"Você tem medo de um amor que você guarda para mim (...)
Você disse, e eu esqueci sobre as coisas que nós fazemos em silêncio, você não tem medo de mim, você tem medo do amor, que você guarda para mim, essa música, sabe, eu escutei outro dia na minha cabeça, você tem medo de querer me amar, eu quis que fosse verdade, mas não pedi com muito esforço, senão a melodia ia estragar.
Lalá, acho que a voz dela se infiltrou em meu corpo e deixei isso acontecer porque, porque somos distantes e eu estava com vontade de estar sem verdades, sabe, uma verdade que nós possamos chamar de amor. Tem outra música, que eu cantei em voz alta para minha alma, pouca alma em torno dela mesma, com o cigarro entre os lábios para que o som não virasse público, ou coisa assim, que coisa bonita seria você, entra no meu quarto, deixa que minha mão errante entre em cima embaixo, minha America a vista, se um homem a só a conquiste, todo prazer do corpo, sem veste, lalá, sem assim, não decoro, não te imploro, mistico somente... ( som dos dedilhados de violão)
Você tem medo de que, no fundo esteja destinada á algo, ou não, deixe a maré subir e vir para mim, você, deixe-se vir para mim com a maré, como amanhã, e quando a noite for subindo você, porque é lindo você, quando a maré, péricles, com algo bonito nos nomes que eu deixei para trás, olhe, você, meus lábios em todo você, e quando a noite for subindo, estará indo, mas volte, eu deixei de ser para que nós voltemos a ter, amor, lalá, piano, teclado? Quando meu amor, a maré, eu quis ter amanhã, você todos os dias de uma estrada que não volta, mas que torna-se algo que amanhã não, quando, quando, você tiver-me, você me tem todas as marés que as nuvens escuras, sob um céu da cidade, e fartura, raio e a eletricidade, clareou.