Rodellus 2023 acontece esta 6ª e Sábado, em Ruílhe, Braga
Já são conhecidos os horários da 8ª edição do festival Rodellus que acontece esta 6ª e sábado, em Ruílhe, Braga. Adwaith, dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS, indignu, José Pinhal Post-Mortem Experience, Scúru Fitchádu, Sereias, Stereoacid, Unsafe Space Garden e os dj sets de À Boca de Sino Club, Catarina Silva e Dementes Brilhantes completam a programação do festival “para quem não tem medo do campo” e…
As três sessões de concertos em Ruílhe, Braga, esgotaram. Na sábado passado, a segunda sessão do Rodellus levou Grand Sun e The Twist Connection ao campo, numa animada tarde de verão.
Esta semana, no sábado dia 7, o festival volta à carga com Black Bombaim e Krypto. Além da componente musical, e de modo a proporcionar uma experiência única aos participantes, cada uma das sessões tem início num…
A política dos 3 R’s: Ruílhe, Rodellus, Rock | Reportagem
Dia 1 – 18 de junho
O bonito espaço que é o Parque de Merendas da freguesia de Cunha que acolheu na perfeição os aventurosos sem medo do campo. A noite de arranque, a da recepção ao campista foi preenchida pelos novos talentos nacionais.
A primeira banda a subir ao palco foram os Unsafe Space Garden. A banda vimaranense (que tem 2 elementos dos Toulouse) ainda está a dar os primeiros passos e o seu EP ‘Bubble Burst’ ainda é um trabalho a descobrir. Abriram o concerto com “Fights are Funny” o primeiro single da carreira e na nossa opinião uma das canções que menos gostamos. As vozes não nos deixam deslumbrados em grande parte das canções, agora cremos que naquele som pop/rock/indie há uma ideia positivamente boa.
Já os Palmers confirmaram-nos as boas sensações que lhes reconhecemos. O trio composto por Raquel Custódio (bateria), Cláudia Brás (baixo) e Vasco Cavalheiro (guitarra) demonstram uma alegria em palco e um à vontade maior. A banda das Caldas das Rainha têm vindo a mostrar ao vivo o seu EP de estreia ‘Younger Days’. Um dos pontos altos da sua atuação esteve na performance de “Hate You” cujo refrão é demasiado catchy para ser ignorado. A ter em conta estes miúdos com o seu cruzamento de punk com surf e garage rock.
Sun Blossoms foram a penúltima banda em palco e tocaram durante pouco mais de 30 minutos Este é o projeto de Alex Fernandes e ao vivo conta com mais 2 elementos. Deram-nos uma agradável apresentação do seu som cujas referências óbvias estarão entre o pop, o rock, o garage. Abreviando a coisa diremos que o seu som é selo indie rock.
O caminho para Braga já deve seguir em modo automático para os Cosmic Mass. Pela segunda-vez apresentaram-se ao vivo naquela zona minhota. Desta vez a jarda fez questão de não faltar (como o fez anteriormente) e proporcionaram o concerto mais festivo da noite. A fiesta e o moche compareceu de forma firme sendo que o público pela primeira vez não teve receio de chegar-se para a frente do palco. “I've Become the Sun” o primeiro single da banda foi apresentado como tendo feito “muito sucesso com pais e avós”. Não temos dúvida que o target da banda é dos 8 ao 80. O ritmo frenético das suas canções não deixa ninguém indiferente é certo.
A noite encerrou com DJ set por Eduardo Morais.
Horários cumpridos praticamente à risca numa noite que Palmers e Cosmic Mass foram claramente os vencedores deste primeiro capítulo do Rodellus 2019.
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Dia 2 – 19 de junho
Mr. Mojo banda oriunda de Merelim São Paio, Braga, deu o pontapé de saída com o seu som da pesada alicerçado num universo fuzzy punk rock. Tocaram durante 30 minutos e demonstraram um registo muito interessante. “Undercover Cops” foi o tema que fugiu aos condimentos gerais tendo a banda desfilado o seu lado punk. Terminaram o seu set com “Disorder”. Este foi o concerto de estreia do Palco Eira no recinto principal do Rodellus.
