das minhas vontades em criar um mundo imaterial, através do qual eu pudesse avivar em símbolos o q vive em meio ao q eu sinto, em meio ao q eu penso...
eu estava refletindo sobre coisas relacionadas ao exposto acima, destes meus desejos de colocar à mostra para o outro o que outrora se mostrava somente no dentro de mim. e cheguei à seguinte conclusão:
ora... e o que é a Internet senão a materialização visual desse mundo q de alguma forma eu quis criar? a Internet eh impalpável, sutil, e mesmo assim conseguimos tocá-la com os olhos e expressarmos nela a imaterialidade das nossas emoções e dos nossos pensamentos. claro q existem outras “plataformas” nas quais também damos vida ao que nos eh vivo interiormente. trato aqui das artes plásticas, da poesia escrita e divulgada em livros convencionais, das performances artísticas, da abstração da música, enfim... todas essas ferramentas levam em si o seu próprio espaço, o seu próprio mundo. no entanto, a Internet aparentemente se apresenta mais acessível às nossas necessidades expressivas (falo diretamente para a minha geração, agora).
depois de anos e anos convivendo com a exposição de criações circunscrita em lugares bem específicos, passamos logo a ter à distância de um toque a vastidão de um palco em que imperam as expressões daquilo que inventamos, daquilo que geramos.
e poder distribuir “livremente” a nossa substância criativa ameniza os anseios daqueles que antes não tinham tal possibilidade - embora a utilização deste ambiente ainda se restrinja a quem pode pagá-lo, financiá-lo.