O tamanho do seu amor por uma pessoa nunca vai ser pĂĄreo para o tamanho da saudade que vocĂȘ vai sentir dela.
O Teorema Katherine. (via repouse)

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O tamanho do seu amor por uma pessoa nunca vai ser pĂĄreo para o tamanho da saudade que vocĂȘ vai sentir dela.
O Teorema Katherine. (via repouse)
E eu nunca fui bom em guardar os nomes dos seus ex-namorados. Confesso que nunca tive vontade tambĂ©m, pois eles nĂŁo duram muito tempo. A culpa nĂŁo Ă© sua, e sim deles. Afinal, nĂŁo Ă© fĂĄcil encontrar um homem digno da mulher maravilhosa que existe em vocĂȘ. A cada fim de relacionamento, Ă© na minha porta que vocĂȘ bate, Ă© no meu abraço que vocĂȘ se aconchega e Ă© no meu ombro que vocĂȘ chora. E que sussurra baixinho, com toda a tristeza de seu coração: âEle tambĂ©m desistiu de mim.â. Eu te abraço forte e falo com firmeza na voz: âJĂĄ Ă© difĂcil para um homem dar conta de uma mulher, imagina de uma mulherona? VocĂȘ Ă© sexy e sensual demais para ele.â. E vocĂȘ sorri fĂĄcil com o meu jeito bobo de fazer piada das coisas sĂ©rias. Mas por dentro eu esperneio: âNĂŁo Ă© piada! Ă a verdade. Ă vocĂȘ.â. Mas eu sempre consigo te acalmar e te reerguer. E vocĂȘ sempre supera porque Ă© forte. Porque Ă© linda, incrĂvel, confiante e⊠Minha. Ainda que nĂŁo saiba. Ou sabe, mas finge que nĂŁo. E que me cuida, assim como cuido de vocĂȘ. E que vez ou outra, me liga dizendo que arrumou um encontro com uma garota Ăłtima para mim, mas que nunca Ă© tĂŁo Ăłtima assim. Apesar de tudo, eu sempre vou nesses encontros, sabendo que nĂŁo vai dar em nada alĂ©m de alguns beijos e uma, ou duas, noites de prazer. Vou voltar dizendo que âFoi melhor assim.â. E vocĂȘ vai dizer: âEla era sexy e sensual demais para vocĂȘ.â. Eu vou sorrir com a sua ironia, e te beliscar no braço. E a gente vai rir junto e depois assistir algum filme. Ă claro que eu vou querer os de ação e vocĂȘ os romĂąnticos. E no fundo, ambos sabemos que nĂłs dois somos uma comĂ©dia romĂąntica. Mas Ă© mais fĂĄcil fingir que nĂŁo existe nada alĂ©m de dois amigos que se entendem, que se adoram e que nĂŁo se desgrudam. E que se amam e se pertencem, antes de tudo. Eu nunca guardei os nomes dos seus ex-namorados, mas nunca me esqueci do seu aniversĂĄrio. De te levar uma caixa de bombom e alguns filmes de terror no dia dos namorados em que ambos estĂĄvamos solteiros, ou, mesmo, do dia em que nos conhecemos em meio ao inverno do mĂȘs de junho, que de tanto frio, com trĂȘs blusas ainda podia facilmente me sentir nu. E para ajudar, chovia forte. Foi quando te vi com uma blusa por cima da cabeça e andando rĂĄpido. E confesso, foi engraçado te ver tĂŁo desesperada daquela maneira e com o cabelo bagunçado pelo vento e, ainda assim, isso nĂŁo foi capaz de ofuscar sua beleza. E mesmo eu fazendo o favor de ir lĂĄ segurar o guarda-chuva para amenizar o seu desespero, vocĂȘ ainda teve a coragem de dizer: âSegure o guarda-chuva direito senhor cavalheiroâ. Foi a primeira de muitas risadas. E foi me colando em vocĂȘ sem querer que nĂłs nĂŁo se descolamos mais. E eu sempre te confessei que sou desligado e esquecido das coisas, mas nunca consegui me esquecer de vocĂȘ. Nunca consegui me desligar de vocĂȘ. E acima de tudo, nĂŁo consegui evitar nĂŁo me apaixonar por vocĂȘ. E mesmo sentindo ciĂșmes e vontade de matar qualquer um que te machuque. Eu sempre te deixei livre. Porque vocĂȘ volta. E volta porque precisa de mim. E volta porque sabe que eu te protejo. E volta porque sabe que eu te deixo ficar. E vocĂȘ sempre fica⊠Porque a ideia de estar longe de mim te assombra. Porque mesmo eu nĂŁo lembrando de nomes, nĂŁo lembrando de todas as mulheres que dormiram na minha cama e nĂŁo lembrando de segurar o guarda-chuva direito. Eu nunca me esqueci de vocĂȘ. Nunca me esqueci de estar do seu lado quando vocĂȘ precisava. E nunca me esqueci de te dar o meu amor. E ainda que a gente se engane em outros braços, carinhos e amores. No fundo, nĂłs se pertencemos. Os vizinhos, amigos e todo o resto jĂĄ sabem disso. SĂł estĂĄ faltando nos avisarem, em alto e bom som: VocĂȘs-se-amam.
Allax Garcia. (via florejaste)
Eu nĂŁo gostava de cafĂ© com gelo, Guitar Hero ou Anna Julia, juro. AĂ eu comecei a gostar de nĂșmeros pares. Ăs vezes eu saĂa pra caminhar no parque e ficava observando. Observava a senhora sentada no banco de madeira dando comida aos passarinhos, bem coisa de filme mesmo. Observava o cara gordo sentado do lado da senhora que pensava que conseguia disfarçar a direção do olhar tapando a cara com um jornal velho da semana passada. Mas todo mundo sabia que ele, na verdade, estava olhando as pernas da loira gostosa que ia todos os dias Ă quela mesma hora correr naquele parque com um rabo de cavalo no topo da cabeça, um shorts mais curto que o comprimento da palma da mĂŁo e sempre com fones de ouvido e mĂșsica no volume mĂĄximo. Ela, ironicamente, tinha cara de quem curtia, sei lĂĄ, Maroon 5, RHCP, e se brincar atĂ© Beatles. Tinha o meu vizinho metĂłdico e pontual fixado que acordava todos os dias Ă s exatas 7:14 da manhĂŁ pra passear com aquele cachorro gordo esquisito que ele chama de Brutus. Acho que Ă© um buldogue, tanto faz. Nunca parei pra prestar atenção nas classificaçÔes das coisas. Pra falar a verdade, muitas especificaçÔes me irritam. Voltando ao meu vizinho do cabelo penteado e mais encharcado de gel que o prĂłprio pote: Ă©, 7:14. NĂŁo 7:15, 7:14 mesmo. Ele nunca tem nada marcado em horas com minutos Ămpares. Sem pegadinha, passei quase um mĂȘs tentando flagrar um atraso ou avanço de um minuto que fosse no toque do despertador desse cara. PĂĂN, falha. NĂŁo aconteceu. Aquela maldita musiquinha de elevador toca todos os dias Ă s exatas 7:14 e eu nĂŁo consigo acordar um minuto mais tarde hĂĄ 4 meses, desde que me mudei pra cĂĄ. A mulher dele me traz biscoitos todas as quartas-feiras Ă s pontuais 18:15 da tarde como pagamento pra eu ficar de olho em quem entra e sai do apartamento de cima, onde eles moram. SĂł pra esclarecer, ela tem fobia Ă compromissos em horas com minutos pares. Ă, eu sei. Talvez seja sĂł coincidĂȘncia, ou talvez os clichĂȘs sejam vĂĄlidos e os opostos se atraiam e se completem mesmo. Sei lĂĄ. Como disse, nĂŁo gosto de especificaçÔes, ditados, leis de newton, leis de sobrevivĂȘncia ou qualquer coisa estabelecida. Nada que nĂŁo mude. AĂ entĂŁo a mulher gorda pontual do meu vizinho de cabelo duro brilhoso esquisito e pontual resolveu mudar as coisas um pouco. Eu passei a gostar dela depois disso. E passei a gostar de Los Hermanos e de jogar Guitar Hero com a filha dela. E passei a gostar da filha dela. Mas isso veio depois. Quarta-Feira, 9 de Outubro, 18:20 exatamente. Quatro batidas na porta. Primeiro fato escandalosamente anormal: 18:20. Seis horas e vinte minutos da tarde. V-i-n-t-e minutos. Segundo fato escandalosamente anormal: Quatro batidas na porta. Achei mesmo estranho e, involuntariamente, fiquei esperando pela quinta. Nada. Quatro batidas. Nem meia a mais. Nem 0,7 a mais. Quatro. 1, 2, 3, 4. Beleza, jĂĄ deu pra entender, nĂ©? Quatro batidas. Levantei do sofĂĄ vermelho onde tinha passado a manhĂŁ afundado. Vista pra escada de acesso ao apĂȘ de cima. Sacaram a estratĂ©gia, nĂ©? Eu realmente gostava dos biscoitos. Mas eu nunca entendi qual a finalidade de se colocar uma janela com vista pra dentro do prĂ©dio. Beleza, sem discussĂ”es. Abri a porta. BĂ! Eu juro que quase caĂ pra trĂĄs. Ruiva, branquinha, pequenininha, olhos verdes e dedos finos. Unhas com um esmalte descascado num tom que me parecia renda ou qualquer coisa assim. Esmalte cor de unha. âOi.â â droga, fiz merda. Fiz merda, fiz mer â âOiâŠâ âQuer alguma coisa?â âNa verdade, minha mĂŁe me pediu pra te trazer uns biscoitos e perguntar se algumaâŠcomo Ă© que ela diz mesmo? Se alguma promĂsâŠâ âSe alguma promĂscua subiu as escadas hoje?â âĂ, isso aĂ mesmo.â âPode dizer que nĂŁo⊠Mas diz que uma ruivinha desceu aqui e quase me fez cuspir refrigerante quando eu abri a porta.â â Que merda eu tava fazendo? SĂ©rio. â âComo?