i wish i could kiss you (cecile x jared)
flashback !
As faíscas da fogueira crepitavam ao redor dos rostos juvenis, cujos corpos estavam organizado em um círculo. Nesse ponto, histórias de terror desenrolavam da boca dos monitores, contadas com ênfase e interpretação dramática, deixando as crianças com o medo estampado nas expressões diminutas. Contraditoriamente, porém, elas ansiavam pelo desfecho do enredo.
No meio de tudo, Jared e Cecile permaneciam acomodados lado a lado, com os ombros se tocando levemente; cúmplices, trocavam olhares e sorrisos furtivos com as narrativas que assustavam os pequenos.
Eu queria poder te beijar., ouviu o sussurro de Moreau, que lhe atingiu com uma quentura. Jared sorriu de canto, devolvendo o murmúrio no ouvido alheio: "Quem disse que não podemos?" A voz, além de baixa, era conspiratória. Seus olhos escanearam ao redor, certificando-se de que todos estavam completamente absortos nas histórias. Com o sinal positivo, prosseguiu: "Vem." E, discretamente, ele tomou a mão de Cecile, puxando-a para longe da roda.
Em um ponto mais afastado, envolto por árvores que balançavam suavemente sob a luz prateada da lua, Jared cessou os passos. Tomados apenas pelos sons dos grilos, seu olhar se encontrou no de Cecile, e ele permitiu exalar a respiração reprimida. Por um lapso, perdeu-se na beleza do rosto feminino, e no desejo quase insano de tê-la para sempre - logo ela, seu primeiro amor.
Aproximou-se devagar, de modo que seus dedos deslizassem gentilmente pelas bochechas macias da garota, ofertando carícias. Aos poucos, seus lábios encontraram os dela, dando-se conta como tinha sentido falta de fazer isso mesmo que se beijassem com frequência. Seu novo vício. De início lento, o selar logo se intensificou; as mãos tomaram a cintura de Moreau, pressionando-a contra si, com o ritmo tão acelerado quanto a paixão elétrica.
De súbito, porém, um estalo quebrou a intimidade do momento. Jared recuou instintivamente, os olhos atentos na direção do som, certo de que haviam sido flagrados por algum monitor. Quando finalmente percebeu que não era nada de alarmante, ele soltou uma risada soprada. "Deve ser o fantasma da história." Provocou, junto a um sorriso travesso enquanto balançava a cabeça. "Ele vai ter que esperar… porque eu ainda não terminei." E, sem hesitar, trouxe-a de volta para perto.












