"Shut up!" (Não reblogou, mas vou mandar mesmo assim!)
Todos temos vontades. Até mesmo Raven, que aparentemente nada parece sentir com sua expressão apática, seus olhos entediados e opacos que nunca brilham de desejo, e sua leve frieza. Como um morto-vivo. Quantas vezes alguns conhecidos/companheiros que convivia faziam brincadeiras com ele, perguntando sobre questões, em sua opinião, obscenas?
A questão é que Raven, sendo nascido humano e sendo metade humano atualmente, tem desejos. E desejos podem sim ser reprimidos, mas não para sempre. Naquele dia e naquele momento, o homem-corvo cedeu a suas vontades humanos. Foram movimentos um tanto rápidos: Primeiro, as mãos de dedos comprimidos e ossudos foram para os ombros pequenos dela, para então empurra-la (com mínimo cuidado. Sim, mínimo, não estava pensando muito nesse momento) contra a parede. Um passo a frente foi dado para então realmente prensar Raina contra o concreto. Carne revestida com tecido contra carne revestida com tecido. Pôde sentir um pouco do calor da pele da mais nova, mesmo ele usando todos aqueles tecidos pesados e grossos.
Logo os lábios pálidos ligeiramente gelados dele estavam pressionando e movendo-se contra os mornos da ladra de ossos. Se amaldiçoaria depois por ter sido tão bruto com uma mocinha delicada como ela, mas como dito, ele havia ligado o modo ”eu sinceramente não me importo, senhor.” As mãos permaneciam nos ombros, e uma subiu sorrateira para os fios negros dela, emaranhando ali. Devorava os lábios porque sim, porque era bom, porque achava-os doces.
Seus pulmões começaram a queimar, sufocando por ar. Ele ignorou de início, prolongando por mais alguns segundos, e estes valeram a pena, em sua opinião. Desacelerou oa velocidade do ósculo aos poucos, afastou-se de Raina lentamente, os próprios lábios com um leve tom vermelho. Ajeitou as suas roupas negras rapidamente, junto com o quepe, que quase caíra no processo das coisas. Olhou para a miúda, sem saber o que dizer sobre o seu ato que só aconteceu porque ele cedeu a seus desejos.