Dirigimos-nos em seguida para o palco principal e para a sua estreia em 2019. Coube ao trio francês Mars Red Sky essa honra. Para nós uma première muito interessante. Seus temas são de rock psicadélico com uma forte componente hard rock por entre um niquinho de heavy metal. Tocaram-nos uma nova canção e que foi do agrado do público. Esta performance foi acompanhada por vídeos na tela de fundo cuja percepção nem sempre foi possível da melhor forma devido ao jogo de luzes e ao fumo.
No regresso ao Palco Eira foi a vez de repetirmos os espanhóis FAVX. Sempre bastante enérgicos em palco. Sob um iluminar constante em tons de azul mostraram-nos os seus temas cantados em inglês se bem que nem sempre as letras as conseguimos perceber. Oriundos de Madrid retornaram a Portugal, tinham cá estado há alguns meses, e o punk rock que trouxeram contagiou as primeiras filas levantando os primeiros ares poeirentos desta edição.
O grande momento da noite coube aos barcelenses Solar Corona. Perante o Palco Rodellus tivemos o pico de assistência deste segundo dia. Mesmo sem Julius Gabriel, a mostra do novo álbum ‘Lightning One’ foi coroada de êxito. A irreverência do baixo de José Roberto Gomes foi muito bem acompanhada por Peter Carvalho na bateria e Rodrigo Carvalho na guitarra.
Depois da apresentação que vimos dos Bee Bee Sea em Fafe, sabíamos que estes italianos não iriam deixar os seus créditos por mãos alheias. O público prontamente se mostrou animado e nas primeiras filas improvisou-se um moshpit de levantar alguma poeira ou não estivéssemos nós em plena zona rural.
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Dia 3 – 20 de junho
Tal como no dia anterior os concertos da tarde voltaram a ter um atraso significativo e na Casa do Músico só tivemos em palco os fafenses Jepards depois das 18 horas. Atraso sempre desconfortável porém nada que tenha incomodado demasiado o pessoal que relaxava na esgotada esplanada daquele espaço comercial. Bonito ver pessoal de Fafe presente a dar uma forcinha a estes jovens músicos. Quarteto com um indie rock agradável a condizer com o final da tarde.
Seguiu-se o rock alternativo dos Fuzzil, já com menos gente no espaço. Ainda assim valeu pelo bom gosto de introdução ao som da banda de Alcobaça que teve a bela oportunidade de abrir o concerto dos Radio Moscow no passado mês de março em Lisboa.
Ao contrário de sexta-feira, o HeadLiner DJ Set aconteceu para os resistentes na Casa do Músico e proporcionou uma banda sonora bastante cativante para aqueles que escolheram o local para fazerem o seu jantar.
De atraso em atraso o Palco Eira só teve o seu concerto de abertura desta última noite cerca de 40 minutos depois da hora prevista. Somados os atrasos da tarde com problemas técnicos na preparação da noite no recinto principal eis que os Travo iniciaram os seus acordes pelas 21:10 horas. A formação bracarense mostrou o álbum de estreia, ‘Ano Luz’, cuja edição aconteceu no passado mês de maio. Gonçalo Carneiro teve nesta performance a sua primeira aparição da noite, mais tarde subiria com os Quadra. O seu rock instrumental merece uma audição atenta e têm em “Avalanche” uma espécie de tema âncora.
O público foi chegando aos poucos e no final, já em número bem interessante, rumamos ao Palco Rodellus para um dos melhores momentos da noite. A abertura do palco principal nesta última noite, ficou a cargo dos Gator, The Alligator. Para a banda acabou por ser um concerto muito especial, algo que fizeram questão de o expressar. Muitos conterrâneos barcelenses estiveram por entre o público. A malha “Yayaya” é já o tradicional ponto alto dos seus concertos. Terminaram com um encore não previsto pedindo desde logo desculpas ao Jorge Dias, um dos organizadores do festival.
