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I can't stop smiling at this part 💖 You can see how nervous the poor guy is 🤭 but it's sweet to see him dare to say his name even though it's difficult for him. He's finally found someone he can say his name to again 🥺
Jake didn't hesitate to ask the question, he didn't delete it and rewrite it, he dared to ask her if she was seeing someone because he was showing interest in her.
Oh Jake, you're really bold when you like something, even if you get nervous afterward 🤭💖
It must be so cute to see Jake blush from nerves, it must be so adorable to see him look away for a few seconds because he's embarrassed, but then look back at you because he can't go a second without looking at you 💖💖💖
MC: Why are helicopters circling?
Jake: Could be anyone.
MC: They're spelling your username with a spotlight.
Ugh, a hacker who's proud and self-absorbed about his computer skills 🙄 😆
I really like it when Jake brings out this side of himself because it makes his seriousness disappear 🤭 He enjoys testing his skills and isn't afraid of losing money 😝
Jake is always a man of his word, not like his father (?
But he is so cute 🥺 He was having fun, someone had managed to beat him (or maybe he's clearly giving us a time advantage because he can clearly go faster, which makes him even more adorable 😭)
I think he had an anxiety attack when he learned of the possibility that Hannah could have hurt herself, that's why he gets angry when we tell him, because he's afraid even though he saw the kidnapping 😔
He looks so vulnerable and worried in these messages...
MC *unbuttoning shirt*: God it's so hot in here
Jake: I know that but why are you unbuttoning my shirt?
MC: You're banned from touching my investigation board
Jake: Fine.
*Five minutes later*
MC: Why is every suspect crossed out?
Jake: Efficiency.
Everything I Need
Capitulo 3 - Quando eu era uma criança.
Quando eu era uma criança, eu era a criança mais estranha da sala de aula, meus amigos eram imaginários e minhas brincadeiras eram histórias que eu criava e interpretava, eu sempre era a protagonista e salvava alguém.
Quando eu era uma adolescente, eu entendi que não podia me prender dentro da minha própria mente e fantasias. Me forcei a sair, a ir em festas e fazer amigos, mas nenhum deles me conheciam de verdade. Meus gostos permaneciam em segredo, as histórias que eu criava permaneceram à sete chaves dentro do meu quarto. E quando eu tive idade o suficiente para sair da casa dos meus pais para viver a minha vida de jovem adulta, eu não me conhecia. Me perdi durante anos em histórias criadas em minha mente, tantos personagens e personalidades que eu não sabia onde o "eu" começava.
E por conta disso, eu me perdi em muitas pessoas que não mereciam.
Quando recebi aquela mensagem da Hannah no meu celular, eu senti que era uma chance de eu ser a protagonista na história de alguém, e quando eu conheci o Jake, era como se todas as minhas fantasias ganhassem vida. Eu não consegui pisar o pé no freio da racionalidade, me entreguei completamente para esse fantasma.
Agora eu sou adulta, estou prestes a completar 24 anos. E ainda não sei quem eu sou.
Durante todo esse tempo desde que ajudei a salvar Hannah, eu sinto que estava adormecida, presa novamente nas fantasias da minha mente, vivendo essa rotina cansativa. E quando Jake retornou para mim, é como se eu tivesse saído de um sono muito profundo.
Quando acordo na segunda-feira, eu não quero levantar.
Entro no edifício segurando meu copo de café, cumprimento meus redatores, pego os recados da manhã e me encaminho para minha sala.
Quando olho para o calendário, um frio na barriga percorre meu corpo inteiro.
"Evento Beneficente Revista Muse - amanhã - 20h"
Eu esqueci completamente, e ainda por cima não escolhi a droga de um vestido.
Chat - Jake
Jake: Eu gosto quando você usa essa saia.
Leio a mensagem de Jake, olho para a saia que estou vestindo, uma saia mid lápis vermelha, com uma fenda discreta lateral.
Como diabos esse cara sabe disso?
Instintivamente olho para cima, a câmera que está na minha sala.
Chat - Jake
Jake: Algo te preocupa?
Ele não mentiu quando disse que me observava pelas câmeras.