â âNada, nĂŁo. Pode dizer que nĂŁo subiu ninguĂ©m.â âNĂŁo⊠eu ouvi o que tu disse.â â Droga. â âHmâŠTĂĄ a fim de entrar?â âO quĂȘ?â âTomar alguma coisa, sei lĂĄ. Ver um filme.â â(Risos) NĂŁo, valeu. Quem sabe outro dia. Tenho que levar o Brutus pra passear agora.â â Eu juro que nunca ouvi um risinho tĂŁo agudo que nĂŁo fosse irritante. â âĂs 18:31 da tarde?â âĂ, uai⊠Por quĂȘ?â âdezoito e trinta e um da tarde?â âSim, senhor. Algum problema?â âNĂŁo, nadaâŠSĂł achei que ele gostava mais de passear de manhĂŁ.â âEle nĂŁo gosta de nada, eu Ă© que gosto de andar Ă tarde.â âAh, entendi.â âAtĂ©.â âSĂł uma perguntaâŠâ âFala.â âVocĂȘ vai me trazer os biscoitos a partir de agora?â âSe vocĂȘ quiser.â âSem problemas.â â Abri um sorriso amarelo meio torto e me senti o maior idiota do mundo quando, pela primeira vez, me preocupei com essa coisa de espinafre entre os dentes. Eu nĂŁo comia espinafre hĂĄ o quĂȘ? 19 anos? Desde que eu comecei a escolher o que comer. Foi instinto, sei lĂĄ. Uma semana depois, Quarta-Feira, 16 de Outubro, 17:50 da tarde. Eu nĂŁo conseguia parar de checar o relĂłgio. Resolvi pegar um livro. Folheei umas pĂĄginas, li umas duas ou trĂȘs frases e me lembrei que nem tinha prestado atenção no nome do livro. âNĂŁo Conte a NinguĂ©mâ, dum cara chamado Harlan Coben. Resolvi ler a sinopse. Li no mĂĄximo umas seis linhas antes da primeira batida na porta. Quatro batidas. Levantei da poltrona num pulo, larguei o livro que caiu no chĂŁo e sei lĂĄ mais o que eu derrubei. Tropecei nos meus prĂłprios pĂ©s umas quantas vezes atĂ© chegar Ă porta. Me apoiei na maçaneta e nĂŁo consegui puxar a porta sem fazer um barulho estrondoso que entregasse meu nervosismo. TĂŽ nem aĂ. âOi de novoâ âDe novo â Ela nĂŁo parava de sorrir. Pensei que talvez tivesse gostado de mim. Tomara â erâŠcheguei em hora errada?â âHora errada?â âĂ, sei lĂĄ.â âNĂŁo, nĂŁoâŠchegou na hora de entrar.â Ela riu de novo. Que diabos tu quer comigo, guria? Vai parar com isso nĂŁo? JĂĄ tĂĄ virando sacanagem. âVou parecer muito oferecida se aceitar o convite?â âNĂŁo mais do que eu quero que seja.â â Dessa vez eu ri tambĂ©m. Foi uma sensação esquisita ela ter gostado da piada. âOnde Ă© que eu coloco isso aqui?â âDeixa no braço da poltrona mesmo. A gente vai acabar comendo durante a conversa.â âAh, Ă©? E vamos conversar sobre o quĂȘ?â âSei lĂĄ, uai.â Eu juro que fiquei olhando pra ela por uns cinco minutos atĂ© que resolvi me pronunciar. O silĂȘncio tava me matando. âAceita, sei lĂĄ, um refrigerante?â âNĂŁo tomo refrigeranteâŠâ âChĂĄ? CafĂ©? Ăgua?â âCafĂ©, pode ser.â âEntĂŁo tu vai ter que fazer porque eu nĂŁo sei. â Rimos. â Topa?â âTem pĂł?â âTem, sim.â E se eu te disser que sabia fazer cafĂ©? Sempre soube. Sei lĂĄ, sĂł pensei que ela acharia engraçado. Funcionou. âPosso pegar gelo?â âOi?â âGelo. Posso?â âClaro que pode, mas gelo pra quĂȘ?â âCafĂ©, uai. NĂŁo gosta?â âNĂŁo que eu saiba.â âJĂĄ provou?â âSei lĂĄ, devo ter provado. NĂŁo me parece nada legal.â âProva aqui.â Ela jogou as pedras de gelo na xĂcara e estendeu-a pra mim de forma que quase passei a respirar cafĂ©. âNĂŁo, fica tranquila. Pode tomar seu cafĂ© aĂ.â Ela riu de novo. Puta merda. âProva logo, estranho.â Ela estendeu a xĂcara de novo e eu quase que me senti obrigado pela minha prĂłpria vontade a engolir aquilo. O gosto era horrĂvel. Eu gostei. âE aĂ?â âAtĂ© que Ă© bom, estranha.â âHm, sei â risos â essa cara aĂ de quem gostou. Imagina se nĂŁo tivesse gostado.â Ela se apoiou de costas na pia e eu me apoiei do lado. âE aĂ, o que tava lendo?â âEu?â âObviamente.â âNada, por quĂȘ?â âVi um livro no chĂŁo da sala. Deu vontade de pegar, mas preferi ficar imĂłvel e te deixar constrangido.â âHmâŠHarlan Coben.â âE o livro fala sobre o que?â âNĂŁo faço ideia. Li umas frases que juntas formariam meia pĂĄgina, no mĂĄximo.