Parece que LILIANA VEGA ORTEGA, ou como é mais conhecido, ORTEGA, foi visto pelas ruas de Nova Orleans, como sempre confundido com DIANE GUERRERO. Com seus 27 ANOS, torna-se difícil acreditar que seja uma CAÇADORA tão talentosa. Claro, para manter as aparências, finge ser uma DETETIVE DA POLÍCIA DE NOVA ORLEANS normal, esperando que ninguém descubra que PODE TER HERDADO A DOENÇA DEGENERATIVA DE SUA MÃE. Enquanto ela é conhecido por ser INTENSA e DIVERTIDA, também nota-se quanto é IMPESSOAL e IMPULSIVA, mas o que esperar de alguém em meio à tanta magia?
BIOGRAFIA: Liliana nasceu em Medellin, Colômbia, resultado do interesse amoroso de Leon Ortega, um agente do FBI que fazia parte da investigação do Cartel de Medellin, e Rosa Vega, uma florista colombiana. Lili nasceu em 1992, apenas um ano antes da morte do líder do maior e mais perigoso cartel em atividade, Pablo Escobar. O fim deste deu lugar aos cartéis do Norte do Vale e de Cáli, que tomaram força a partir de sua queda. O que poucos sabiam, no entanto, era o que os líderes dos três cartéis tinham em comum: eram todos warlocks. León não somente lutava contra todos os crimes hediondos característicos daquele tipo de organização criminosa, mas lutava especificamente contra os líderes destes, como o bom caçador que era. E, de fato, fora um dos mais impressionantes homens que já fizeram parte da ordem, tendo tatuado a prova de inúmeras mortes de seres mágicas em seu corpo, inclusive de Escobar. Infelizmente para ele, os cartéis que temiam o mesmo fim que o de Medellin juntaram-se com um único objetivo em comum: finalizar cada caçador responsável pela queda do mesmo. León foi assassinado quando a pequena Lili ainda tinha seus oito anos, no que pareceu ser a noite mais fria de Setembro naquele ano, bem como outros membros do FBI e da Ordem. Diante de tal ameaça, Rosa e Liliana foram levadas para os Estados Unidos sob proteção do governo.
Aos 35 anos, Rosa começou a demonstrar indícios do que posteriormente descobriram ser uma rara doença genética, Hungtington’s, que resultava na degeneração progressiva de células nervosas do cérebro. Na época, Liliana tinha seus 14 anos e a descoberta foi alarmante, para dizer o mínimo. Sua mãe tinha uma expectativa de vida curta, e a cada ano perderia cada vez mais o controle de si mesma, resultando em movimentos e emissões de sons descontrolados. Dessa maneira, precisou cedo absorver algumas responsabilidades já que os constantes espasmos musculares e gritos da mãe a impediam de fazer muito. Precisou amadurecer cedo nesse aspecto, cuidando da casa e da mãe sozinha, até receber o contato da Ordem. Ofereceram ajudá-las para que mudassem para Nova Orleans, onde não somente contou com apoio das pessoas que participavam daquele grupo, mas teve a oportunidade de conhecer aquela parte da vida de seu pai.
A jovem passou a ter como objetivo muito claro seguir os passos do pai, honrando sua memória e se vingando dos seres que o haviam tirado de si. Aos 18, a situação da mãe já se encontrava em estágios avançados, e a mulher faleceu devido à pneumonia por aspiração. Não pôde evitar sentir com a morte da mãe um peso deixar seus ombros, ainda que aquilo a fizesse sentir culpada. Assustada com a grande probabilidade dela mesma também ter a doença, Liliana passou a dedicar sua atenção totalmente aos treinos para se tornar uma caçadora tão boa quanto o pai, bem como seguir o mesmo ramo policial que ele, almejando, no futuro (se é que este viesse a acontecer), um cargo de agente do DEA. Conseguiu uma bolsa para estudar Direito Criminal na faculdade de Nova Orleans, onde finalizou seus estudos aos 23, aplicando-se então para fazer parte da polícia de NOPD.
Após dois anos de trabalho exemplar como policial, ajudando não somente nos casos corriqueiros da cidade mas em inúmeros casos importantes- em especial aqueles relacionados a drogas, que inevitavelmente a interessavam, e também demonstrando habilidades avançadas - muito pelos anos de treinamentos quase exaustivos com a Ordem; alcançou a posição de detetive, que há dois anos cumpre com orgulho. Paralelo a isso, leva sua posição na ordem quase como missão de vida, não somente canalizando em suas caças o ódio pelos seres que mataram seu pai, mas também refazendo seus passos como uma maneira de homenageá-lo.
PERSONALIDADE: Liliana ainda não sabe se de fato herdou a doença da mãe, nunca reunindo coragem suficiente para descobrir, mas a possibilidade faz com que viva tudo muito intensamente. Seu maior medo é perder o controle de si mesma, e mais ainda, se perder inteiramente. Por isso aproveita em sua totalidade experiências novas e pode ser bastante impulsiva - algumas vezes beirando a irresponsabilidade. Também pelo medo, evita qualquer relacionamento pessoal demais, não somente por não querer que ninguém descubra a possibilidade de sua doença - que certamente a faria ser afastada tanto da NOPD quanto da ordem - mas também por não querer se tornar para outra pessoa o mesmo peso que sua mãe foi para si. Isso não necessariamente impede que colecione algumas amizades, mas sempre busca manter um nível de privacidade suficiente para que seu segredo permaneça bem guardado.
















