então, sentada na cadeira do happy hour, eu me dei conta de como aquelas mulheres eram incríveis
a minha mente funciona com associações. então aqui vai mais um raciocínio meu, que no primeiro momento pode não parecer ter a ver com o título do texto, mas que vai fazer sentido, te prometo.
eu estava, no último domingo, assistindo ao live-action da turma da mônica. veja, tenho 31 anos, cresci lendo os gibis. me lembro de ser fissurada por uma banca da jornal. nas férias, meu passatempo era devorar o 'almanação', aquela edição especial, enorme, com mais histórias, palavras cruzadas. voltando ao live-action (aliás, rodrigo santoro é o melhor louco que alguém poderia pensar), me dei conta de que 'a turma da mônica' é um puta filme girl power. ela lidera a turma, é respeitada, e o sonho do menino é desbanca-la para ser o dono da rua. inúmeros planos 'infalíveis' depois, ele ainda está lá, ansiando pelo que ela é - e, desculpa cebolinha, mas inseguro desse jeito, você nunca será.
então, sentada na cadeira do happy hour, eu me dei conta de como aquelas mulheres ao meu redor eram incríveis. e eu saí do encontro com a alma em paz, assim como a cecília, nossa companheirinha de 3 anos que estava lá, preocupada em comer sorvete e cantar parabéns para as outras mesas. tanta coisa que eu, compenetrada na correria do dia a dia, não percebo. tantas inseguranças que carrego. e como é importante vermos outros pontos de vista, termos outros tipo de reflexão. perceber que o mundo gira de inúmeras formas, inúmeras cores, inúmeras órbitas. quem pode definir para nós o que é certo, o que é melhor para a gente, do que somos capazes? precisamos do aval de quem, afinal?
você pode escolher largar tudo e mudar de cidade para viver com seu amor. você pode escolher ser livre. não ter filhos. ou tê-los. você pode escolher a segurança de uma rotina ou a adrenalina solta no corpo. como disse uma delas, quando somos mulheres, tudo é muito mais difícil. nossas escolhas tem mais peso, talvez mais consequências. e eu me lembrei de quantas vezes me vejo cercadas de homens, principalmente no ambiente de trabalho, e percebo como é triste e, ao mesmo tempo, como é lindo poder estar alí representando todas nós.
essas mulheres fodas, que são donas de si, donas de sua vida, de sua carreira, de seu sucesso. donas da casa. donas da rua (eu não te disse que o raciocínio ia chegar em algum lugar?).