MARIA GUADALUPE GONZALEZ HERRERA
at the Masquerade Ball
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he wasn't even looking at me and he found me

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@marialupex
MARIA GUADALUPE GONZALEZ HERRERA
at the Masquerade Ball
death comes in red.
MARIA GUADALUPE as elektra natchios
celiherrera:
“Você tava demorando demais e eu tenho aula daqui a pouco, quis aproveitar o tempo.” não era mentira, Celina não queria ‘inventar desculpas’ por chegar atrasada nas aulas, desta forma, precisava se esforçar um pouco mais para andar de uma sala até a outra dentro do tempo de intervalo. “Não, eu to legal aqui, obrigada. Sim, eu comi… metade de um sanduíche, mas eu comi e eu não estou com tanta fome.” se esforçou para responder as perguntas ao mesmo tempo que Lupe as fazia, mas a mais velha parecia estar bem ansiosa por mais que Celina se irritasse se viesse de outra pessoa, não sentia o mesmo quando vinha de Maria. Celina era a mais nova e depois do ocorrido era completamente compreensível a situação dos irmãos, desta forma, não conseguia se sentir incomodada com a preocupação alheia. “Não precisa pedir desculpas, quando extrapolar eu aviso.” brincou, pegando o copo da mão da irmã. “Isso aqui está ótimo, valeu.” levou o mesmo aos lábios, tomando a água com certa avidez terminando rapidamente. A mexicana estava com mais sede do que pensou que tinha. “Como foi o festival? Eu achei melhor não ir esse ano, digamos que eu tinha uma desculpa boa dessa vez.” deu um sorriso brincalhão no meio da tentativa de piada com sua própria situação.
“Eu te falei que estava procurando meu material, sua apressadinha.” Respondeu em tom de brincadeira, claro. “Metade de um sanduíche não é se alimentar, Lina. Me promete que depois da aula vai procurar uma comida decente? Por favor, não quero que passe mal por algo assim, eu morro de preocupação.” Momentos assim eram raros, onde Lupe se abrisse de tal forma. Claro que para sua família era algo até bem comum, já que proteger suas irmãs mais novas e a honra de sua família - a que restava - era fundamental, mas para quem não a conhecia direito, era como se fosse outra pessoa. “Saiba que vou extrapolar mesmo assim, é mais forte que eu.” Ela sorriu, observando cada movimento de Celina para ajudá-la caso fosse necessário. “No digas eso...” Pediu baixinho. Maria não entendia como a irmã conseguia fazer piadas dessa forma, claro que percebia que era uma tentativa de amenizar aquilo, esquecer da seriedade e procurar focar em outra coisa, mas a ferida era recente e Lupe ainda se culpava de não tê-la protegido. “Foi chato, como quase todo ano. Eu já esperava sinceramente. Acredita que fui colocada na barraca de comida? Só tinha gordura americana ali, Lina, era um ataque à culinária!”
celiherrera:
Os olhos encaravam a mesma parede escura daquele quarto enorme, o cheiro de sujeira lhe invadia as narinas juntamente com o de sangue visto que a acertaram no rosto algumas vezes. Já não estava mais amarrada na cadeira, mas ficar no chão sentindo insetos passar pela suas mãos não era tão melhor e Celina já não conseguia mais chorar pois havia se passado uma semana e parecia que já não tinha mais lágrimas para cair, a garota só esperava ansiosamente pelo dia que aquilo acabaria ou pedia piedade à Virgem de Guadalupe para morrer logo e acabar com aquilo. Mal sabia a princesa que ficaria ali mais quinze dias. O porta se abriu novamente, mas Celi não se moveu de onde estava, o que fez com que o homem que a agredia a levantasse do chão sem muita gentileza e a colocasse novamente na cadeira com os braços amarrados atrás. As vozes não se faziam mais entendíveis, mas por algum motivo, Celina já parecia saber o que estavam falando e como num déjà vu sabia o que aconteceria a seguir, ele falaria do rei e então a facada lhe atingiria a coxa direita, mas a princesa não estava a fim de viver aquilo novamente. Foi num súbito que Celi acordou sentando-se na cama do instituto, a respiração ofegante se fazia ser ouvida no silêncio do lugar, os olhos passaram pelo local o reconhecendo, sua prótese do lado da cama, do outro lado havia a cama de @hxlenagonzalez e logo a frente a de @marialupex , logo, alívio gigante tomou conta do seu peito, a fazendo chorar na hora, tentando não fazer barulho para que as irmãs não acordassem.
