Ela via o mundo. Ele via o mundo; Viam sob a mesma luz, Isso é tudo e era tudo que havia entre os dois.
Ela/Ele

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Ela via o mundo. Ele via o mundo; Viam sob a mesma luz, Isso é tudo e era tudo que havia entre os dois.
Ela/Ele
Arte: Danny Bunny
PAREM O REGIME! Não vai dar pra resistir o Mc Lanche Feliz deste mês! Olha só a supresa que fofa!
Eu já mandei dois pra dentro! (risos) Ainda falta o batedor e a colher medidora! Mais uma desculpa pra fugir do tão chato regime!
É PRIMAVERA!
A estação marcada pelas flores, a minha preferida, chegou! Chegou também, como eu sempre gosto de acreditar, novas oportunidades.
Creio piamente que o início de algo novo é sempre uma boa oportunidade de incorporar o novo em nós mesmos. E sendo primavera, é hora de permitir desabrochar a Centelha Divina, a Supraconsciência latente em nossa alma. Ou pelo menos o exercício dela, não?!
Afinal, você conhece a sua primavera espiritual?
No livro Christianity, the Deadliest Poison, and Zen, escrito por Osho, tem um trecho profundo (como tudo dele) bem apropriado com o que eu queria elucidar por aqui.
Diz:
"Assim como a primavera é muito amada pelas árvores, pássaros e peixes... Você não conhece sua primavera espiritual íntima. Ela ainda não veio, você ainda não a convidou. A primavera exterior vem e vai, vem e vai, mas a primavera interior só vem e nunca vai. É uma primavera eterna. Suas flores são flores da eternidade.
Uma vez iluminado você fica para sempre iluminado. Não há nenhum modo de voltar atrás. Quão mais esplendorosa e quão mais milagrosa será a primavera interior! Mesmo a exterior é tão grande; a interior não é apenas quantitativamente grande, ela é também qualitativamente grande. A busca da verdade é a busca da primavera interior.
E a imagem que escolhi, ou melhor, que ME ESCOLHEU para ilustrar essa reflexão é uma arcana menor do terno de arco-íris, do Tarot Osho Zen; A Rainha do Arco-Íris.
A Rainha do Arco-Íris é como uma planta fantástica que atingiu o ápice do seu florescimento e das suas cores. É muito sensual, muito cheia de vida e plena de possibilidades. Estalando os dedos ela acompanha a música do amor, e o seu colar do zodíaco está colocado de tal maneira que Vênus repousa sobre o seu coração. As mangas da sua vestimenta contêm sementes em abundância, e, à medida que sopra o vento, elas são espalhadas para criar raízes onde lhes for possível. Não a preocupa saber se as sementes caem no solo ou sobre as pedras; ela apenas as vai espalhando por toda parte, em total celebração da vida e do amor. Flores caem do alto sobre a sua cabeça, em harmonia com o seu próprio florescimento, e as águas da emoção serpenteiam divertidamente sob a flor em que ela está sentada.
Você poderia sentir-se neste exato momento como um jardim de flores, regado por bênçãos vindas de toda parte. Dê boas-vindas às abelhas, convide os pássaros a beber do seu néctar. Espalhe em volta a sua alegria, para que todos compartilhem dela.
E a interpretação desta carta é que O Zen quer vê-lo vivendo, vivendo em abundância, vivendo na completude, vivendo intensamente; não em grau mínimo, como pretende a Cristandade, mas no grau máximo, transbordante.
A sua vida deveria derramar-se até os outros. A sua felicidade, a sua bem-aventurança, o seu êxtase, não deveriam ficar confinados dentro de você, como uma semente. Deveriam abrir-se como a flor e espalhar sua fragrância indiscriminadamente; não apenas para os amigos, mas para os desconhecidos também. Isso é compaixão verdadeira, amor verdadeiro: Compartilhar a sua iluminação!
Fiquei bem feliz pela chegada da primavera e por me deparar com todas essas reflexões que transcrevi. Encarei como um presente e me senti na obrigação de compartilhar para quem sabe motivar alguém, além de mim.
Fica aqui então o convite para esse despertar.
E o meu desejo de florescer além todas as flores dessa primavera, a flor maior do nosso corpo. Nosso sétimo chakra representado pela flor-de-lótus.
Sabe a expressão "mãos amarradas"? É como venho me sentindo essas últimas semanas. Mãos amarradas pelos barbantes do anseio. A causa; mudanças e mais mudanças, literalmente. Tenho minha vida embrulhada em jornal e plástico bolha. Encaixotadas em caixas que se espalham pela casa inteira. Caixas que congénere com o Everest do qual precisamos escalar a cada vontade de ir ao banheiro, pegar um copo d'água na cozinha, ou repousar todo o nosso cansaço na cama. E que cansaço!
Gente, quando foi que nos tornamos adultos? Alguém me avisou que já estava na hora? Essa semana, tive meus pais em minha casa por dois dias. Eles se dispuseram a nos ajudar com a mudança e, como eu moro em outra cidade, até dormiram por aqui.
Tenho pais pra toda obra! Sim, foi um trocadilho. Eu realmente tenho pais pra toda obra.
