“Mulher, eu quase não consigo expressar
Minhas emoções, confusas na minha negligência.
Afinal de contas, estou eternamente em dívida com você.
E, mulher, eu tentarei expressar
Meus sentimentos interiores e gratidão
Por me mostrar o significado do sucesso”.
É isso que diz a letra de Woman, sucesso do inesquecível John Lennon. E assim como ele, tantos astros da música brasileira também sempre dão um jeitinho de homenageá-las...
“Mulher..Que a divina natureza fez surgir. A mais linda obra prima que alguém já viu. Assim nasceu a mulher, nas mãos de Deus...”
Não é o que Elba Ramalho fala sobre as mulheres, enquanto Erasmo Carlos explica bem:
“Dizem que a mulher é o sexo frágil! Mas que mentira absurda! Eu que faço parte da rotina de uma delas sei que a força está com elas...”.
Quem há de negar o poder que a mulher tem, entre tantos outros atributos, no mundo da música? Não apenas como fonte de inspiração ( leia-se Beatriz de Chico, Lígia de Tom Jobim, Yoko de John Lennon, Helô Pinheiro de Tom & Vinícius, Dona Canô de Jorge Vercillo e outros nomes que a tomam como musa, e tantas outras) mas também como a própria solidificação de talento, e recorde de sucesso no showbizz (Amy, Whitney, Dolores Duran, “Marias” - Callas, Bethânia e Gadú ). Digo mais: a mulher é algo tão extraordinário na música, que as vozes mais lindas, os artistas mais consagrados, são, em sua maioria, mulheres.
Ouso dizer que a mulher é um case de sucesso do Criador, que, não bastasse fazê-la com tanta perfeição, ainda deu a muitas o dom para música e/ou inspiração.
E hoje, no Dia Internacional da Mulher, o Cotovias presta homenagem fazendo um post com 5 cantoras que adoramos, e que sim, são puro talento, luxo, ou, como diriam: mulheres para 10 talheres.
Uma das maiores musas aqui do Cotovias. Poetisa do punk e uma das mulheres mais influentes do rock’n roll de todos os tempos, Patti teve a seus pés os homens famosos e influentes, tem – até hoje - grande poder como ativista política, e viu o crescimento, queda, e a aclamação ao sucesso de muita gente incrível, como Kurt Cobain (cujo cover lindíssimo segue abaixo), Bob Dylan, R.E.M, e Jimi Hendrix. Além de ter nascido com um verdadeiro dom para achar e colocar um dedinho para o sucesso de grandes artistas, como Tilda Swinton.
Linda desde sempre, Rita chamava a atenção nos anos 60 tanto por sua beleza quanto por ser integrante do grupo Os Mutantes. Mal sabia ela que o movimento Tropicália, que a tem como uma das referências, seria até hoje uma das coisas mais lembradas ao se falar de música brasileira. Rita é de uma geração que ta sempre um patamar acima, como um oásis da música, junto a Tom Zé, Nara Leão, Caetano, Gal Costa. Foi presa por envolvimento com drogas, saiu, se reergueu com uma postura incomparável, gravou com Paulo Coelho, fez homenagens a Elis Regina, suas turnês são sempre consagradas na Europa, foi uma das primeiras cantoras brasileiras a fechar contrato milionário com uma gravadora, e recebeu pessoalmente um convite pessoal do Mick Jagger para abrir um show dos Rolling Stones. Recentemente, apesar de anunciar uma certa ‘’aposentadoria’’ dos palcos, não titubeou ao mostrar sua personalidade e opinião quanto à postura e má índole da polícia brasileira, chegando inclusive a baixar na delegacia, mas mantendo seu (incrível) ponto de vista.
Apontada por muitos como a maior cantora do século XX e ganhadora de 14 Grammys, Ella é, sem dúvidas, o grande nome feminino do jazz de todos os tempos. Além do mérito de dividir trabalhos com nomes que são sonho de muitos músicos, como Frank Sinatra, Quincy Jones e Nat King Cole, foi uma das estrelas a cantar em mais programas de TV nas décadas de 70 e 80. Ainda pode-se citar o fato de ser amiga de outra mulher poderosa, a atriz Marilyn Monroe, e o modo como foi comparada a Elvis Presley pelo New York Times, por ter feito uma "transação cultural tão extraordinária quanto a integração, feita por Elvis, na mesma época, dos brancos com o soul afro-americano”.
Cantora sueca de 25 anos que promete ser um dos novos nomes do indie rock, Lykke tem sangue artista (pai músico e mãe pintora). Devido a agenda badalada dos pais, viajou muito tempo entre Lisboa e Marrocos. Seu disco de estréia contou com a participação de Bjorn Yttling, da adorada banda Peter, Bjorn and John, e, anos depois, participou, junto a Kanye West, do álbum de estréia do N.A.S.A. Lykke teve seu hit "Possibility” na trilha sonora do filme Lua Nova, da saga Crepúsculo, e recentemente lançou na rede uma faixa da banda Deportees, na qual ela participou.
Poucos ousam contrariar que ela é a maior cantora brasileira de todos os tempos. Commais de 27 milhões de discos vendidos (sendo a primeira cantora brasileira a vender mais de 1 milhão de discos com Álibi) e vários prêmios por anos consecutivos, Bethânia é um nome inspirador para os compositores mais premiados do Brasil, como Milton Nascimento, Chico Buarque, Noel Rosa, Gonzaguinha e Roberto Carlos. Roberto, por sinal, a chama de ‘’Minha Rainha!” Irmã de Caetano Veloso – que por sinal foi o responsável por seu nome, já que gostava muito de Nelson Gonçalves que dizia “...tu és para mim a senhora do engenho e em sonhos te vejo, Maria Bethânia és tudo o que tenho...” e filha de Dona Canô, Bethânia não é sucesso somente no Brasil – com suas turnês e discos disputados e com músicas servindo como trilha de novelas há décadas. É sucesso também em todos os shows que faz pela Europa e EUA, e foi venerada ao se apresentar especialmente para a rainha da Inglaterra. Não desmerecendo nossas lindas beldades globais, mas não tem pra ninguém. Por tudo que representa para nosso país, por seu estilo, personalidade – pessoal e profissional – e pelo simples fato de Deus ter escolhido o Brasil como lugar para que ela nascesse, eu concluo esse post afirmando com convicção: a típica mulher brasileira chama-se Maria Bethânia.