â Ela me encarou por uns segundos e resolveu voltar pra sala. Segurou minha mĂŁo e me arrastou atĂ© o sofĂĄ. A ficha de ela ter me pegado pela mĂŁo demorou a cair. O amor da minha entĂŁo se sentou na minha poltrona e cruzou as pernas numa daquelas posiçÔes de borboleta de ginĂĄstica. âE aĂ?â âE aĂ o quĂȘ?â âO que tava fazendo antes de eu chegar?â âOuvindo mĂșsica, tomando refrigerante, o de sempre. E vocĂȘ, tava fazendo o que antes de vir pra cĂĄ?â âNada, na verdade. Cochilando.â âHmâŠâ âEi, tive uma ideia.â âDiz.â âMe diz as coisas que tu gosta, que eu te digo do que gosto.â âNĂŁo dĂĄ, tenho vergonha de falarâŠâ âEntĂŁo escreve.â âO quĂȘ?â âEscreve. NĂŁo sabe? Ă fĂĄcil. A gente normalmente aprende isso no prĂ©.â â NĂŁo me segurei, tive que rir. E me senti envergonhado ao mesmo tempo, ela nĂŁo parava de olhar. Me senti desconfortĂĄvel e, simultaneamente, realizado. Sei lĂĄ, e se ela tivesse gostado de mim? E se a ruivinha dos dedos finos e pĂ©s pequenininhos estivesse gostando de mim? Que puta sorte. Eu ainda nĂŁo tinha entendido qual o entusiasmo, mas nĂŁo dava pra tirar o sorriso da cara. Era normal, nĂŁo? AlguĂ©m gostar da gente? Costumava ser normal no colegial. No colegial, na faculdade, no trabalho, nas festas. Sempre tinha alguĂ©m a fim. Sei que o jeito como ela me olhava me deixava sem reação. E o cheiro dela, entĂŁo? Ela cheirava a lilĂĄs e dia chuvoso. Suspirar perto dela dava uma vontade enorme de beijar. Eu tinha vontade de tudo com ela. âEntĂŁo, vamos? Me alcança um pedaço de papel e uma caneta.â âO.k. Vou pegar, espera.â A Ășnica coisa parecida que eu achei foi um bloquinho de notas do Batman. O que ela pensaria de um marmanjo de vinte anos de idade que usava um calção desbotado atĂ© os joelhos e chinelo havaianas, tinha a barba mal-feita eâŠgostava de desenho animado? Ela achou engraçado. E riu que nunca vi. Ela ficava mais sexy naquela blusinha branca com renda no decote e jeans rasgado que a Angelina Jolie de lingerie. Nunca caprichei tanto na caligrafia. Desenhei cada letra com a maior vontade do mundo de aquilo ficar legal. Mas nunca parei pra pensar nas coisas que gostava. Eu gostava um pouco de tudo. Ficou difĂcil escolher; coloquei sĂł os mais comuns.Ela me pareceu meio indecisa. Rabiscava e riscava o tempo todo, nunca vi. âTerminou?â âTerminei.â âBeleza. Faz assim: me entrega o teu que eu te entrego o meu, tĂĄ?â âTĂĄ. No trĂȘsâ âTĂĄ. 1âŠ2..â ela interrompeu a contagem e puxou o papel da minha mĂŁo e jogou o dela em cima de mim â tava demorando muito.â Os dois rimos. Antes de ler o que ela havia escrito, fiquei observando a reação dela ao ler minha lista. â-Rock e indie rock -Angelina Jolie -Biscoitos -NĂșmeros pares -Anabell -Ruivas + Batmanâ Ela sorriu em silĂȘncio. Me senti aliviado e nĂŁo consegui conter um sorriso tambĂ©m. Resolvi ler a lista dela. â-Desenhos animados -Rock e indie rock -Chinelos havaianas -Guitar Hero -Estranhos -Batman -Anna Juliaâ âEi!â Sei que era uma proposta meio idiota, mas ela ia gostar. âDiz, estranho.â âTenho uma coisa pra vocĂȘ, jĂĄ volto!â âO que Ă©?â âSurpresa.â Ela me olhou feliz. F-E-L-I-Z, com todas as letras. Deu pra ver. Um amigo meu uma vez tentou me ensinar a jogar esse tal de Guitar Hero. Odiei. Me estressei. NĂŁo tinha coordenação motora suficiente pra isso. Meus dedos nunca pressionavam a tecla certa e eu nunca acertava o tempo. Desisti. Eu tinha lĂĄ em casa um âquartinho da bagunçaâ. Guardava toda e qualquer tranqueira lĂĄ dentro. Esse amigo meu acabou deixando o Guitar Hero dele lĂĄ em casa e eu, jĂĄ completamente cansado daquela coisa, joguei lĂĄ dentro do quartinho e esqueci que aquilo existia. Muita sorte. Acabei encontrando a âcoisaâ dentro duma caixa e tava tudo lĂĄ certinho. Nada faltando. âEi?â Ela jĂĄ tava ficando impaciente, mas tava animada com a âsurpresaâ. âAchei! â gritei como resposta â tĂŽ indo!â Quando cheguei na sala, ela tava balançando a perna daquele jeito que todo mundo faz quando tĂĄ ansioso. Me senti importante. Coloquei a caixa no colo dela e pedi que abrisse. Ela gargalhou. Foi lindo.