Há muito tempo Maria não dormia direito naquele quarto. O sono nunca parecia vir e o cansaço realmente só chegava quando precisava acordar para realizar seus deveres, então era tarde demais para descansar. Naquela noite era a mesma coisa, por mais que estivesse deitada e coberta até quase a cabeça, a mexicana mal piscava os olhos, encarando a parede ao lado como se algo de muito interessante estivesse passando por ali, mas na verdade estava contando a quantidade de riscos que enfeitava o papel de parede salmão. Alerta para tudo, principalmente devido ao fato de suas irmãs caçulas estarem dormindo no mesmo quarto que ela por pura questão de segurança e enorme afeto - sua faca debaixo do travesseiro, sempre - portanto era comum que qualquer barulho a alertasse de que algo poderia não estar certo. O pulo da cama pro chão foi imediato com a faca na mão, mas ao ver Celina sentada em sua própria cama chorando, a mais velha teve quase a certeza de que pôde ouvir seu coração partir naquele momento. A faca foi deixada em seu antigo lugar novamente e em segundos Lupe já estava sentada do lado de sua irmã, a abraçando o mais forte que podia sem machucá-la. “Mi dulce angel... Respira hondo, tu estarás bien... Yo te protegeré.” Ela sabia que falar a língua materna era de grande ajuda para os jovens Herrera, sempre que precisavam se acalmar, lembrar do carinho materno e das palavras de apoio era sempre o ideal. Suas mãos acariciavam os cabelos da mais nova enquanto ela mesma tentava não chorar junto e acabar piorando a situação.
brilhabriana:
❛ — Oh, mio Dio! ¹ ❜ e Brunelleschi praticamente deu um pulo no lugar ao ouvir a voz ecoar no ambiente vazio, fazendo com que ela se virasse em uma fração de segundos para distinguir a sua mais nova companhia; sua respiração sendo controlada para que não viesse a sofrer com um novo ataque asmático. ❛ — Err... Eu diria que não podemos saber tudo nessa vida, não é? ❜ respondeu de maneira constrangida, soltando o garfo sendo jogado contra a bancada de inox enquanto seus lábios eram curvados em um sorriso amarelo; detesta falhar na frente de outras pessoas. Mas, ainda sim, era sensata para saber quando dar o braço a torcer. ❛ — Não tenho como negar que uma ajudinha seria válida. Você poderia me dar algumas dicas enquanto eu lavo essa louças. ❜ sugeriu com uma certa timidez na voz, indicando os utensílios culinários que estavam sobre a pia.
A mexicana não resistiu em rir alto. “Está devendo, Briana? Se assustou à toa, Díos mio, acalme-se.” Em passos lentos, Lupe se aproximou da italiana com um sorriso no rosto, arrumando algumas panelas que estavam fora do lugar só para então olhar em volta procurando por onde começar. “Certo, enquanto você lava, vou pegando algumas coisas, okay? Aliás, jogue fora essa aberração que você criou, por favor. Meu cérebro derrete só de pensar nessa comida gasta. Mas tudo bem, vamos começar do zero.” Lupe teve uma ótima lição de culinária graças a sua mãe, que não quis pagar nenhum professor para ensinar seus filhos coisas que ela mesma poderia passar de conhecimento, uma coisa bem familiar. Lupe adorava aprender coisas novas e foi assim que aprendeu a cozinhar ainda jovem, quando ainda precisava de ajuda para acender o fogo. “Primeiro, antes de qualquer coisa, precisa-se usar uma panela grande. A que você usava era muito pequena, o macarrão precisa de espaço. E mais água, muito mais água que isso.” Conforme ela falava, os objetos eram passados para Briana.
“La gloria de nuestros antepasados no muere” - Gonzalez Herrera
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brilhabriana:
❛ —— Mas que inhaca! ❜ a reclamação viera para si mesma, seu cenho se franzindo conforme a sua atenção se voltava para panela a sua frente. Onde é que havia cometido algum erro na preparação do macarrão? O livro de receitas fizera parecer que era tudo tão fácil! Era apenas seguir as instruções, correto? Bem, aparentemente não, pois tudo que havia conseguido era uma grande quantidade de massa grudada no fundo da panela. ❛ —— Brilhante, Briana! ❜ murmurou consigo mesma, alheia a qualquer outra movimentação que pudesse estar acontecendo na cozinha. Então, o garfo em sua mão cutucou a grande gororoba que se encontrava emassada no fundo da panela e a sua cabeça se inclinou para o lado, um longo suspiro cansado deixando seus lábios. O que é que comeria agora que os funcionários já haviam sido dispensados?
“Problemas na cozinha, Bri?” Era comum para Lupe ir até a cozinha depois do horário por puro problema para dormir, isso claro enquanto suas irmãs ainda estavam acordadas, assim ela preparava um lanche para as duas. Mas ficou surpresa ao ver que tinha alguém ali com a mesma ideia que ela. “Isso seria macarrão? Que desastre.” Comentou com a feição torcida ao olhar o resultado do que seria a tal massa. “Parece que precisa de mãos habilidosas na cozinha. Ven conmigo.”
wilhxlminx:
“ ––– Mas qual é a pressa para beijar as bocas desse instituto? Afinal, você não escolhe quem vai beijar, e alguns podem ser bem… desagradáveis.” Willa passava longe da barraca do beijo, ou de qualquer atração semelhante, limitando-se as poucas oferecidas no festival de St. Jude ––– uma delas era manter-se em contato com os conhecidos ali que estavam dispostos a. As orbes acastanhadas analisaram a figura da mexicana antes que Willa se permitisse a deixar brotar um sorriso social no canto dos lábios, sem expressar nenhum humor, contudo. “ ––– Eu dispenso, lieblin. Mas acredito que os colegas da mesa ao lado vão adorar algo para comer, principalmente servido por sua carita.” Não costumava ser exatamente agradável com os demais, mas insultos gratuitos não eram de sua natureza; apenas uma ironia bem mesclada o suficiente para poucos apenas os mais atentos identificarem.
“Pressa nenhuma, digo isso por mim, já pelos outros não coloco minha mão no fogo.” A mexicana deu de ombros, tampouco ligando. No ano anterior quando ficara responsável pela tal barraca, a ideia foi colocar pelo menos três pessoas ali dentro, assim a fila não ficaria tão grande para uma pessoa só lidar. Mas como esse ano era uma outra pessoa, Lupe acreditava que sua ideia não teria vingado. “Já ofereci e eles já comeram, acho que eles agradecem pela sua preocupação.” Ela então encarou os garotos na mesa e acenou com um pequeno sorriso de lado, que foi respondido na mesma hora por acenos animados. “Mas então, o que deseja já que não vai comer nada? Ou está só andando por aí?”
celiherrera:
“Não foi nada, eu to bem.” disse sinceramente, apoiando-se na parede para respirar profundamente depois de ter caminhado sozinha longos trinta minutos pelos corredores. Não era seu melhor tempo depois da prótese e nem de longe antes dela, mas Celina sentia-se até satisfeita depois da caminhada. Havia recebido essa ‘tarefa’ de seu fisioterapeuta, caminhar minutos seguidos até aguentar e havia cumprido, mas ainda era um pouco exaustivo caminhar com a prótese e por mais que odiasse pedir ajuda, Celi precisou. “Se não for pedir de mais, de verdade, eu gostaria de ajuda só pra pegar uma água e se puder fazer isso pra mim eu faria imensamente grata.”
“Tem certeza? Eu disse para esperar que eu iria lhe acompanhar, Lina...” A mais velha suspirou, mas não conseguia ficar brava com a mais nova nem se quisesse muito. “É claro, maninha, você quer sentar? Quer comer algo? Qual foi a última vez que você comeu? Sabe que não pode ficar sem comer muito tempo... Desculpa.” Quando percebeu que estava fazendo perguntas demais, Lupe parou no mesmo instante com medo de incomodar sua irmã. Desde que ela havia voltado, Maria fazia de tudo para deixá-la o mais confortável possível, e assim como fazia com Helena, procurava não sufocá-las com sua preocupação por mais que fosse difícil na maioria das vezes. “Toma sua água, se quiser gelo eu posso pegar.”
“Infelizmente o pessoal é rápido demais escolhendo ficar na barraca do beijo, então aqui estou eu, servindo comida... Cadê os homens daqui? Isso é um tanto machista, nem pensaram duas vezes em me mandar para cá e nem tem comida mexicana aqui, qué malo!” Na verdade, a princesa do México queria mesmo é fugir daquela barraca e continuar aproveitando o local como estava antes, mas um de seus professores estava bem ali do lado, observando os alunos que estavam nas barracas por perto. “Ugh, odeio isso. E você, vai ficar olhando para mim com essa carita ou vai escolher alguma coisa para comer, hm?” Apesar do tédio, Lupe deu um sorriso até simpático demais para seu visitante, seu braço apoiado na mesa sem cerimônias e as pernas apoiadas em um banco. Estava bem confortável, se alguém a perguntasse de fato.
