missão: plot drop.
local: sicília, itália com @rudylion, @thxdarkside, @magicishere, @moonrales e @lowkeyblacksmith.
A explosão deixou Carter tonto, um barulho incessante ensurdecendo-o e ele tampou os ouvidos, até mesmo os olhos se fechando devido ao volume do som. Seus olhos imediatamente voltaram-se para a imensa montanha que se erguia imponente mesmo sob a ameaça dos tremores que chacoalharam o equilíbrio de monstros e semideuses em constante batalha. Carter segurou a respiração e tentou não se desesperar pela visão que tinha do que escapava dentre a cratera do vulcão, cada pelo de seu corpo arrepiado e em alerta. Ele olhou por cima dos ombros os membros de seu grupo e engoliu em seco. Malditos fossem os deuses por estarem sempre lhe enfiando na maior das besteiras que podiam encontrar, praguejou baixinho e apertou o cabo da adaga recém adquirida, sentindo o peso do pingente de sua haladie pesar em seu punho.
Estava prestes a desistir, olhos aterrorizados presos nas criaturas sobre as quais ele só havia ouvido falar, minotauros, quase à imagem e semelhança daquele de Creta, mas em quantidade. Como um exército. “Churrasco, pessoal?”, perguntou baixinho, mesmo sua piada soando sem graça e covarde tamanho o medo; estava entregue à sua própria sorte não fosse as quatro figuras surgindo com o som estrondoso de trovões travando espaço entre os céus. Se pudesse, teria lavado sua boca com sabão para se livrar das blasfêmias antes deixadas acerca de quaisquer divindades, sentindo-se agraciado e, repentinamente, revitalizado pela presença deles. Lembraria de colocar as divindades em sua preces. Mas não havia tempo para isso, no momento. Carter franziu o cenho, não daria às costas, ainda que lhe custasse a vida, já havia decidido isso antes, não seria um maldito touro a mudar sua ideia. Virou-se para os seus colegas e sorriu travesso, a verdadeira criança que era. “Normalmente eu sou contra a violência animal, mas... Já foram a uma tourada?”, perguntou quase confiante demais para alguém que estava prestes a enfrentar um híbrido de touro de mais que o dobro de seu tamanho.
Seus pés procuraram equilíbrio no chão antes trêmulo e ele disparou contra o bicho, vendo-o ganhar velocidade pesada na sua direção, então próximo o suficiente deslizou logo abaixo de seu alcance, jeans se arrastando no chão a medida em que sua própria adaga rasgava a lateral da perna do semi-touro. Carter usou da lâmina, arrastando-a no chão para frear e virou-se para onde o bicho também havia parado, batendo sua arma contra o escudo que usava para lhe chamar atenção. “Aqui, ô corno!”, gritou. O quanto conseguisse preservar de seus companheiros, o faria, e havia um sorriso presunçoso demais em seu rosto quando pensou nisso. Conseguiu realmente chamar a atenção do minotauro, visto que logo seu machado estava se chocando contra o escudo que carregava em seu braço esquerdo duas vezes em sequência, levando o filho de Mercúrio a resistir quase sob seus joelhos, perguntando-se se ainda havia braço algum que lhe servisse de algo depois das pancadas. “Não dessa vez, galhudo”, resmungou entredentes, dor cortando sua voz enquanto tomava aquele breve espaço-tempo em que ele erguia novamente o machado antes de descê-lo contra si para fincar sua adaga contra a perna cheia de pelos, retirando-a do buraco logo em seguida. Um guinchar muito parecido com um rugido tomou conta de seus ouvidos e outra vez o machado lhe atingiu, dessa vez lhe lançando para longe devido a força que lhe fora imposto.
O impacto no peitoral da armadura que usava lhe roubou a respiração numa lufada de ar dolorida e ele pode ver os vários tons de roxo, preto e verde que sua pele ficaria quando foi lançado longe pelo impacto. “Ugh!”, gemeu, sem se dar por vencido. Ergueu-se e fitou-o, cenho franzido. “Vem, rei do gado!”, chamou-o em meio a um sorriso, respiração pesada sem esconder seu cansaço físico. No momento em que ele iniciou sua corrida, Carter ergueu a mão no alto e canalizou sua energia, com quase nada de concentração, focando-se apenas no formigar da pontinha de seus dados, enxergando aquela lança verde e lançando-a contra o peito da criatura. Não foi surpresa alguma quando viu-o ser atingido, contudo frustrou-se ao perceber que ela não foi o suficiente para pará-lo, apenas diminuir a velocidade em que corria e Carter foi lançado para mais longe ainda com o impacto do golpe que se seguiu. “Eu ‘tô bem!”, gritou de onde estava caído, rindo e apoiando-se nos cotovelos. “Eu ‘tô bem!”, repetiu.
BENJI: 468/468 HP 360/360 MP CARTER: 221/325 HP 230/280 MP ROUGE: 250/250 HP 220/220 MP BELEN: 175/175 HP 160/160 MP SELENE: 100/100 HP 100/100 MP YARA: 100/100 HP 100/100 MP
MINOTAURO: 2312/2500 HP 2500/2500 MP