Liv: Eu tenho um evento importante amanhã a noite e esqueci de providenciar um vestido.
Jake: Eu gostaria de poder te ajudar nisso.
Faço uma nota mental para ir em busca do meu vestido no horário do almoço.
Minha rotina de trabalho se tornou um estorvo para mim, eu amo o que eu faço, mas minha vontade é ficar conversando com Jake o dia inteiro.
Passo a manhã inteira ajudando a equipe de revisão, e sempre me pego olhando para as câmeras do escritório, fico imaginando o que ele está fazendo, se está me vendo nesse momento.
Na minha pausa eu aproveito para passar em uma loja de roupas escolhida por mim, estou no provador nesse momento, indecisa entre dois vestidos. Ambos são pretos, mas um tem mangas e o outro não.
Chat - Jake
Liv: Posso ligar para você? Preciso de uma opinião.
Ele demora 7 minutos para ficar online e me responder, é algo arriscado mas quero tentar isso.
Jake: Claro.
Liv: Será por video, mas você não precisa aparecer, eu quero que você avalie o vestido para mim...
Jake: Basta me ligar, estou pronto.
Ligo para Jake, ele atende imediatamente, sua tela está escura. Posiciono o celular em um banco no provador e mostro para ele o primeiro vestido. O vestido era longo e preto, ombro a ombro com decote em coração. Girei para que ele pudesse visualizar a parte de trás também, levantei o cabelo simulando o penteado que eu estava pensando em usar.
- Essa é a minha primeira opção, eu irei usar o cabelo assim, o que você acha?
- Escuto ele limpar a garganta antes de falar.
- Você fica bonita assim, principalmente com o cabelo preso.
Sinto meu corpo se aquecer tão rápido.
- Certo, ta bom, vou te mostrar o próximo vestido, fique ai um segundo.
- Não irei a lugar nenhum.
Viro o celular para baixo e troco o vestido rapidamente. O outro é da mesma cor, mas ele é de manga longa, e não tem decote frontal, ele é mais justo até o quadril.
- Certo, pode olhar agora.
Dou mais uma virada para que ele veja todos os detalhes, dessa vez deixo meu cabelo longo solto, que é como eu usaria.
- Esse é bem bonito também.
- Obrigada, Jake. Mas qual dos dois você prefere?
- Hum...Definitivamente o primeiro, te deixa com uma beleza clássica.
- É verdade, eu também tive a mesma impressão. - Dou mais uma olhada para o espelho do provador e analiso o vestido.
Ainda estou me analisando no espelho quando ele pergunta:
- O primeiro ficaria lindo com um colar, você já tem ideia de qual usar?
Reflito um pouco, repassando mentalmente todas as joias que eu tenho.
- Na verdade não, mas eu vou providenciar isso.
- Eu vou providenciar.
Olho estupefada para o celular, ainda encarando a tela escura de Jake. Esse cara não pode estar falando sério.
- O que você pensa que está fazendo? Isso não é necessário. - Arregalo meus olhos olhando para a tela do celular.
- Vai estar na sua mesa amanhã cedo, Liv. E eu quero ver você usando ela.
Meu rosto esquenta, saber que Jake pode conseguir uma jóia e mandar no meu trabalho me faz questionar quais são os limites dele.
- Você por acaso tem tara em sugar baby ou algo do tipo? - Brinco.
- Acho que ainda não sou tão velho assim para entrar nessa classificação. - Mordisco o meu dedo ao ouvir sua resposta. Escuto o barulho do lado de fora de pessoas entrando nos provadores, preciso falar baixo.
Isso me faz perceber que eu não faço ideia de qual a idade real do Jake, eu pressupus durante esse tempo que ele pudesse ser da minha idade, mas ele é irmão mais velho da Hannah.
- E qual a sua idade afinal?
Escuto ele se mexer, percebo que todas as vezes que faço perguntas íntimas para ele, ele parece desconfortável, talvez seja o desconforto de se mostrar. Ficou tanto tempo escondido como uma barata, que não sabe mais ser sincero sobre si mesmo.
- Eu tenho 32 anos. Espero que eu não seja velho para você.
É melhor do que eu imaginava.
Tento disfarçar minha cara, mas não consigo evitar morder o lábio inferior.
- Por mim, está tudo bem.
- Acho que pra você está bem até demais. - Sua voz soa engraçada, como se estivesse tentando conter uma risada.
- Sabe Jake, quanto mais eu conheço você, mais ansiosa eu fico para te ver pessolmente.
- Posso saber o que te deixa tão ansiosa?
- Infelizmente vou ter que guardar esse segredo comigo. - Dou uma piscadinha para a tela do celular e encerro a ligação.
Encerro a ligação e retorno para o meu trabalho.
Passo o restante do dia sorrindo quando me recordo da nossa conversa ao telefone.
No dia seguinte, quando chego para trabalhar, eu encontro uma caixa aveludada na minha mesa. Quando eu abro, encontro a gargantilha mais linda que eu já havia visto.
Chat - Jake
Jake: Vá ao banheiro e me ligue, quero ver você usando.
Vou correndo para o banheiro da minha sala, tranco a porta e ligo para Jake em chamada de video. Dessa vez não estava tudo completamente escuro, mas ele tinha virado sua câmera, então eu conseguia visualizar apenas a sua mesa de trabalho, três telas de trabalho, um apenas com câmeras de vigilância, que reconheci ser do meu escritório, as outras duas eram telas aleatórias que eu não entendia. Em sua mesa, tem um cinzeiro, observo ele batendo a cinza, suas mãos. As mãos que eu imaginei me tocando por anos.
- Obrigada pelo presente, Jake. É maravilhoso, eu nunca vi algo tão lindo em toda a minha vida.
- Ele apenas está complementando sua beleza, tire o cabelo da frente, eu quero ver.
Me curvo em frente ao celular que está apoiado na pia, puxo meu cabelo, deixando a mostra a gargantilha.
- Fico com raiva de imaginar todas essas pessoas podendo apreciar você pessoalmente. - Ele respira fundo.
-Você pode, você sabe.
- Em breve, Liv... Em breve.
Encerramos a ligação e eu tentei voltar a me concentrar no meu trabalho. Eu sei que o Jake está inseguro de se mostrar para mim, mas não posso negar de que esse joguinho de montar um quebra cabeça mental dele está me deixando maluca, no bom sentido. Quanto mais partes eu conheço, mais obcecada eu fico. Eu quero mais. Sinto sede e fome. Sede e fome de tudo que tem a ver com ele.
Ao longo do dia trocamos muitas mensagens. Sobre coisas triviais que não tivemos a chance de falar ao longo daquele ano. Por exemplo: nossas cores favoritas, nosso prato favorito... Me peguei fazendo uma lista no celular de tudo que ele me falava.
Ao final do dia, eu corri para casa para me arrumar. Minha casa estava uma bagunça, minhas blusas estavam em cima do sofá, deixei alguns itens de beleza em cima da mesa da cozinha e o meu quarto nem se fala, infelizmente isso teria que esperar.
Fiz o cabelo com o penteado que eu imaginei e finalizei com o colar. Tirei uma foto rápida e encaminhei para Jake e Jessy e não esperei a resposta de nenhum dos dois, eu estava super atrasada.
Durante o evento, me servi de uma taça de vinho branco. Eu odiava esse tipo de evento, estar cercada por pessoas ricas e ter que fazer a política da boa vizinhança para convencê-los a doar um pouco de sua enorme furtuna. Me recolhi no canto aos poucos, e não demorou muito para que um homem se aproximasse de mim, ele parou ao meu lado e bebericou sua bebida. Talvez se eu continuar olhando para frente, ele desista de tentar me abordar. Fingi analisar a decoração do teto, uma arte sacra pintada a mão.
- Eu odeio esses eventos, meu rosto dói de tanto que eu preciso fingir o sorriso. - Ele passou a mão na lateral do rosto, como se estivesse massageando a bochecha.
- Desculpe, o que disse? - Me fiz de desentendida.
