We cannot control the time
Você não pode brincar com o tempo, James. Pare com isso, um dia isso tudo vai dar errado e você pode impactar em toda a história. A voz de Rita ecoou em sua cabeça no instante que James viu em suas mãos o vira-tempo quebrado. — Dammit. — Isso não poderia ter acontecido. O rapaz tinha decidido ir para perto do salgueiro lutador para voltar na Era em que Voldermot reinava no mundo bruxo, se arrependeu. Logo que se materializou no mundo perto da árvore ela começou a se mexer e ele precisou correr para se livrar de um golpe antes de conjurar o feitiço para paralisá-la, porém essa breve corrida fora o suficiente para quebrar o objeto responsável por levá-lo até ali. James Elec Macmilam, aquele que todos julgavam como um garoto sensato, responsável e bem, de fato ele era, exceto por sua curiosidade sobre história. O jovem era fascinado por voltar no tempo. Sua primeira viagem aconteceu quando por acidente encontrou seu vira-tempo, o jovem tinha então 14 anos, depois de muito brincar com o objeto ele decidiu voltar para o torneio tribuxo que acontecera na época em que seu pai estudava em Hogwarts, evento em que Ernesto havia conhecido sua mãe, mãe esta que o jovem nunca conhecera e sofria solitário por tal fato. Mas quando voltou ao passado pode entender o porquê do pai ter se apaixonado pela veela escocesa e o pior, descobriu o porquê que não tê-la conhecido fora bom para si. A mãe era realmente muito bonita, mas não era um exemplo de boa pessoa, era fútil gostava de menosprezar as pessoas e fazê-las se sentir parte da escória, o fato de ter dinheiro e beleza era o mais importante para ela. Se questionou como o pai conseguiu algo com a jovem. Depois da viagem o jovem passou a valorizar mais o pai e não se sentir mal por não ter crescido com a presença de sua mãe, ele tinha ao pai e a irmã Rita, era o suficiente.
Agora com 17 anos, o lufano já voltara a diversos eventos importantes do passado, e dessa vez decidira ser um pouco mais ousado. Sabia que o fato de voltar para tal época poderia não ser algo agradável, mas sua curiosidade e sua procura por aventuras falou mais alto, mas agora o loiro se arrependia daquilo. — O que está fazendo por aqui? — Elec escutou uma voz nada familiar e virou-se para de onde vinha. — Vamos, diga. — o moreno de olhos negros empunhava a varinha para ele. — Em que mês nós estamos? — o loiro questionou. ele precisava ser rápido, pensar em algo, em uma desculpa. — Em setembro. — o moreno respondeu confuso como se fosse óbvio. James suspirou aliviado. Já tinha a desculpa perfeita. — Eu vim de transferência e acabei parando aqui, eu não sei como. — Ele levou as mãos para trás, escondendo o vira-tempo. — Isso não está bem contado. — o garoto cerrou os olhos, desconfiado. — Você também não deveria estar lá dentro para a cerimônia de abertura? — sorriu maroto. Nesse momento o moreno abaixou a varinha. — Eu... Não é da sua conta, garoto insolente. — James guardou de maneira discreta o objeto no bolso. — Me desculpe.... Como se chama? — Snape, Severus Snape. E espero que não ouça por aí que um garoto me viu por aqui. — ele tinha um ar ameaçador, mas não parecia muito seguro de si. O Macmillam havia conhecido Snape e se o Snape de agora conhecesse o Snape adulto ele teria medo, e o Snape adulto o teria caçoado. — Eu também espero o mesmo vindo de sua parte, Severus. — deu um sorriso de leve. — Pois bem, melhor entrarmos. — Elec disse ao novo colega. — Pode ir. — Snape se manteve imóvel e James iniciou sua caminhada, sem olhar para trás, para dentro do colégio.
Ele precisava pensar em várias desculpas agora que não tinha como ser um fantasma. Ele precisaria de tempo até conseguir encontrar um novo vira-tempo e sabia que isso seria difícil nessa época, o seu fora encontrado por mero acaso. Adentrou no castelo e para seu azar encontrou com ninguém menos que Minerva Mcgonagall. — O que faz aqui? — a bruxa o questionou. Ficou imóvel sem saber a reação.
— Um trasgo arrancou sua língua, hm? Não deveria estar... — ela o olhou fixamente. Você não é aluno de Hogwarts. — sua face se tornou mais severa. — Não, eu... — ele respirou fundo, organizando as ideias. — Eu vim de transferência de última hora. — ela o olhou incrédula. — Não temos registro de transferência. — Sim, por isso que digo que foi de última hora, madame Minerva. — Como? — ela o olhou confusa, evidentemente pelo garoto saber o seu nome. — Eu... Não, deixe para lá. Vamos, precisa passar pelo Chapéu Seletor. Me acompanhe, sr... — ela o interrompeu e depois o olhou esperando que dissesse seu nome. — James. — a mulher à sua frente revirou os olhos. — Não me diga, Potter. — disse de maneira sarcástica. — Não, senhora. — Obviamente que não, o Sr. Potter está na mesa da grifinória. Preciso do seu sobrenome. — James ficou mudo. Não poderia dizer ser um Macmillam, provavelmente haveriam parentes seus estudante nessa época. — James Macomeford . — respondeu de maneira rápida, pensando no primeiro nome que veio à sua cabeça. — Muito bem, Sr. Macomeford vamos até o Salão Comunal. — Ao adentrar no grande salão os olhos se mantiveram atentos nele. — Ele veio de transferência, precisa ser selecionado. — Minerva falou para o diretor. Burburinhos podiam ser ouvidos entre os alunos e entre os professores presentes. Depois de conversas inaudíveis entre a professora e o diretor, o chapéu seletor retornou para o Salão e sem muita surpresa, o jovem fora selecionado para Lufa-Lufa e todos estavam eufóricos por haver um escocês entre eles e alguém que tivesse vindo de outra escola. No momento que se sentou na mesa da Lufa-Lufa ele foi enxurrado de perguntas e foi uma estrela por alguns minutos. Como de costume, ele não soube como responder a todos e ser simpático, o que causou certa irritação em alguns e logo se voltaram para o resto da cerimônia de abertura e para o banquete que magicamente aparecera na mesa à frente deles.
Durante toda a cerimônia a mente de James vagava para buscar uma solução para como voltar para sua época. Seu corpo estava tenso e ele não se sentia estar no local que realmente estava, até mesmo quando comeu, fez tudo de maneira mecânica. Só saiu do transe quando mais da metade da mesa já estava caminhando para o Salão Comunal de sua casa.











