Desconstruindo o termo “Mapas Mentais” pode-nos ajudar a entender esta tão importante ferramenta que nos auxilia nos dias de hoje, seja para realizarmos pesquisas e perceber os procedimentos a seguir, como para o nosso dia a dia, tendo como objetivo atingir uma resposta através de vários “caminhos” que originarão o mapa.
A noção de mapas cerebrais é entendida, a meu ver, como um procedimento contrário à nossa vivência comum. Desde sempre nos educaram a fazer tal trabalho, como por exemplo : lavar os dentes. E nós limitávamo-nos a fazê-lo, pois a nossa experiência de vida era bastante reduzida.
No entanto, uma vez que estamos a falar de solucionar os nossos problemas, muitas das vezes, não se trata de apenas fazer, sendo mais complexo à medida que precisamos de uma melhor estruturação das nossas ideias para saber o que fazer de verdade . Trata-se da fragmentação do problema em “passos”, mas também de uma composição de “vias” para podermos, em maioria dos casos, termos a certeza da solução que pretendemos, pondo em jogo os nossos objetivos e perceber que caminhos temos que seguir.
Tony Buzan é responsável pela sistematização dos mapas mentais, sendo este uma das autoridades mundiais sobre aprendizagem, memória e uso do cérebro, escrevendo vários livros relacionados com o cérebro, "quociente de génio (GQ)", inteligência espiritual, memória, criatividade e leitura rápida.
O seu método chamado “Mind Mapping” consiste em :
1) O uso de um conceito central, que possa preferencialmente ser também representado por uma ilustração ou imagem;
2) A utilização da menor quantidade possível de palavras; restringindo-se, de preferência às palavras-chave (escritas na horizontal, para facilitar a leitura), símbolos, códigos ou ilustrações, todos ligados por linhas de vinculação de informações, de acordo com sua relação;
3) O uso de cores, realces, caixas de texto, setas, agrupamentos de informações, e mesmo espaços vazios, especialmente em áreas que possam receber posteriormente mais informações devido à sua importância;
4) O aproveitamento do espaço visual para estruturar melhor a compreensão das ideias e a sua importância, de modo que informações mais gerais estejam mais próximas do centro do mapa e os detalhes sejam apresentados à medida que caminhamos para a periferia dele.
“Si practica la toma de apuntes con eficacia, utilizando palabras clave, le sorprenderá ver cuánta más información puede caber en un espacio determinado.”- Tony Buzan ( Se praticares anotações de maneira eficaz, usando palavras-chave, ficarás surpreso ao ver quanta mais informação pode caber num determinado espaço)
“Gracias a los mapas mentales puedes convertir una larga y aburrida lista de información en un diagrama brillante, fácil de recordar y altamente organizado, tus pensamientos en sintonía con los procesos naturales de tu cerebro.”- Tony Buzan (Graças aos mapas mentais, podes transformar uma longa e chata lista de informações num diagrama brilhante, fácil de lembrar e altamente organizado, com os teus pensamentos sintonizados com os processos naturais do teu cérebro.”
Seguem-se abaixo alguns exemplos de mapas mentais que considero interessantes e, de uma excelente forma, ilustram a ideia acima referida: