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28.10.20 João Maria Gusmão presents Eugène Frey
Louize - Premonitions
O que nos define é o amor
Rio, 02 de dezembro de 2016. Como tentar superar um grande amor que até hoje deixou marcas incuráveis? É impossível nega-lo no meu ser, é impossível trata-lo como se não existisse, como se não fosse nada. Queria poder ter a liberdade de viver esse grande amor, e não sufocá-lo e abafá-lo, engolir em seco. Não consigo superar, eu simplesmente não consigo superar porque ele vive dentro de mim. Teve uma época da minha vida que eu ouvia Jesus to a child do George Michael o tempo inteiro, e quem diria que a letra dessa música iria me definir de uma maneira tão completa nesse momento. Sabe, eu nunca esperei amar dessa forma. Eu nunca pensei que fosse possível se apaixonar e amar nessa intensidade e reciprocidade. E eu não sei o que fazer com tudo isso em minhas mãos. Não consigo me atrair por mais ninguém, não consigo amar um outro alguém que não seja você. Não consigo abandonar nossos sonhos, nossos momentos, nossos planos e principalmente o nosso amor. Me sinto sufocar, meu coração dói e eu sinto vontade de chorar, sinto vontade de não existir, talvez essas sejam as sensações de quem vive um amor impossível. Talvez eu seja boba, e apenas os bobos podem morrer de excesso de amor. Enfim, não importa o quão longe você esteja, o que eu sinto não vai mudar. Talvez os anos passem e outra pessoa apareça e me faça muito feliz, mas o que eu tenho dentro de mim nunca vai morrer. Tenho a certeza de que certas coisas só você é capaz de preencher em mim, certas coisas só possuem graça com você, não consigo imaginar outra pessoa com quem eu dividiria minha vida como um livro aberto, sem medo ou arrependimentos. Mas eu quero que o tempo seja responsável por isso. Já pensou se um dia ele me traz outra vez você para mim? Enfim, independente de qualquer coisa, você será para sempre o meu amor. G.G 02/11/16
Eu sonhei
“ Estava no colegial, o diretor acabara de anunciar que iria fechar a sala de artes. Aquela era a melhor sala, sempre reunia os estranhos, os incompreendidos. Aquilo não poderia fechar. Comecei a gritar palavras de protesto, tinha uma boca grande naquela época, logo aquilo se espalhou, em minutos tínhamos um protesto, em algumas horas tivemos uma ocupação da sala. La se encontrava os estranhos novamente. E sempre em destaque, aquela garota, com cabelos longos e negros, seus olhos castanhos e sempre vestida com um casaco masculino preto. Não era o tipo de beleza que a mídia vendia, mas eu não ligava para oque a mídia vendia. Na sala estava eu, uma multidão de estranhos, ela e sua amiga, isso perpetuou por dias, o diretor sempre tentava um meio termo, mas eu estava cego pelo orgulho, pelo poder de mudar algo aos de 16 anos. Então no terceiro dia, a policia entrou, foi quebradeira, eu tentava entrar na frente de todos mas eram tantos, a multidão se espalhava, capacetes policiais e bonés voavam pela sala. Não aguentei aquela carnificina, corri. Um pouco a frente estava ela e sua amiga, acelerei o passo, queria saber ao menos seu nome, quando enfim à alcancei escutei sua amiga. “Não fique assim louize. Fizemos o que podíamos” Ela disse Ela de cabeça baixa disso que sim, disse que fizeram o estavam a seu alcance. Vi a arma no bolso de seu casaco. Nesse momento minha espinha congelou, não consegui dar mais nenhum passo. Eu sabia, eu sabia que seria a ultima vez que a veria. Ela puxou a arma. Eu fechei os olhos, eu não fui forte o suficiente, eu nunca fui. Escutei um forte disparo, depois o grito veio, foi muito pior que o primeiro estrondo, sua amiga gritava pela ultima vez seu nome. Isso ecoou na minha alma. Louize ao atirar contra seu tímpano, atirou em sua família, em sua amiga, mas só ela teve a sorte de não continuar sofrendo por isso. Louize só era ela mesmo naquela sala, talvez a bala so tenha matado seu corpo, talvez sua alma não habitasse mais aquela carne. A sala de artes não foi fechada, mas ali eu nunca mais entrei. Bebi por 15 dias sem parar, mas isso nunca me saiu da mente. Minha boca diminui e a importância por poder também.”
-Pq_Júnior
I relate to Louis so much. I too, am smol and v sassy and always say I can fight people when I really can't.