Desenhos animados invadem a tela e a surrealidade da poesia traça meu ser, como quem come um maço de cigarros, como quem mastiga ópio e cospe fogo. Estou normal dentro da anormalidade contraditória. Normal. Como quem gosta de pássaros no mar e peixes no céu. Peixes em cabines telefônicas. Membranas voadoras saindo das brânquias. Bolhas de comunicação. Peixes não dormem. É cômico nos desenhos animados. Imagino o coiote. O penhasco. O coiote andando pelo penhasco. Papa-léguas safado, enganador. O coiote ainda não caiu, mas vai sim, logo, logo. Debaixo dele a pintura se faz. Tinta marrom, misturada com uma poeira branca, vermelha. O coite se levantou e está tudo bem. malditos produtos da Acme. A lógica dos desenhos animados é a mesma da poesia quando avança sobre o poeta e come seu juízo. Nenhuma lógica. Nenhum sinal de Aristóteles. Plantão? Está mais para um negócio de louco. Uma loucura ingênua e cruel.