“Ser Feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade”
(Carlos Drumond de Andrade)
Uma reflexão sobre Felicidade
Luisa Novaes
Será que nós conhecemos a plenitude? Conhecemos a felicidade? Sabemos o que estamos buscando em meio a esse turbilhão de acontecimentos diários?
Será que você já́ sentiu ou experimentou de fato a felicidade? Já se sentiu completo, com a sensação de que nada estava faltando e que você de fato é a pessoa mais completa do mundo?
Se você seguir a lei natural das coisas, eliminará os conflitos, e a plenitude aos poucos se revelará. Como sensação, como experiência, a felicidade pode durar mais ou menos. Porém, sendo uma sensação, pensamento ou sentimento, essa felicidade será, forçosamente, limitada: começa num determinado momento, e noutro momento acaba.
Como assim? O difícil é que sempre, cedo ou tarde, os momentos felizes acabam. Mesmo as experiências de felicidade mais profundas uma hora terminam, e depois, naturalmente, segue o contrário delas.
Mesmo com toda a sofisticação e modernidades, dentre os mais complexos e demais cálculos que os seres humanos são capazes de fazer, que os permitem inferir a existência dos buracos negros e desvendar a estrutura do elétron, esses meios de conhecimento não são capazes de revelar nosso coração e o que há de verdade dentro dele.
Às vezes, nossas limitações do corpo e mente são evidentes e não conseguimos olhar para as nossas costas, nem mesmo para nosso rosto. Com todas estas limitações em termos físicos ou de meios de conhecimento, como podemos fazer para nos conhecer e atingir um estado de felicidade
Autoconhecimento: Precisamos nos conhecer adequadamente. A lógica, a razão e a inferência são usadas para descartar tudo o que for crença, condicionamento ou simples tolice, que são coisas que, muitas vezes, veem junto com as religiões, ou impostas pela sociedade. É necessário descartar, tudo o que não for útil. Essa é a função que o raciocínio tem. Mas, o objetivo é olhar o seu agora, e pensar que o seu corpo pode ser limitado, mas a sua mente não, tente controla-la preenchendo-a com ideias e pensamentos positivos.
Tentar buscar e encontrar determinadas experiências que irão, finalmente, tirar-nos a aflição. Em verdade, tudo o que você experiencia, tudo mesmo, é o Ser e é parte de você. Todas as experiências são experiências do Ser. Sejam elas boas ou ruins. Isso é como uma montanha russa: todos nós estamos andando nela, alguns morrendo de medo, alguns rindo, outros chorando de nervosismo.
Você quer ser mais feliz? Comece cuidando melhor de si mesmo. Por mais que isso seja evidente, muitas pessoas pulam esse passo e tentam ser contentes buscando novas metas ou estabelecendo padrões de perfeição que muitas vezes não serão alcançados.
Mantenha consigo mesmo um acordo de se tratar com amor e carinho todos os dias. Desculpar-se ou perdoar-se nem sempre é fácil, mas é primordial, pois há uma tendência de se culpar por tudo que não deu certo no passado. As pessoas começam a se complicar quando tentam ser perfeitas demais e se castigam por não conseguir. Se aceite como você é. Para ser feliz, você precisa aprender a gostar de si mesmo.
A bem verdade é, que na real situação, estamos todos na mesma montanha russa, e todos dependemos de todos, sendo assim cada um deve buscar no seu interior o seu estado pessoal de felicidade, e trazer para o seu cotidiano e para a vida, para que desfrute no intimo do seu ser o passageiro momento.
E assim a vida segue, com perdas e ganhos, sorrisos e choros, alegrias e tristezas, o que precisamos e saber driblar, as incertezas e inconstâncias futuras que a vida lhe dá, seja perseverante e tenha fé, e agradeça mesmo pelos momentos difíceis, pois eles também nos ensinam.
Tudo irá passar!












