✎ᝰ.⠀⠀⠀⠀você conhece alguém mais CURIOSA e MENTE ABERTA que AMELIE BENNETT? sei que nasceu em MAPLE BROOK e comemorou 32 anos de idade ao som de BABOOSHKA – KATE BUSH, chegando de ressaca no seu emprego como BIBLIOTECÁRIA NA MAPLE BROOK PUBLIC LIBRARY. no sossego do seu lar em OLD MAPLE, é fácil entender porque todo mundo diz que AMY se parece tanto com ELLE FANNING.
𝐼. Amelie nasceu e cresceu em Maple Brook, assim como os pais e os avós. Apesar de ter nascido em um considerado berço de ouro, sempre teve o apoio dos pais para seguir o próprio caminho. Para Amelie, desde pequena, isso significava os livros. Era uma ávida leitora e sonhava com diversos mundos; a imaginação fértil a fazia passar mais tempo em devaneios do que propriamente atenta.
𝐼𝐼. O hábito de escrever veio assim que aprendeu a escrever as primeiras palavras. Muitas vezes, escrevia histórias baseadas nos livros que lia: aventuras, romances, ficções, terror... De tudo um pouco. Considerava tudo uma diversão e, ao mesmo tempo, era aprovada pelos pais, que consideravam a pequena Amelie um gênio. Ela não se importava com os apelidos dos colegas na escola – que zombavam da personalidade avoada, do aparelho nos dentes e dos óculos dela –, pois sempre estava ocupada demais imaginando novos mundos.
𝐼𝐼𝐼. Conforme foi crescendo, foi se tornando um pouco mais realista. Se um sonho de se tornar escritora havia brotado no seu coração na infância, agora, no final da adolescência, era apenas um hobby. No entanto, a paixão por livros ainda continuava. Sabia que queria seguir com isso. Com as notas dela, recomendações ótimas e uma boa carta de apresentação, garantiu uma vaga concorrida na Universidade da Pensilvânia, parte da IVY League, para cursar Biblioteconomia. Tornou-se orgulho dos pais e a primeira a entrar na faculdade, além de ser a única da família que se desviou do destino de gerenciar algum comércio.
𝐼𝑉. A vida na Pensilvânia foi um grande aprendizado. Nesse período, Amelie teve suas primeiras descobertas amorosas e tornou-se uma mulher independente... Ou quase isso. Os pais ainda pagavam a faculdade, porém ela trabalhava como garçonete em meio-período. Tornou-se mais madura e parou de esperar reviravoltas mirabolantes, iguais as dos livros, na própria vida. Era uma mulher agora.
𝑉. Ao terminar o último ano da faculdade, no entanto, uma tragédia: dias depois de voltar para Maple Brook e se planejar para contar para os pais que pretendia se mudar de vez para Pensilvânia, eles... sumiram. Com o Assassino do Rodeio à solta, corpos e corpos eram encontrados, menos os dos pais de Amelie. Com o tempo, apesar da boa fama dos pais, foram se esquecendo deles. Nunca encontrados. Nunca vingados. Por fim, o caso foi encerrado por falta de provas. Quando herdou o patrimônio dos pais, vendeu quase tudo, menos a casa. Criou raízes ali, algo entre saudade, trauma e desejo por justiça.
𝑉𝐼. Hoje, Amelie ainda vive presa ao passado e ainda obstinada para provar que os pais foram assassinados e não simplesmente sumiram. Trabalha como bibliotecária e é gentil, mas, ao mesmo tempo, distante. Possui medo de se apegar e simplesmente sumirem, igual aos pais.