Are You Kentucky girl?
No, I´m Latina, Brasileira, Gaúcha. But I do like good Bourbon :)
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No, I´m Latina, Brasileira, Gaúcha. But I do like good Bourbon :)
Veja o web-Story e tenha água na boca!
Descubra os sabores incríveis da culinária gaúcha com estes sete pratos típicos deliciosos. Surpreenda-se com o famoso churrasco, o rústico
Gaúcho woman
Por enquanto temo tranquilo sem festa e rodeio mas se chegar setembro e cancelarem a semana farroupilha a peleia vai ser forte.
O carão diabólico e sensual, lânguido e fetichista de Shirley Mallmann, para a alta costura, primavera/verão 1998, da Christian Dior. Coleção assinada por John Galliano.
Saindo do armário
Fui ver O closet, comédia francesa com Daniel Auteuil e Gérard Depardieu, que conta a história de um homem que, prestes a perder seu emprego de contador numa fábrica de camisinhas, espalha que é gay, assim o chefe o manterá no cargo para evitar protestos de sua clientela mais cativa.
Particularmente, acho a linguagem do filme meio bobalhona e os personagens caricatos, mas não há dúvida de que o roteiro é inteligente e nos faz pensar. O personagem principal é um cara desinteressante e submisso. A mulher o abandonou, o filho não lhe dá a mínima e a vida resume-se a cumprir seu trabalho burocrático de segunda a sexta. Um homem sem opinião. Sem posição. Um zé-ninguém.
Quando descobre que vai ser demitido, pensa até em suicídio, pois não lhe restará mais motivo para levantar da cama de manhã. Até que um vizinho lhe dá a ideia de “sair do armário” (um armário que na verdade ele nunca entrou) e ameaçar fazer barulho nos jornais se for cortado da empresa. Num dos diálogos mais interessantes do filme, ele comenta com o vizinho que não saberá imitar um gay, no que o vizinho responde que ele não precisa mudar nada no seu comportamento, o olhar dos outros em relação a ele é que mudará. Chegamos ao ponto.
Uma vez o boato espalhado entre os colegas, tudo ao redor do personagem transforma-se, menos o próprio. As pessoas passam a ter opinião sobre ele, o mundo movimenta-se, sai do lugar. Ele começa a existir.
Muitas pessoas sonham em ser invisíveis para poder observar os outros e saber o que eles diriam se não percebessem sua presença. Eu sei o que eles diriam: nada. Os invisíveis não interessam. Há muitos invisíveis entre nós: são aqueles que adotam uma postura neutra, um comportamento padrão, não defendem suas ideias nem seus direitos.
A neutralidade cria uma ilusão de ótica: desaparecemos aos olhos dos outros. Para reaparecer, uns se cobrem de ouro ou procuram sair na capa de uma revista, mas não carece tanto espalhafato. Basta assumir suas preferências, batalhar por um projeto de vida, ir contra a maré se for preciso, ter nome e sobrenome registrados em cartório e defendê-los de qualquer humilhação, não ser um parasita e sim uma pessoa que faz diferença. Todos nós temos que sair do armário um dia e dizer “eu sou”, não importa o quê.