Para nós, dos momentos menos interessantes do festival foi a performance dos GoBabyGo. Certo é que algum público fez a festa porém achamos algo inconsequente a performance do vocalista e não ficamos, de todo, impressionados com o som desta banda.
A banda belga Brutus assinou, na nossa humilde opinião, o melhor momento da noite. O trio esteve alinhado em palco e ficamos muito impressionados com o poderio da baterista/vocalista Stefanie Mannaerts. Notamos alguns fãs por entre as primeiras filas e tiveram direito à maior ovação da noite. A bateria assumiu a maior parte das despesas com uma pujança incrível cuja formação conta igualmente com guitarra e baixo. ‘Nest’ o novo álbum da banda foi assim apresentado em Ruílhe. Para nós o seu post-hardcore foi uma lufada de ar fresco.
Caminhávamos já para a 1h da manhã e foi no Palco Eira o primeiro momento para uns pezinhos de dança. Os responsáveis foram os Quadra, banda bracarense em voga. O prato principal foi ‘Chili’, o mais recente registo discográfico. Mesmo sem Ronaldo Ferreira, à última hora não pode estar presente, é certo que a sua virtualidade coube muito bem na hora da interpretação de “Tudo ou Nada”. Já nos habituamos a bailar nos concertos de Quadra e cada vez mais gente lhes presta a devida atenção.
Finalmente os Paraguaii tocaram no Rodellus. Assumiram que a organização já os queria no festival há algum tempo. O som desta formação vimaranense está em total mutação tendo agora uma forte componente eletrónica e vozes cheias de reverb. A mudança de direção aconteceu com ‘Kopernikus’ o último e recente álbum. Adensam ainda mais o cenário ao vivo com o palco preenchido de fumo. Agora em versão duo com Giliano Boucinha na guitarra, voz e synths e Zé Pedro Correia nos synths e baixo. Ao vivo contam com um terceiro elemento na bateria.
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Considerações gerais acerca do Rodellus 2019
Pontos positivos
Mais uma vez gostamos muito do enorme cuidado na decoração a preceito rural do recinto principal. Nota-se perfeitamente todo o trabalho e amor na preparação. Sem dúvida a mais-valia deste evento.
Apesar de alguns pequenos problemas os concertos decorreram de forma fluída e praticamente todos muito bem conseguidos. Horários cumpridos com atrasos ligeiros excepto nas matinés e no último dia. Ainda assim nessa última noite não foi nada prejudicial.
Afluência de público em bom número. Após 5 edições neste capítulo o festival tem crescido e há ainda muito público a conquistar.
Aposta totalmente acertada nos talentos nacionais. Prova disso foi a bonita primeira noite, de entrada gratuita, de recepção ao campista.
Cartaz bastante bem conseguido. Escolhas pertinentes num bom mix entre o nacional e bandas estrangeiras.
Pontos menos positivos
A distância entre o campismo e o recinto principal é um problema. Os horários dos shuttles não foram totalmente cumpridos e o facto do regresso ser sempre a subir não motiva os campistas, algo evidenciado por alguns visitantes em estreia.
A comunicação por parte do festival dos locais dos concertos deve ser feita de forma mais clara nos vários meios online (e não só).
Pareceu-nos que não foi devidamente realçada a situação da primeira noite ser gratuita. Deveria (e deverá) ser considerada como uma âncora de público.
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O Festival para quem não tem medo do campo está de regresso nos dias 19, 20 e 21 de Julho Rodellus apresenta "Quem Pode, Poda". Fazer um festival no campo é um filme do caraças. Contudo, se há coisa que nos ensina, é que quem pode, deve certamente podar. Com este mote em mente, o Rodel +info em https://wp.me/p5MaUC-82Y #BaleiaBaleiaBaleia #DestaqueMDX #GrandfathersHouse #Rodellus #Ruílhe #TheCavemen #TheCosmicDead #TheLazyFaithful