so 𝕡𝕣𝕖𝕡𝕒𝕣𝕖 for the coup of the centrury be prepared for the murkiest scam 𝖒𝖊𝖙𝖎𝖈𝖚𝖑𝖔𝖚𝖘 planning, 𝒕𝒆𝒏𝒂𝒄𝒊𝒕𝒚 spanning decades of denial is simply why we’ll be 𝓺𝓾𝓮𝓮𝓷𝓼 &king undisputeds respected, saluted and seen for the 🇼🇴🇳🇩🇪🇷 (( we are ))
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◜𝐚 𝐬𝐨𝐮𝐥 𝐬𝐨𝐥𝐝 𝐭𝐨 𝐭𝐡𝐞 𝐝𝐞𝐯𝐢𝐥 ┈ 𝕗 & 𝕞◞
flxrenc:
para um dia ensolarado os jardins encontravam-se vazios, de forma que a permitia caminhar por este sem maiores preocupações. a consciência encontrava-se presa nos próprios devaneios, os quais a mantinham inerte em uma inércia que não lhe era comum. a nova descoberta a deixava inquieta, sem saber ao certo como agir. a muito preocupava-se com uma abordagem calma, desprovida de agressão para com quem lhe era importante e necessário; pensou que o melhor a ser feito era apegar-se ao tempo, que este acabaria a ajudando, dando-lhe um pouco mais de sabedoria para o que precisaria ser feito. contudo, diante da pressa que lhe acometera após chegar-lhe aos ouvidos que o irmão casaria-se com a princesa do méxico, florence soubera naquele momento que precisava mudar sua estratégia. desta forma, após o retorno de aspen, apressou-se em marcar um encontro com a outra. o bilhete fora entregue nas acomodações da morena, agindo de forma que ninguém além das envolvidas soubessem daquele encontro. optou por marcar ainda com o sol alpino, dando a elas um pouco mais de privacidade; sabia que não seria fácil, que precisaria usar de todos os seus atributos quanto a troca de favores, que mais do que isso, precisaria ser cautelosa para que não houvessem erros. sentou-se em um dos bancos que encontravam-se dispostos naquele âmbito, as pernas cruzadas e ambas as mãos repousando sobre as coxas. estava sim impaciente, ansiosa mas somente em seu âmago demonstrava suas preocupações; a expressão era de serenidade como um animal de grande porte prestes a caçar a sua presa. com o mínimo de movimentação a sua volta, erguera os olhos para deparar-se com @marialupex mais a sua frente, levantando-se para que pudesse cumprimentá-la ❛ — muito bom ter meu pedido atendido, alteza. nos lábios havia um sorriso carregado de simpatia, muito embora tivesse a consciência de que tão logo seria acometida pela seriedade do momento. voltou-se a sentar no mármore, pedindo para que maria também o fizesse ❛ — sei que tem dúvidas quanto a este encontro, mas era de extrema importância que nossa conversa acontecesse. não sou conhecida pela demora, então vou direto ao ponto: eu sei do seu desejo, do seu segredo. e tenho uma proposta para fazer-lhe.
A princesa mexicana não mostrou nenhuma surpresa ao saber que estava mais uma vez noivando, dessa vez com o herdeiro de Gales. Dessa vez, pelo menos, seus pais pareciam ter atendido seu pedido de escolher mais a dedo um que tivesse mais a ver com sua personalidade, ao menos do pouco que sabia sobre o príncipe. Depois de ler a carta assinada pelo rei do México várias vezes, Maria caminhou para sua cama com o propósito de se deitar um pouco, mas parou ao ver um envelope fechado perto de sua escrivaninha. Curiosa como sempre, abriu o envelope com delicadeza e o leu detalhadamente, sua sobrancelha arqueada o tempo todo. O que a futura cunhada queria? Será que é mais uma dessas irmãs que gostam de ameaçar as noivas dos irmãos? De qualquer forma, sua curiosidade fora atiçada e, com sua faca na bota por pura cautela, Lupe saiu em direção ao local indicado. Chegou por trás de Florence mas sua presença foi anunciada pelo som de suas pulseiras, claro que isso porque quis que fosse notada antes, ou teria chegado como uma verdadeira felina: silenciosa e observadora. Cumprimentou a princesa devidamente e então sentou-se à sua frente, pronta para ouvir o que ela tinha para dizer. “Não é usual de meu comportamento atender a pedidos dessa forma, mas chamou minha atenção.” Disse sem enrolar, querendo que Florence chegasse logo ao ponto. Não demorou muito, o que causou certo espanto na princesa mexicana, mas não deixou transparecer como fazia muito bem com quase todos seus sentimentos. “Que segredo, loirinha? Tenho muitos e sou uma pessoa um tanto fechada, portanto é um tanto que difícil conseguir alguma informação... A não ser que você tenha contatos.” Semicerrou os olhos, os lábios formando uma linha reta. “O que você quer? Que eu não case com seu irmão?”
