Mas acabei sem fé, no fundo do poço, esperando que você acorde e perceba que fomos feitos um para o outro.
Call Me When You Break Up (Selena Gomez, Benny Blanco & Gracie Abrams)

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Mas acabei sem fé, no fundo do poço, esperando que você acorde e perceba que fomos feitos um para o outro.
Call Me When You Break Up (Selena Gomez, Benny Blanco & Gracie Abrams)
O Colapso das Certezas e o Teste do Vazio
A Verdade com V maiúsculo não é um conceito a ser encontrado nos livros, nem nas doutrinas repetidas como mantras por aqueles que nunca ousaram questionar a própria existência. Ela não se revela em discursos bem estruturados ou em causas que nos ensinam a defender antes mesmo de entendê-las. A Verdade é uma entidade feroz, um enigma que não se entrega aos impacientes. Ela exige vácuo, exige…
Carpe diem
"Tô numa vibe ‘carpe diem’. Deixa ser, deixa estar, deixa rolar, o negócio é ser feliz e aproveitar!" (desconhecido)
O paradigma carpe diem já não tem espaço na minha filosofia de vida, não apenas por não ter consistencia lógica, mas também por uma mais depurada análise dos fatos. Concordo que devemos ver a vida com mais simplicidade, o que faz parte do olhar bucólico que pairava sobre a corrente ideológica em que o termo carpe diem eclodiu. Admito também que o homem deve vencer a dificuldade em aceitar a felicidade em seu ser. No entanto, buscá-la de forma egoista e imediatista é mascará-la de falsos prazeres, adiando-a cada vez mais.
Precisamos sair da mentalidade hedonista que tanto atrapalha o progresso não somente comum quanto individual, para transcendermos nossa percepção da realidade e nossos sentimentos, aproximando-nos cada vez mais da plenitude. Dentro de cada pessoa há um vazio. Algo á ser preenchido. Muitos têm vergonha dessa ausência que parece mais ser a presença de um monstro. O monstro da solidão, da imperfeição, da incapacidade de aceitar a si mesmo. Essa vergonha, nos faz sentir inferiores, e termos a tendência de esconder nossas dores. Fingimos ao mundo que somos felizes, mostrando á todos que fazemos coisas divertidas e que sabemos lidar com nossas ausências. Estas não se limitam apenas á solidão, são também nossas angustias, medos, ansiedades e raivas. Por exemplo, a raiva é a ausência de equilíbrio que poderia ser atingido com o desenvolvimento da capacidade de perdoar.
Concluo minha observação, lembrando que nós temos um inimigo interno que vive tentando nos destruir, ele se chama ego e "o deixar ser", "deixar estar", é uma carta de liberdade, para que ele possa fazer o que quiser conosco. Quem quer ser feliz, não "deixa rolar", faz acontecer!
de: Rayanne Mendes.