E bebem por causa de uma profunda e insaciável tristeza da alma.
Resposta certa – David Nicholls

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E bebem por causa de uma profunda e insaciável tristeza da alma.
Resposta certa – David Nicholls
Cuidado aonde pisa, você está atropelando os meus sonhos.
david n.
A avaliação crítica e o estudo da literatura, ou de qualquer manifestação artística, são coisas muito importantes para uma sociedade decente. Por que você acha que os livros são as primeiras coisas que os fascistas queimam?
Resposta certa - David Nicholls
Em Memórias de Brideshead, o primo de Charles o adverte que, em geral, passamos o segundo ano na universidade evitando as pessoas indesejáveis que conhecemos no primeiro
Resposta certa - David Nicholls
Top 3 – Chovendo no Molhado
Em homenagem ao dia de hoje que além de muito chuvoso foi extremamente divertido com uma visita a sebos (e a compra de livros legais que eu queria há um tempo – e outros que ficaram para a próxima porque a cota do mês já foi atingida!!) o Top 3 vai ser... CHOVER NO MOLHADO!
Sabe aqueles livros que enrolam a gente e no fundo não disseram nada? Tipicamente, essa lista tem os livros que eu não sei o que dizer e nem o que sentir. Mas sentir um NADA enorme. A não ser questionar as horas perdidas para livros que eu não consigo nem odiar. HAHAHAHAHAHA.
1. Resposta Certa – David Nicholls
Eu simplesmente adoro programas, jogos e qualquer coisa que tenham perguntas e repostas. Sendo assim, quando li a sinopse desse livro (algo que eu não faço normalmente) eu achei que seria genial e ficaria mega apaixonada. Só que isso não aconteceu. Terminei o livro e NADA. Foram só páginas atrás de páginas e não fui cativada! Isso ocorreu com “O Substituto”, do mesmo autor e eu tive que deixar o livro de lado, antes de chegar à metade dele (-_-). Mas tô botando fé em “Um dia”, que eu comprei hoje (!!!).
2. Coisas Frágeis – Neil Gaiman
Já tinha lido um livro dele e tenho uma graphic novel. Ele é um ótimo autor e eu acho um dos caras mais geniais que existem!!! Isso é fato, Neil Gaiman é muito foda. Mas esse livro me encantou como “O oceano no fim do caminho” (que eu amei MUITO). Terminei só por questão de honra, mas tenho outro livro dele esperando para ser lido e com certeza terei bons sentimentos! <3
3. Perfeitos/Especiais/Extras – Scott Westerfeld
Comprei a “quadrilogia” Feios porque ouvi falar MUITO bem e, durante semanas, eu fiquei de olho em promoções em todas as lojas online e quando consegui comprar fiquei tãooooooo feliz! Mas ai eu comecei a ler e gostei do mundo criado e achei bem interessante a premissa. Curti Feios, mas admito que a Tally me irritou um pouco desde o começo. E com o passar dos livros, eu sentia que não ia ser conquistada pela história e foi isso o que aconteceu. E terminei também só porque já tinha começado.
Se tem algum fã desses livros/autores por ai, desculpe, mas isso ai foi o que senti e se tiverem outras obras legais deles para indicar para que eu tenha muito amor por seus livros, sempre aceito indicações!! <3
E quem não leu os livros, indico a leitura, porque o que eu não achei interessante, pode ser legal para os outros.
Até a próxima, humanos!!
Resposta certa
porMARIO CORSO
Não lembro bem quando começou, deve ter sido no final do primário. Creio que foi somente no meu quarto ano que surgiram as questões de múltipla escolha. No começo era em uma prova ou outra, as recebi como uma novidade exótica e bem-vinda. Entre os colegas cresceu o olho, pois para colar era quase um convite.
Entre os professores deve ter sido motivo de comemoração com fogos, pompa e circunstância. Corrigir um grande número de provas com apenas uma grade ao invés de decifrar hieróglifos só podia ser um presente. Era o começo da massificação do ensino e essa forma de teste era apenas uma de suas manifestações. Não culpo os mestres, eles começaram a ser sobre-exigidos, apenas criaram uma maneira que tornava possível ter tantos alunos, tantas turmas.
A pergunta tradicional pedia um trabalho artesanal e uma verificação igualmente meticulosa e nesse momento instalou-se a linha de montagem na correção dos testes. O método antigo colocava cada um a pensar sua resposta, sua maneira particular de entender o que lhe haviam ensinado. Desde então, lenta e subliminarmente, o aluno começa a ser educado para achar a resposta certa, que já não é a dele, mas a que o outro lhe fornece. E o que é mais insidioso: uma ideia de que existiria a tal resposta certa.
No mundo real até existem respostas certas, mas também existem respostas aproximativas, algumas temporárias e muitas coisas sem resposta. O conhecimento e a sabedoria vêm de compreender os limites do que sabemos, e não de que tudo tenha sempre uma resposta certa. A modernidade se funda na dúvida, no conhecimento parcial, na insegurança dos princípios e dos valores, abandonando o campo das certezas que só a religião e o pensamento mítico fornecem.
Nas questões de múltipla escolha o caminho para ser bem sucedido é acertar o que o avaliador quer ouvir, supor o que o outro acredita como certo e não formular a própria solução. Não se trata mais de pensar por si mesmo, formular uma saída, mas de encaixar-se acriticamente nas proposições já prontas. Criatividade e pensamento crítico são completamente desestimulados. Na múltipla escolha, o professor só sabe do erro ou acerto, que aliás, pode ser casual, mas não sabe quanto o aluno aprendeu. Uma resposta "errada", por escrito, pode nos informar até que ponto o aluno entendeu a matéria: talvez tenha entendido a metade, quase tudo, quase nada.
Esse sistema ainda confinou a escrita às redações. Antes, sem nos darmos conta, aprendíamos a escrever em quase todas as disciplinas. Gastávamos o lápis, melhorávamos a caligrafia e nos firmávamos, com muito treino, na arte das palavras.
Aos pais que procuram boas escolas para seus filhos, esqueçam a propaganda que elas fazem sobre si. Examinem com atenção como seus filhos são avaliados, quão artesanal ou massificado é o esquema de avaliação. Isso é um instrumento seguro para saber o quanto a escola considera cada criança e como dá espaço para que o professor realmente conheça seu filho. Um ex-professor meu, hoje um querido amigo, Luiz Osvaldo Leite, diz que o bom professor é aquele que conhece seus alunos pela caligrafia. Eu acredito nele.
— Adoro. Adoro livros. — O conteúdo dos livros ou só ter um monte de livros?”
Resposta certa - David Nicholls