Sobre nós.
Eu poderia facilmente descrever John Cohen como um conquistador barato. Mas, eu estaria sendo rasa demais nessa descrição.
John Cohen era muito mais do que isso.
Persuasivo, raivoso, depravado, irreverente, rancoroso, impulsivo e incrivelmente traiçoeiro. Ele tinha um belo sorriso, exalava sexo, o cabelo selvagem e cada ponta diabólica particular dele, transbordava naqueles olhos. John não atraia as pessoas com aquelas estupidas cantadas que fazia.
Ele tinha tudo o que qualquer um, num piscar de olhos, se interessava: um doce e tóxico mistério.
Por que não podemos apenas deixar aquela caixinha de madeira no canto da sala, sem querer abrir? Sem querer nem mesmo olhá-la? John Cohen era uma caixinha.
Os desenhos marcados na madeira eram encantadores e deslumbrantes demais pra deixarmos quieto. Mas, quando aberta, o arrependimento poderia ser tão intenso quanto aterrorizante.
John Cohen era a porra de uma caixa de Pandora.
Como eu disse, com inúmeros defeitos abomináveis para os humanos. Nocivo. Caótico.
A caixinha feita apenas, e somente, para enfeite.
Nada mais.















