Lembro até hoje da primeira vez que fui ao cinema na vida. “Ninguém segura esse bebê” era o nome do filme.
Eu era muito pequeno, por volta de 4 a 5 anos. Fui com os meus tios quando estava de férias em Blumenau.
Depois de então, cinema se tornou uma das minhas principais fontes de entretenimento. Filmes da Disney quando criança com a família, todo mundo em pânico ou algum de super herói com os amigos.
E mais tarde, programa batido ao sair com alguma garota, sem muito se importar qual filme assistir.
Queria que este relacionamento fosse diferente. Estava sendo diferente. Eu queria ser diferente. Por isso, quase que inconscientemente, fugia dos roteiros certos e que de alguma forma me lembrasse monotonia, como por exemplo, ir ao cinema com uma garota.
Havia tanta coisa para fazermos juntos, para descobrirmos, conhecermos, que a tal ida as grandes telas não havia sido considerada ainda como opção.
Estava com ela há um tempo e de fato já havíamos feito muitas coisas juntos. Jantares românticos, bares estranhos e diferentes ou festas com amigos, por exemplo.
Feriado em plena quarta feira. Chegou o grande momento.
Para continuar na linha alternativa. Nada de cinema de shopping. Aliás, realmente prefiro cinemas de rua.
Fomos no Espaço Itaú de Cinema da Rua Augusta. Sem nenhum filme em mente. Escolhemos na fila mesmo. Só tinha filme diferente, nada de Batman ou Super Homem.
Nunca fui aficionado por filmes. Não vi a maioria dos grandes clássicos ainda. Mas já tinha ouvido falar bem do Woody Allen. Resolvemos ver o último dele: Blue Jasmine.
Antes do filme, fomos ao café do cinema que fica do outro lado da rua. Lugar bem legal. Tranquilo para conversar e boas opções para comer. Escolhemos uma soda italiana de melancia e para agradá-la nada como um brownie de chocolate com sorvete.
Gostei bastante do filme, apesar de parado como a maioria desses filmes cults. Nele mostra a história de uma mulher rica que perde todo seu dinheiro e acaba morando de favor com sua irmã pobre. Comédia dramática, mas que faz você sair do cinema com algumas reflexões e paralelos com a sociedade atual.
Fim do filme. Final do feriado. Fim do trauma bobo de ir ao cinema com minha namorada.
Agora veja o lado dela dessa história em: ladoela.tumblr.com
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