a história sobre como valentin havia ido parar na sua casa era, no mínimo, engraçada. atlas havia o desafiado — durante a última aula de educação moral e cívica da semana — a ficar cinquenta minutos sem agredir qualquer pessoa física ou verbalmente, apenas para provar seu ponto de que o espanhol se estressava até com a própria sombra. não seria uma aposta difícil de ser vencida pelo outro garoto, enfim, não havia muito estresse envolvido em uma aula completamente entediante de moral e cívica. de fato, era uma aposta ganha para valentin... se fernsby não fosse naturalmente inconveniente e deliberadamente irritante. deste modo, sequer precisou se esforçar muito para tirar o terrazas-sulzbach de seu centro de equilíbrio. uma sequencia de ações pode ter o guiado até sua explosão, mas atlas estava convicto de que o estopim foi atingido no momento em que a bolinha de papel — atirada com uma zarabatana improvisada com um tubo de caneta vazio — acertou o ouvido alheio. independente da causa, o resultado se esgotava no fato de @vclentinho não ter mais escolha quanto a servir de inspiração para a próxima pintura do fernsby. certamente existem formas melhores de aproveitar uma tarde ensolarada de sábado. mas combinado não sai caro. ❛ andate tonto, não quero perder a luz do dia. se você tivesse se segurando por mais cinco minutinhos, não estaria nessa situação humilhante. ❜ — provocou enquanto gesticulava para que o amigo subisse as escadas.










