o pequeno círculo de alunos ao redor da mesa improvisada parecia dividido entre curiosidade e expectativa enquanto george ajustava mais uma daquelas engenhocas barulhentas, alguma coisa entre um experimento e um desafio pessoal que claramente já tinha dado errado pelo menos duas vezes — o leve cheiro de queimado ainda denunciava — mas isso não parecia desencorajá-lo nem um pouco, pelo contrário, ele já estava explicando, rápido demais e confiante demais, como “dessa vez” funcionaria, como se fosse impossível considerar outra opção, emma observou por alguns segundos, em silêncio, os braços cruzados de forma leve, o olhar atento não exatamente no objeto, mas nele, no ritmo, na insistência, naquele impulso de provar um ponto que talvez nem precisasse ser provado, deu um passo à frente, diminuindo a distância o suficiente pra ser notada sem interromper de imediato, inclinou levemente a cabeça como quem finalmente decide participar da cena, “are you always so competitive?” perguntou com suavidade, o tom educado demais pra soar como crítica, mas curioso o suficiente pra não ser apenas comentário, o canto da boca puxando muito de leve enquanto o observava por um instante a mais, “ou isso é só porque alguém disse que não ia funcionar?” acrescentou, quase como um ajuste lógico, o olhar deslizando brevemente pro objeto antes de voltar pra ele, “porque, nesse caso, eu diria que já é menos sobre o feitiço e mais sobre você não aceitar perder pra uma ideia” completou com leveza, sem peso real na provocação, como se estivesse genuinamente interessada na resposta — ou no resultado. "e esse cheiro de queimado... é proposital ou alguma coisa está prestes a dar errado?"