âNĂŁo acredito â ela disse, ainda sorrindo. Eu nĂŁo conseguia parar de olhar. â SĂ©rio mesmo?â âSĂ©rio â ri. Ela era tĂŁo ingĂȘnua rindo que parecia uma criança ganhando a primeira bicicleta. â Que tal?â âTĂĄ querendo me conquistar, Ă©?â âAlgo me diz que eu jĂĄ consegui.â âBesta. Nem chegou perto.â Preciso confessar uma coisa. Nunca amei tanto a sensação de ingenuidade. Eu era tĂŁo ingĂȘnuo perto dela que cheguei a achar que fosse uma pessoa apaixonĂĄvel.Conectei os cabos Ă tevĂȘ e depois de dez minutos tentando encontrar o menu, decidi que a melhor coisa a fazer era esquecer a cultura do cavalheirismo e pedir que ela arrumasse aquela coisa. âĂ assim mesmo? Tem certeza?â âĂ, sim. Deixa eu arrumar. Sei o que tĂŽ fazendo.â Sei que que ela sabia. Depois de algum tempo percebi que ela sempre sabia. Sabia que me torturava quando sorria pra mim, sabia que o jeito como caminhava, se vestia e atĂ© como se mexia despertavam em mim aquela coisa ridĂcula de amor platĂŽnico. Aquilo de achar que tudo que o outro faz Ă© uma pista ou um sinal. E o melhor de tudo? Era. Uns anos depois eu descobri que atĂ© a caligrafia dos bilhetinhos que ela grudava na geladeira era de propĂłsito. Ela conseguia colocar um pouco da sensualidade ingĂȘnua dela em cada coisa. âTĂĄ. Faz aĂ.â âPronto, senta aĂ.â Me sentei no sofĂĄ maior e ela sentou do meu lado de forma que as nossas pernas e os braços ficaram grudados. Preferi pensar que foi de propĂłsito. âAntes de começar â eu juro que tava curioso â posso perguntar uma coisa?â âClaro que pode.â âQuem Ă© Anna Julia?â Ela riu. E dessa vez ela riu de mim. Mas nĂŁo num tom de deboche, ela nĂŁo era desse tipo. Ela riu num jeito de quem tava adorando tudo aquilo. Ela riu num jeito de que tava apaixonada pela forma como eu era ingĂȘnuo perto dela. âĂ uma mĂșsica.â âUma mĂșsica?â âĂ, uai. Nunca ouviu? Todo mundo jĂĄ ouviu.â âOuvi, nĂŁo.â âClaro que ouviu⊠Nunca acreditei na ilusĂŁo, de ter vocĂȘ pra mim⊠â ela começou a cantarolar â me atormenta a previsĂŁo do nosso destino; eu passando o dia a te esperar; vocĂȘ sem me notarâŠquando tudo tiver fim, vocĂȘ vai estar com um caraaaaaaa, um alguĂ©m sem carinhooooooo, serĂĄ sempre um espinhooooo, dentro do meu coooo-raaaaaaa-çãaaaaaao â ela deu uma pausa e me encarou nesse meio tempo. Mas dessa vez me olhou mais que dentro dos olhos. Ela me viu. â ĂŽ Anna Juliaaaaaaaaaaaaaaaaa â ela levantou num pulo e usou a mĂŁo como um microfone pra cantar o refrĂŁo. Acho que nunca ri tanto. DoĂa tudo; pernas, estĂŽmago, bochechas. Eu quase soube o que significava âmorrer de rirâ. Ela terminou a performance e eu bati palmas, ainda rindo. Ela gargalhava de perder o ar e eu juro que achei a coisa mais linda quando ela roncou no meio da risada. Ela ria tanto que mal conseguia se manter de pĂ©. Veio tropeçando, se sentou no braço do sofĂĄ e foi descendo de costas atĂ© cair com a cabeça no meu colo. Ela fechou os olhos e apoiou a mĂŁo nas costelas, respirando devagar. Pensei, por um segundo, em beijar a testa dela. Sei lĂĄ, me deu uma vontade enorme. Mas ela acabou abrindo os olhos e levantando antes de eu criar coragem. Ela se sentou de novo e segurou meu pulso, procurando por um relĂłgio. âSĂŁo 18:25.â Sei que Ă© meio esquisito, mas me senti feliz por ela ter ficado desapontada. âE daĂ?â âTenho que levar o Brutus no parque.â âAhâŠTudo bem.â âMesmo?â âMesmo.â Ela se levantou, calçou os chinelos e foi em direção Ă porta. Me apressei em levantar e abrir a porta pra ela. âSenhorita.â Fiz reverĂȘncia e ela correspondeu âCavalheiro.â Ela saiu e eu nĂŁo resisti. âEi!â âOi?â âO Guitar Hero fica pra amanhĂŁ?â âClaro!â âE mais uma coisaâŠâ âPode dizer.â âNĂŁo te deixo sair atĂ© confessar que estĂĄ apaixonada por mim.â AĂ o amor da minha vida riu e subiu as escadas. Eu nĂŁo gostava de cafĂ© com gelo, Guitar Hero ou Anna Julia, juro. AĂ eu comecei a gostar de nĂșmeros pares.
Ana LuĂsa K. (via allaxg)
Quero vocĂȘ. Quero vocĂȘ todos os dias quando eu chegar antes ou com vocĂȘ em casa. Quero escutar teus passos pela casa, teu barulho pelos cĂŽmodos. Quero esbarrar com vocĂȘ pelo corredor e te encher de beijos. Quero te atrasar para os teus compromissos porque perdemos tempo demais nos despedindo na porta. Quero te acordar no meio da noite e matar a minha vontade de vocĂȘ. Quero te perturbar, tirar tua paciĂȘncia, tua roupa, teus medos. Te quero nua, de alma limpa, sem disfarces e despida para mim. Te quero inteira, sem pedaços e divisĂ”es. Quero cada parte, cada ĂĄtomo e cĂ©lula. Quero teus defeitos, tuas qualidades, teu bom humor, tua impaciĂȘncia, teus ciĂșmes, suas risadas, suas inseguranças⊠Te quero e nĂŁo importa como. Quero cuidar de vocĂȘ. Quero amar vocĂȘ por uma vida inteira e alĂ©m dela. Quero te transbordar todos os dias.
Siete la parte migliore di me, Gabriela Brantes. (via monossilabicos)
Um belo dia vocĂȘ acorda e se dĂĄ conta que estĂĄ cansado. VocĂȘ se cansa da cidade, dos carros, das luzes. VocĂȘ se cansa do lixo, das pessoas, do barulho. Se cansa de nĂŁo saber para onde ir, se cansa de nĂŁo ter para onde ir e precisar ir para algum lugar. VocĂȘ se cansa de nĂŁo ter razĂŁo, de nĂŁo ter caminhos, de nĂŁo ter opçÔes, se cansa de ver sua vida igual a de todos os outros, se cansa de ser de um rebanho sem pastor. VocĂȘ se cansa de chefes, deuses, impostos, moda, dinheiro. VocĂȘ se cansa da sensação de estar desperdiçando seu tempo, vocĂȘ se cansa de nĂŁo ter tempo algum para disperdiçar. VocĂȘ se cansa de viver em um mundo onde quem nĂŁo estĂĄ desesperado, estĂĄ louco. VocĂȘ se desespera com medo de enlouquecer. Respira fundo, acende um cigarro. VocĂȘ se cansa de nĂŁo saber exatamente do que estĂĄ cansado. Se cansa do âalguma coisa estĂĄ erradaâ que paira sobre o ar desde uma Ă©poca que vocĂȘ nĂŁo se lembra. Se cansa das avenidas, das ruas, das alamedas, das praças, do sol, dos postes, das placas de sinalização, das buzinas. VocĂȘ se cansa de amores incompletos, de amores platĂŽnicos, de falta de amor, de excesso disso e daquilo. Se cansa do âapesar deâ. Se cansa do rabo entre as pernas, da sensação de estar sendo prejudicado, se cansa do âa vida Ă© assim mesmoâ. VocĂȘ se cansa de esperar, de rezar, de aguardar, de ter esperanças, cansa do frio na barriga, cansa da falta de sono. VocĂȘ se cansa da hipocrisia, da falsidade, da ameaça constante, se cansa da estupidez, da apatia, da angĂșstia, da insatisfação, da injustiça, do frenezi, da busca impossĂvel e infinita de algo que nĂŁo sabe o que Ă©. Se cansa da sensação de nĂŁo poder parar. E vocĂȘ nĂŁo para, atĂ© que esteja morto.
Pc Siqueira. (via thiaramacedo)
Engraçado Ă© que eu sempre fiz jogo duro, de difĂcil e nĂŁo dava muita trela, mas bastava vocĂȘ sorrir que me ganhava por inteira.
Thiara Macedo.  (via thiaramacedo)
Alguns sorrisos sĂŁo capazes de ofuscar estrelasâŠ
Noctuam (via thiaramacedo)
VocĂȘ disse que sonhava estar entre um dos meus textos, fazer parte das minhas linhas, passear nos meus rabiscos. Porque vocĂȘ sempre admirou o que eu escrevo. VocĂȘ sempre foi a minha âfĂŁ nĂșmero 1â, mesmo nĂŁo existindo a nĂșmero 2. Passei a vida tentando conhecer pessoas, me esforçando para que elas tambĂ©m quisessem me conhecer. Estranhamente, vocĂȘ jĂĄ me conhecia muito antes de eu sequer imaginar saber quem Ă© vocĂȘ. Eu jĂĄ estava nas suas conversas, jĂĄ estava nas suas linhas, jĂĄ estava nos seus pensamentos. Eu jĂĄ estava em vocĂȘ, mas fui o Ășltimo a saber disso. VocĂȘ sonhava me conhecer, fazer parte da minha vida, mesmo que fosse uma pequena parte. VocĂȘ queria conquistar a minha amizade, pois era o Ășnico jeito de estar presente em mim. Como eu poderia esquecer o dia que fomos a sua cafeteria favorita. VocĂȘ me olhava como se o mundo fosse acabar ali, e a qualquer momento soldados aparecessem solicitando a minha presença na guerra. Aquilo despertou uma faĂsca da guerra que existia dentro de mim. NĂŁo o bastante para que explodisse, mas o suficiente para que eu te enxergasse. Aquele dia vocĂȘ fez questĂŁo de guardar o copo em que bebi, nĂŁo apenas pelo momento, mas porque ele tinha o meu nome. Ao nos abraçarmos, por um instante, pareceu que o destino estava nos empurrando para um beijo. Mas nada aconteceu. Porque o destino ainda era fraco demais naquele momento. A vida continua. Pessoas aparecem em nossas vidas. NĂłs abrimos espaços para elas. Elas desperdiçam. Mas a nossa amizade continua ali, porque precisamos correr para algum abraço quando as coisas saem errado. E olha sĂł, eu escolhi o seu. E vocĂȘ me deixa claro que sempre desejou o meu. E a gente consegue sumir do mundo e se achar em nĂłs. VocĂȘ sempre esteve olhando por mim, mesmo quando ainda nĂŁo podia me abraçar. E Ă© tĂŁo bom abraçar alguĂ©m que ainda vai querer teu abraço no dia seguinte. VocĂȘ me encara e diz âAinda sou sua fĂŁ nĂșmero 1?â, eu dou risada e digo âVocĂȘ Ă© a minha Ășnica fĂŁ.â. E a gente continua dando os nossos passos, e por muitas vezes me pergunto por que simplesmente nĂŁo damos as mĂŁos? Algumas perguntas acabam se tornando apenas retĂłricas. Eu sempre admirei a forma como vocĂȘ trata seus familiares. Mesmo em situaçÔes onde a maioria seria extremamente grosso, vocĂȘ respira fundo e faz o que deve ser feito. Sendo doce e simpĂĄtica. Isso me fez pensar no que a minha mĂŁe sempre dizia âNamore alguĂ©m que trate a famĂlia bem, porque assim ela serĂĄ quando se casar com vocĂȘ.â. As vezes eu olhava para vocĂȘ e pensava âPor que aquele beijo do destino nunca aconteceu com nĂłs?â. E eu perguntei isso para vocĂȘ. E para a minha surpresa, vocĂȘ se perguntava a mesma coisa. Esse foi o renascimento da faĂsca. O auge da guerra interna. Quando os olhos se encontraram, nossos lĂĄbios jĂĄ haviam se encontrado tambĂ©m. IncrĂvel como alguns beijos tem mais sabor do que outros. Eu adorava passar as tardes na sua casa, assistindo aquele seu seriado de um grupo de adolescentes que faz algo que nĂŁo deveria e um assassino em sĂ©rie aparece matando um por um. Era clichĂȘ demais, mas eu gostava simplesmente porque estava com vocĂȘ. VocĂȘ me convencia a assistir aqueles desenhos infantis, e eu ficava surpreso porque acabava gostando deles tambĂ©m. VocĂȘ pedia para eu cantar aquela sua mĂșsica favorita, e eu cantava, porque vocĂȘ me olhava com aquela cara de âNossa, como eu te amo!â. Mas nossas vidas eram muito diferentes, e nĂłs sabĂamos disso. Era estranho porque tĂnhamos consciĂȘncia que cedo ou tarde, nosso romance teria interrupção. SĂł nĂŁo sabĂamos que seria cedo demais. OlhĂĄvamos um para o outro e eu dizia âAinda temos amanhĂŁâ, e vocĂȘ apenas retrucava âTudo o que temos Ă© o agora.â. E a gente se calava com um beijo porque era a nossa forma de desejar aquele âAgoraâ para sempre. E o que tanto foi temido, aconteceu. As nossas vidas tiveram que tomar rumos diferentes. NĂŁo por escolhas prĂłprias, mas por necessidade. Simplesmente porque o destino adora brincar com os destinados. VocĂȘ sempre admirou o que eu escrevia, mas vocĂȘ foi a Ășnica a admirar quem realmente eu era. VocĂȘ queria se tornar uma parte da minha vida, e vocĂȘ conseguiu se tornar o meu amor. VocĂȘ sonhou estar em um texto meu, mas tudo o que eu queria era que vocĂȘ ainda estivesse aqui.
