alguns instantes na pergunta, balançando a cabeça em negativa com uma careta. – É um pouco perturbador saber que tem outro ser humano saindo de dentro de você, não é?” Obstetrícia com toda certeza era uma área da medicina que Lola preferia evitar. Cuidar de fraturas expostas, feridas infeccionadas e enfermidades mais complicadas eram menos assustadoras que um parto, sua primeira experiência auxiliando um tinha lhe deixado vários traumas. – Acho que se algum dia eu engravidar, vou passar mais tempo no psiquiatra que no obstetra.” Levou as mãos ao ventre, levemente assustada com o próprio pensamento.
Com a prancheta em mãos, Marcus dedilhava com agitação a ponta dos dedos contra o acrílico conforme assistia os ponteiros do relógio avançarem – dezenove horas e quarenta e oito minutos marcava o relógio pendurado na parede da sala de emergências. Faltavam exatos doze minutos para o início da partida dos Knicks contra os Celtics pela nova nova temporada de basquete, se a consulta que fornecia terminasse naquele exato minuto ainda teria tempo de correr até a máquina automática do segundo andar para pegar um pacote de salgadinhos para assistir o jogo em sua sala, mas residente responsável pelo paciente não parecia ter pressa alguma para ler os resultados dos scans. Ross suspirou impaciente, revirando os olhos discretamente. Oito minutos. “Ótimo, sem salgadinhos para mim dessa vez”, pensou consigo mesmo.
Não demorou muito para que a consulta se encerrasse e Marcus autorizasse a alta do paciente e apesar de apreciar a diligência do estudante, Deus sabe como alguns não dedicavam-se da mesma forma, o médico tinha algo igualmente importante para fazer – enquanto alguns são protestantes, Mo era devoto aos New York Knicks. Mas não havia tempo suficiente para chegar até a própria sala, teria de ver o jogo na salinha de atendentes do PS e embora não fosse aquilo que tinha em mente, era melhor que nada. Ao dirigir-se à salinha, o homem notou que a mesma estava vazia embora a TV estivesse ligada em um canal aleatório. – Vamos lá. – disse para si mesmo enquanto se acomodava no pequeno sofá disponível, pegando os primeiros instantes da partida. – O quê? Tá de brincadeira! – exclamou entusiasmado logo após um dos primeiros lances, levantando-se em agitação. – Olha isso, não! – disse, gritando com a televisão sem notar que a porta da pequena sala lentamente se abria. – Roubado! – disse em um volume mais alto do que pôde perceber antes de ser interrompido por aquele que entrava na sala.
Sem contar o horário do almoço, Dolores não tinha parado para descansar uma única vez naquele dia, o movimento acima da média exigiu que a enfermeira ficasse a disposição dos médicos do pronto socorro durante todo o seu turno. Quando finalmente conseguiu cinco minutos livres, apressou-se até a sala de descanso mais próxima e estava preste a entrar no local quando o tom de voz elevado a fez recuar. Com um misto de confusão e curiosidade bateu levemente na porta, certificando-se de não atrapalhar seja lá o que alguém estivesse fazendo lá dentro. Como a resposta não veio, observou pelo espaço entre aberto a tv e consequentemente o neurologista animado com o jogo. Achou que seria perda de tempo ir até o outro lado do bloco para poder descansar, decidindo ficar ali mesmo. – Eu vim em paz, juro que não vou atrapalhar o senhor.” Comunicou brevemente ao entrar, por mais que soubesse que demoraria muito para ela mesma iniciar alguma conversa aleatória.
Rumou em silêncio até o sofá para não desviar a atenção de Marcus e apenas percebeu o quão cansada estava quando acomodou-se confortavelmente no lugar vago ao lado do médico, fechando os olhos por alguns instantes. Estava quase cochilando ao escutar o narrador falar o nome dos times, sorrindo brevemente. – Acho que já vi essa partida umas cinquenta vezes.” Talvez não fosse a pessoa que mais entendia de basquete no mundo, mas no manual de nascidos em cidades minúsculas dos Estados Unidos era regra saber o nome de todos os times de basquete e quais seus maiores rivais. Celtics e Knicks estavam no top cinco desde que Dolores se entendia por gente. – Os Knicks estão muito ruins nessa temporada, o contra-ataque do Dotson já não é mais o mesmo.” Não foi preciso nem abrir os olhos, segundos depois da fala de Lola o juiz marcou falta contra o time de Nova York. – Tá vendo? Nessa briga os Celtics sempre levam a melhor, não tem como discutir.”
It’s 🏳️🌈 LGBT History Month in the USA. I have learned so much about feminism and anti-racism through the work of LGBTQIA+ activists. Thank you Sylvia Rivera, Audre Lorde and Marsha P. Johnson!! Sending love to all those I love and wider LGBTQIA+ communities around the world.
❤️🧡💛💚💙💜 We love you.