Caça ou caçador?
Presa ou predador
E antes que eu pudesse pensar algo
Percebi
Com toda certeza, eu era a vítima
A caça
A preza
E ela era a tigresa
Leoa
Indomável
Eu domado
Ela grandiosa, majestosa
potente
E minha única potência
Era permanecer de pau duro
Latejando
Mas parado
Esperando o momento de ser
Atacado
Abocanhado
Devorado
Porque com os olhos
Ela já fazia isso
Me olhava como carne
Como quem tinha fome
Sede pelo meu corpo
Sede pelo gozo
Me olhava no olho
Encarava com raiva
Parecia querer me meter medo
Mas só me dava mais tesão
Ela foi se aproximando
De 4
Como fera
Com as mãos me apertando
Ainda no olho me olhando
E eu seguia só respirando
E ela encarando
Com uma das mãos em meu corpo
A outra na base do meu pau
Ficava a encarar agora ele
Babava em sede
Até a saliva cair em cima da cabeça
E se misturar
com o pre gozo que tava por lá
No meu olho o último olhar
Um sorriso, presas a mostrar
Até que parou, fixou o olhar nele
Apertou um tanto mais forte
E num piscar de olhos
Ela deu o bote
E já foi engolido ele todo
Voltava a olhar no meu olho
Mas fechava os seus
Como se saboreasse meu gosto
Os movimentos subindo e descendo
As vezes parava
E voltava em cima dele a babar
E minha única reação
Ali, como uma preza indefesa
Era deixar e observar
Ela se deliciar
Me lambia todo
minha carne inteira
Desde a barriga, base
Até beijava a cabeça
Mas não deu pra aguentar
Tentei me conter
Gemia
Não de dor
Mas sim de prazer
Então
Me permiti
Relaxei
Ela não me matou
Na contradição, o desejo da fera, eu que matei
Olhando no olho dela, gozei
Ela como boa menina
Indomável, felina
A sua sede
também era de leite
Fui e enchi sua boca
Ela bebeu tudo
Que não restou uma gota...