- Eu disse que odeio esses eventos. E você? - E infelizmente, ele virou seu corpo na minha direção. Ele ainda não entendeu que eu não quero conversar. Segurei um rosnado interno.
- É, eu também.
Mantive meu olhar focado para frente, dezenas de pessoas em seus vestidos chiques, rindo e conversando. Tenho certeza de que se fossem honestos, confessariam que gostariam de estar em qualquer outro lugar que não seja aqui. Mas eles continuam conversando e rindo entre si.
Eu nunca tive essa habilidade social, sempre odiei estar interessada em algo apenas para manter uma conversa, nunca gostei de interagir com pessoas para conseguir algo em troca. Gosto de imaginar que cheguei em minha posição atual por conta do meu esforço e desempenho, pois estar em situações como essa me dão a certeza de uma enxaqueca no final do dia.
E agora tem alguém querendo puxar assunto comigo, dou uma olhada no horário no telefone, prometi ficar por 1 hora e meia nesse evento, nem um minuto a mais.
Ainda faltam 60 minutos para que eu possa ir embora. E minha cabeça começa a dar sinais.
Me despeço do rapaz e parto em direção a mesa de comida. Me sirvo de alguns canapés e vejo Josh acenando para mim do outro lado do salão, ele está me chamando. Limpo minhas mãos no guardanapo e caminho até ele tentando controlar minha expressão facial, vejo Peter ao lado de Josh, graças ao bom Deus não estarei completamente sozinha com esse cara.
- Essa é a garota de quem te falei. Ela fez um serviço incrível na temporada de inverno, até contribuiu no desfile que participamos, acredita nisso?
"Garota"
Velho desgraçado.
Cumprimento o senhor a quem ele me apresenta. Seu nome é William. Pelo que entendo do contexto ele é um velho amigo de Josh, trabalha da Wall Street e parece ser mais um velho tarado, pois ele não tira os olhos do meu decote.
Todas as vezes que Josh me apresenta alguém da sua roda de conhecidos, me sinto como uma carne exposta em meio a carniceiros. Nunca tem uma algo relevante referente a minha posição, sempre são perguntas pessoais envolvendo meus relacionamentos ou perguntando se possuo filhos e sempre sou chamada de "Garota". É como se eu tivesse comprado minha posição na empresa. Talvez eu tenha, vendi minha alma para o diabo do capitalismo.
Quando chego em casa, a minha enxaqueca já está no seu auge. Engulo um comprimido e visto uma roupa confortável.
Encho uma taça de vinho e me aconchego com meu notebook no sofá.
Eu escrevo, quando tenho vontade. Acontece que no último ano eu diminui minha frequência de escrita, mas minha comunidade permanece viva mesmo quando não estou tão ativa.
Minha vontade desde criança, foi fazer as pessoas me escutarem, de verdade. Eu nunca consegui colocar para fora os meus pensamentos na frente das pessoas, nunca consegui me posicionar. Estive sempre escondida em uma imagem do que esperam que eu faça e como eu deveria agir, vestir, como me portar, qual o tom de voz que eu deveria escolher. Isso me causou muito sofrimento na adolescência, eu via meus colegas tão felizes, saindo e bebendo. Não se importavam com nada além de manter as boas notas e eu nunca entendi porque eu não conseguia ser assim. Nunca entendi por que para eles era tão natural viver e para mim parecia que eu precisava repassar cada passo e cada respiração que eu dava. Por um tempo eu tentei, tentei de verdade, mas era degastante. No final do dia eu não me enxergava no espelho, eu via apenas uma personagem que eu estava interpretando, igual fiz muitas vezes na infância, só que dessa vez eu não interpretava uma heroína, eu tentava interpretar um ser humano comum. Por que era tão difícil me portar como um ser humano "comum"?
De certa forma, isso permitiu me tornar maleável na idade adulta. Eu encarei meus objetivos como desafios de interpretação, qualquer situação que me colocassem, eu conseguiria resolver.