Não adianta, por mais que a gente cresça, estude, venha de uma geração de mais recursos, tenha a nossa vida e crie métodos próprios de lhe dar com ela… Phfff; nossos pais sempre serão melhores com a vida deles e com a nossa. Sempre com a solução certa no momento exato, e com uma facilidade de mestre. Conciliaram trabalho, com andar de bicicleta, lavar a tonelada de roupa que estava nos meus dois cestos, ir ao mercado, encaixotar tudo e mais um pouco para a mudança, com café da manhã com pão fresco ao levain (pasme) bolo de nozes e sequilhos. Com feijoada no almoço acompanhado de caipirinha de morango com abacaxi, lanche da tarde e pra janta: pizza feita com massa caseira! Tudo, TUDO feito por eles. … Aí depois foram embora "mais cedo" pra dar tempo de ir na academia. E assim que foram me joguei na cama, chorei feito criança e constatei a falta que faz mãe e pai.
Minha mãe dá risada. Diz que eu preciso de uma empregada e não de uma mãe. Mas não se trata apenas de fazer, mas principalmente de como se administra e coordena tudo o que é preciso fazer.
Eu acordo, trabalho, e apesar das receitas e mais receitas do blog e do meu amor pela cozinha, vou arrastada fazer o almoço e a janta. E o "arrastada' é pelo buraco negro que já se forma no estômago, do contrário continuo trabalhando. Aí quando vejo, cadê aquela blusinha que faz tempo que não vejo no guarda-roupa? Tá pra lavar. O cesto já não fecha mais! E a conta de telefone que venceu ontem e eu esqueci de pagar? Virou vítima da minha má administração do tempo.
A academia paga virou prejuízo, a sky já dá aviso na tela de que é preciso entrar em contato com a central de atendimento.
Moro na praia (por mais uma semana) mas quem disse que eu vi o mar hoje? nem ontem, nem na semana passada.
Tirar o pó mais um vez? Meus Deus, eu já não fiz isso na semana passada? Durante um bom tempo eu bati a mão no peito estufado e proferia ser a mulher maravilha! Imaginando erroneamente dar conta das minhas muitas tarefas.
Tadinha de mim.
Deitei na cama e chorei. Chorei porque é preciso crescer e crescer é ruim demais!
Mas não quero dizer com isso tudo que eu seja leviana para com minhas obrigações e minha vida. Não! Eu batalho muito, creio até que me "emancipei" cedo demais. Vai ver por isso sou de uma personalidade de uma carência sem fim. A mãe de todos, fura bolo, mata piolho, mas que não coordena de forma equilibrada a própria vida. O prenúncio já era hora, hora de se despir da resignação, dessa teoria do caos. E não que eu seja acomodada, mas convenhamos que nossa vida nem sempre é tão difícil como a gente julga ser.
Falta mais maturidade, Falta mais equilíbrio, Falta mais consistência com nossas atitudes e desejos. Falta coerência. Falta muito, mas muito amor e carinho para com a gente mesmo.
Ou um filho (risos) Pra saber se nasce na gente uma super mulher!
(…)
As mãos estão amarradas, mas falta pouco pra desatar o nó!
Falta pouco pra mudança acontecer. Já está em processo.
A mudança da casa e principalmente a mudança em mim.
Aliás, mesmo a mudança da casa já é atitude reflexo dessa consciência. É dar o passo!
Mas enquanto isso …
" Vou ficar mais um pouquinho Para ver se acontece alguma coisa nessa tarde de domingo Congele o tempo preu ficar devagarinho Com as coisas que eu gosto e que eu sei que são efêmeras E que passam perecíveis E acabam, se despedem, mas eu nunca me esqueço
Vou ficar mais um pouquinho Para ver se eu aprendo alguma coisa nessa parte do caminho Martelo o tempo preu ficar mais pianinho Com as coisas que eu gosto e que nunca são efêmeras E que estão despetaladas, acabadas Sempre pedem um tipo de recomeço" - Tulipa Ruiz
Fotos: Danny Bunny
{ ETC E TAL } Pra quem gosta de natureza, um convite para apreciar meus dias!
Pelos meus olhos e minha lente, retratos de tudo que amo.
( parte II )
Fotos: Danny Bunny
{ ETC E TAL } Pra quem gosta de natureza, um convite para apreciar meus dias!
Pelos meus olhos e minha lente, retratos de tudo que amo.
" Alvorada lá no morro Que beleza Ninguém chora Não há tristeza Ninguém sente dissabor
O sol colorindo é tão lindo É tão lindo E a natureza sorrindo Tingindo, tingindo
A alvorada...
Você também me lembra a alvorada Quando chega iluminando Meus caminhos tão sem vida E o que me resta é bem pouco Ou quase nada, do que ir assim, vagando Nesta estrada perdida"
- Cartola
( parte I )
Fotos: Danny Bunny
{ Etc e Tal } Eraser Stamp Carving!
Fazia tempo, ou melhor, desde que eu aprendi a fazer carving para carimbo de borracha, há aproximadamente um ano durante minha temporada no Japão em dias de chuva "presa" em casa, é que tive a ideia de esculpir o rostinho do Bunny e carimbar no tecido pra facilitar meu trabalho, já que tinha que desenhar um por um.
Por ter estoque de rostinho, até então, acabei procrastinando postergando a atividade. Porém hoje, já sem nenhumzinho para me salvar, resolvi por a mão na massa borracha!
Apesar de destreinada, pois desde que voltei do Japão nunca mais consegui ter tempo (ou organização dele) de fazer um carimbinho se quer, respirei fundo e num mantra dizia "coragem cão covade, coragem" e, eis o resultado! Fiquei muito feliz por ter conseguido, e o melhor é que já vejo o resultado; facilitou mesmo o meu trabalho!
Bora produzir mais Bunnys então!
Fotos: Danny Bunny
{ ETC E TAL } O que nasce por aqui!
Veja o post completo.