Allax Garcia. (via allaxg)
Amar dĂłi, Ă© como levar uma seção de socos e ter que continuar andando. VocĂȘ fica com hematonas, com roxos e marcas, vocĂȘ acha que uma hora vai parar de doer, mas nĂŁo para. Amor Ă© aquele hematona quase azul no seu joelho, que quando estĂĄ se curando, vocĂȘ vai e machuca no mesmo lugar e sente a mesma dor, ele sempre estĂĄ ali. Amar faz seu estĂŽmago revirar, faz vocĂȘ sentir vontade de vomitar, faz vocĂȘ sentir frio de nervoso, ansiedade⊠Amar Ă© como levar um tiro. E vocĂȘ vive, sabe? Vai vivendo. VocĂȘ vai seguindo a rotina, vai cumprindo os afazeres, vai tentando preencher os dias e os vazios. Ai vocĂȘ começa a sentir muito e resolve sair pra beber, porque vocĂȘ acha que Ă© certo esquecer o seu nome por uma noite e esquecer as suas dores por aĂ em alguma esquina. AĂ vocĂȘ bebe, vocĂȘ sai, vocĂȘ ri, vocĂȘ fica bem, mas e depois? Depois vocĂȘ acorda com uma ressaca horrĂvel e com o peito em pedaços. VocĂȘ acorda achando o mundo o pior lugar para se estar e começa a se sentir uma idiota por achar que assim vocĂȘ estancaria a sua dor. Mas ela nĂŁo estanca, nĂŁo cessa, nĂŁo para. Quando Ă© amor, nĂŁo adianta a intensidade do tempo, dos dias e das pessoas que inevitavelmente vocĂȘ vai conhecer, nĂŁo adianta ver os outros sorrisos e sentir os outros beijos e gostos, quando Ă© amor nada importa, nada para e nunca deixa de ser.
Gabriela Brantes (via monossilabicos)
Ir cada um pro seu lado Ă© uma bosta, porque embora a gente se fale, nunca vai ser o mesmo do que seria se ver todo dia. Digo, que graça teria fazer o que fazĂamos juntos se tu num vai ta lĂĄ comigo ? Nenhuma, nĂ©. Ă um saco, sabe, eu sair sozinho, os lugares parecem incompletos sem tu do meu lado pra me fazer rir das coisas que eu falo ou chamar a minha atenção para outra coisa que nĂŁo seu sorriso ou seus olhos. NĂŁo tenho mais a mesma vontade de sair depois que te conheci, pois sempre quero que vocĂȘ vĂĄ ou pelo menos apareça e me dĂȘ um de seus abraços que me trazem de volta a mim, mesmo eu odiando ver conhecidos em meus rolĂȘs, tua presença ia me fazer bem. EntĂŁo se der, nĂŁo vĂĄ embora, vĂȘ se aparece, vou esperar por vocĂȘ, pode ficar tranquila.
Eu pedi para que vocĂȘ nĂŁo se apaixonasse por mim mas, esqueci que tambĂ©m, deveria ter evitado gostar de vocĂȘ.
A Teoria do Caos. (via expurgar)
Vou te pedir que fique. Mesmo que o futuro seja de incertezas, mesmo que nĂŁo haja nada duradouro prescrito pra gente. Esse Ă© um pedido egoĂsta, porque na verdade eu sei que se nada der realmente certo, vou ficar sem chĂŁo. Mas por outro lado, posso te fazer feliz tambĂ©m. Ă um risco. Eu pulo, se vocĂȘ me der a mĂŁo.
Caio Fernando de Abreu (via bemaoseulado)
Hoje Ă© sĂĄbado, talvez chova, talvez eu chore. Talvez vocĂȘ venha. Tudo Ă© incerteza, tudo Ă© talvez, tudo pode ser - o que Ă© bom nunca acontece.
Caio Augusto Leite. (via construindoversos)
SĂł queria terminar dizendo isso: da prĂłxima vez que vocĂȘ encontrar alguĂ©m que fique na chuva por vocĂȘ, se molhe.
Gabito Nunes.   (via construindoversos)
Saudade Ă© solidĂŁo acompanhada, Ă© quando o amor ainda nĂŁo foi embora, mas a pessoa amada jĂĄ.