movntbatten:
@marialupex
O silêncio daquele quarto hospitalar só era quebrado pelo tinir agudo da máquina de monitoramento de funções vitais ligado a Maria Guadalupe. Sentado numa cadeira estofada ao pé do leito onde a mexicana parecia dormir, Alexander selava os prórios lábios com os dedos da mão direita, numa característica pose de quem reflete sobre determinado assunto. O que, aliás, era exatamente o que se passava. Sua mente era um turbilhão de pensamentos que ele já tinha desistido de organizar linearmente, mas que dentre os quais era capaz de discernir perfeitamente o que lhe acusava de que o tempo de brincar de herdeiro era finito. Tinha crescido num país em que as revoluções vermelhas eram violentamente contidas e raramente alcançava seu radar, por isso, com exceção de um episódio isolado na sua infância, nunca tinha encarado a realidade vermelha tão de perto. Os hematomas em seu corpo funcionavam como um lembrete, assim como a condição de sua noiva. Alex se pôs de pé, por um momento, assim assumiria a distância necessária para que pudesse segurar a mão feminina entre as sua, acariciando a pele do dorso com delicadeza. “Espero não tê-la acordado.” Disse em tom de voz baixo, a fim de preservar o clima silencioso, ao notar a leve movimentação da princesa. “Me preocupei quando me foi relatado que aconteceu com você, por isso vim vê-la.” apressou-se em explicar. “Trouxe flores, embora ainda não saiba quais são suas favoritas.” disse por fim, indicando o grande vaso cheio com um arrranjo de orquídeas azuis sobre a mesa de canto, ao pé da cama e junto a janela.
Maria não lembrava direito do que havia acontecido, a última lembrança que tinha era de lentamente perder a consciência no mesmo lugar onde havia sentado para descansar. Agora ao abrir os olhos devagar até se acostumar com a claridade do local onde estava, Lupe precisou piscar algumas vezes para identificar a enfermaria e a pessoa que estava ao seu lado. Seu instinto foi rapidamente despertar, mas logo relaxou ao ver a expressão suave de seu mais recente noivo, Alexander. “Não, não acordou, não se preocupe.” Seu tom de voz era bem rouco e seco devido ao tempo que passara desacordada. “Eu nem lembro o que aconteceu direito, pelo jeito perdi mais sangue do que imaginei...” Constatou ao ver a bolsa conectada diretamente ao seu braço, o líquido azul sendo reposto pouco a pouco. A mexicana olhou para as flores e não conseguiu evitar um pequeno sorriso, mesmo que rápido, mas lembrou que aquilo não passava de mais uma aliança e provavelmente não significava nada. “Obrigada, não tenho favoritas.” Apesar de ter uma leve preferência por rosas vermelhas, mas preferiu manter isso para si por achar clichê demais e precisava manter as aparências. “Tudo bem, pode dizer o que quer de mim. Acho que me encontrar mais vulnerável que isso será difícil, então é sua oportunidade.”
sangre rojo en mis manos. (( POV ))
TW: sangue; violência; mortes; ferimentos; linguagem inapropriada.
Seu único pensamento naquele momento era de deixar sua irmã segura em um local com pessoas que soubessem se defender e tivessem armadas para então ir saber o que estava ocorrendo de fato. Pelos burburinhos que escutara ao passar pelo corredor, vermelhos extremistas invadiram o local e estavam causando o terror fazendo vítimas e reféns, trancafiando as pessoas mais próximas e até mesmo ferindo outras. Aquilo a deixou enfurecida. Com sua faca em mãos (única coisa que guardava de presente de seu avô), Maria desceu os corredores dando graças a Deus por estar com sua legging e blusas pretas, assim como uma bota sem salto que guardou para um evento especial - nada nesse nível, é claro. Sua roupa, além de ajudá-la a se camuflar por corredores escuros, a deixava ainda mais ágil, permitindo que seus golpes fossem certeiros e mesmo somente com uma faca pôde causar belos estragos naqueles que faziam outros de vítimas.
𝓜𝓪𝓻𝓲𝓪 𝓖𝓾𝓪𝓭𝓪𝓵𝓾𝓹𝓮 ➤ DEZ CAMADAS