(pós-pt) but it was not your fault but mine / iseulgina
Se Georgina fechasse os olhos ainda podia ver a cena de horror que havia tomado conta do banquete, ver ali a prima de seu pai morta era algo que ela nunca imaginaria. Aquilo tudo parecia louco demais para ela entender. Em um momento estavam todos ali ouvindo o discurso do Ministro, Gee estava no canto do salão junto de seu irmão mais novo, já que parecia ser a única pessoa ali que ainda gostava da sua presença, quando no momento seguinte todas as luzes se apagaram e o pânico tomou conta de todos. O barulho de taças, bandejas e pratos se quebrando era preocupante, ela sentiu Chris segurar suas pernas com medo e a morena se abaixou para abraçar o irmão, tentando não só acalma-lo, como a si mesma. Então o feixe de luz verde foi visto e depois as luzes se acenderam novamente. Só então soltou o mais novo, mas o grito ensurdecedor que surgiu, fez com que o ele voltasse a se segurar nela. Gee não queria saber o porque do grito, só queria encontrar o resto de sua família que havia se perdido por ali. De longe viu a mãe e rapidamente caminhou em sua direção com Chris em seu encalço. Aquilo tudo parecia um grande pesadelo, saber então que o corpo que se encontrava sobre a mesa era o de Rosamund Tremayne, fez com que a ravina engolisse em seco. Ela havia acabado de perder um membro de sua família, mesmo que os Wilkes tentassem negar sua relação com a traidora de sangue.
Estar de volta em Hogwarts depois de todos aqueles acontecimentos era estranho e ao mesmo tempo desesperador. Até então, Gee não sabia quem de seus amigos estavam machucados por conta do ataque ao festival e por mais que ela estivesse a salvo e sua família também, ela se preocupava com seus amigos. Foi assim que pisou no local que a notícia que Iseult era uma das pessoas que estavam na ala hospitalar do castelo chegou ao seu conhecimento. A ruiva era uma das melhores amigas de Wilkes, sem pensar duas vezes, ela correu até a ala a procura da amiga. Precisa se certificar que estava tudo bem, que ela não estava tão machucada e que logo ficaria bem. Ninguém de fato havia lhe informado sobre o estado de Ahern ou o que tinha lhe acontecido, mas levando em consideração o cenário de guerra que o vilarejo viveu, a morena tentava não pensar no pior. Conseguiu reconhecer os cabelos alaranjados da amiga de longe, ainda que essa estivesse deitada em seu leito, se aproximou calmamente, não queria assustar a amiga. Se ela não tinha vivido nada comparado com aquilo já estava assustada, conseguia imaginar o estado alheio. “Is? Oh Merlin, o que lhe aconteceu? Você está bem?” Perguntou preocupada, por mais que tentasse controlar seu tom, para não soar desesperada por noticias, era dificil extinguir a preocupação que havia dobrado assim que viu a amiga.









