So delicious!?
LOG ABERTA.
ELEGANS #2 EVENT – WINTER FESTIVAL. Segundo dia de eventos. (02/03) Local: Campus, barracas de exposição, próximo ao anfiteatro.
Com o festival de inverno batendo na porta e trazendo consigo tora a aura esportiva e competitiva que tinha, Sakurai sabia muito bem de suas responsabilidades – mesmo que não fizesse parte de um dos clubes que iam participar mais significantemente nos estádios e teatro; ainda assim, eram essenciais. Fora notificado pela equipe de gastronomia que estaria encarregado, junto aos demais membros e voluntários, que ficariam responsáveis pelas comidas e petiscos de tal evento. Embora não fosse muito confiante para pôr em prática o que sabia em grandes quantidades de alimentos, se esforçaria o máximo possível. Sendo assim, na noite anterior ao segundo dia de eventos, pôs-se juntamente aos colegas na iniciação dos preparos para que não houvesse problemas no dia seguinte – e isso durou até o toque de recolher dos dormitórios, com muitos retornando aos prédios para um descanso merecido. O japonês, diferentemente de todos, concentrado em suas tarefas, resolveu que o correto seria permanecer nas instalações e terminar o que mais pudesse terminar.
Era perfeccionista demais, por isso adiantou para os outros muito do que poderia trazer um desgaste ainda maior no próximo dia, e sequer percebeu que as horas voaram. Com a iluminação de um novo dia atravessando as janelas e a brisa de uma manhã avisando-o de que estava tanto tempo ali, recostou-se numa das bancadas dispostas ao grupo. Suspirou, tentou aliviar a tensão dos ombros com umas batidas. Não adiantou. E somente por isso, concluiu que não deveria se esforçar tanto sozinho. Guardou tudo o que poderia estragar dentro dos frízeres e geladeiras, e seguidamente abandonou o prédio. Retornou às mediações da Yonsei somente quando as portas abriram e subiu para o quarto que dividia com um colega íntimo, não sem antes programar o despertador para retirá-lo da cama não muitas horas após.
Acordou assustado quando o aparelho celular gritou, avisando-o de seus compromissos. Temeu um atraso, por isso realizou com mais pressa do que o comum todas as mesmices de todos os dias. Seguiu para fora do dormitório não muito tempo depois, com apenas uma torrada e goladas de um café amargo no estômago – julgando a quantidade de comida que preparara outrora, certamente poderia beliscar alguma coisa para matar a fome em algum momento.
A partir daí, com muito esforço, auxiliou quem estava presente com o transporte de todos os alimentos às mediações do evento. Decorou a barraca, montou as mesas auxiliares, posicionou a chapa que conseguiram num pedido voluntário, e o restante fora preparado com a ajuda de quem estava no momento – não ignorou os faltantes, mas não iria reclamar. Não era surpresa que, em poucas horas e a inicialização do evento, a barraca ficasse lotada de curiosos e estudantes famintos. O rapaz japonês, responsável pela entrega – perfeita, em seus olhos – dos alimentos, sequer pudera descansar. E somente naquele instante, resmungou por não ter tomado um café da manhã mais gordo. Todavia, com tanta movimentação e falação, não pudera de fato reclamar com os outros ou pedir um tempo de descanso. As horas corriam, a quantidade – gigantesca – de alimentos diminuía e, enquanto ainda existisse algo para alimentar os adolescentes e adultos com estômagos nas costas, os alimentaria.