É dificil, a carga se tornou pesada, e eu não consegui evitar a introspecção. E sentindo essa vontade de ser ouvida e compreendida, eu criei uma comunidade. Eu não uso meu nome verdadeiro, mas, coloco meus falo dos meus pensamentos reais a respeitos de coisas cotidianas. E por incrível que pareça, muita gente se identifica comigo, eles também sentem estar interpretando personagens todos os dias. Me pergunto onde essas pessoas estavam durante toda a minha adolescência.
Meu telefone toca e eu atendo sem nem olhar o identificador de chamada. A única pessoa que me liga é ele.
- Oi. - Respondo com a voz um pouco arrastada.
- Oi. Como foi seu evento? - Ele parece cansado também, sua voz está mais profunda.
Bebo mais um gole do vinho antes de responder.
- Foi tenebroso, eu odeio esse tipo de coisa. - balanço a taça do vinho e assisto enquanto a bebida faz redomoinhos.
- Imagino. - Ele suspira. Ao fundo escuto o que parece ser uma televisão.
Uma pausa longa, continuo olhando a tela do meu notebook, me sinto muito esgotada até mesmo para continuar essa conversa.
- Liv? - Ele me chama, seu tom de voz mais alerta do que no começo da conversa.
- Sim?
- Você está bem?
- Estou, só estou um pouco cansada, e como você está? - Não consigo evitar o sentimento de culpa que se instala no meu peito, ele está aqui, como eu sempre quis e mesmo assim esse sentimento de esgotamento não sai de mim.
- Estou bem.
- O que você fez hoje? - Observo Lorde brincando com um fio que está saindo do sofá, sorrio ao vê-lo pulando.
Escuto Jake rindo baixo antes de responder.
-Me desculpe, eu nunca tive conversas assim antes, eu não sei bem o que responder.
-É só você me contar o que você fez hoje...
Sorrio para o telefone. É estranho imaginar que por conta de tantos anos recluso, Jake perdeu quase totalmente suas habilidades sociais.
- Bom, hum, eu trabalhei.
- E foi produtivo? - Dou uma risada, é quase como se eu tivesse voltada para aquela época e preciso força-lo a me responder.
- Acho que sim.
- Você precisa me perguntar sobre o meu dia também. - Reviro os olhos e coloco o celular no viva voz e deixo apoiado no encosto do sofá. Imagino como ele deve estar agora, será que está confortável como eu enquanto conversamos?
- Desculpe. E como foi seu dia, Liv? - Ele ri baixinho.
- Eu trabalhei, fui para o evento e tive que interagir com muitas pessoas. - Bocejei lembrando de toda a minha batalha social de algumas horas.
- Você não gosta disso?
- Não muito, não quando não as conheço.
- Eu também não gosto. Só gosto de conversar com você.
Não consigo evitar o frio na barriga ao ouvir isso.
- Que bom saber disso, eu também gosto de falar com você.
Eu fico triste em imaginar Jake sem ninguém para conversar. Passar anos sozinho, sem um outro ser humano para interagir, se escondendo. Acredito que tenha sido até mais de dois anos. Antes do desaparecimento de Hannah, ele já era procurado pelo governo, isso me faz pensar quantos anos de cicatrizes o Jake carrega consigo.
- Como você conseguiu ficar anos sem conversar com alguém de verdade?
- Para falar a verdade, eu não sei. Agora que eu estou falando com você, não sei como aguentei ficar tanto tempo sem isso antes.
Sinto um aperto na garganta ao sentir sua voz ficar mais profunda, a dor de cabeça se intensifica.
- Jake, eu vou precisar desligar, estou com uma dor de cabeça terrível. - Massageio minha têmpora, eu queria continuar conversando.
- Tudo bem, Liv. Não esqueça do remédio.
- Sim...Nos falamos amanhã?
- Nos falamos amanhã. Boa noite.
- Boa noite.
Enquanto caminho para a cama, o mundo parece girar um pouco, e quando deito na cama, o teto parece estar fazendo ondas. Meu corpo está um pouco dormente, é o vinho, ele sempre me embala para o sono mais pesado, evita meus pesadelos e os pensamentos antes de dormir.
Eu odeio pensar antes de dormir, eu sempre choro.
Antes de dormir, sinto Lorde se aninhando no meu pescoço.