AELLA CROWLEY tem 35 anos, contribuiu para o desenvolvimento de Elysium trabalhando como engenheira espacial, têm uma enorme semelhança com Teresa Palmer e está indisponível.
Men's weaknesses are often necessary to the purposes of life.
Marlene Crowley era uma mulher pragmática. E essa foi apenas uma das características que passou para a sua filha mais velha, Aella. A gravidez decorreu tranquila e a menina de fios finos e dourados e olhos verdes nasceu em um dia tranquilo em Elysium. À principio os outros habitantes da nave acharam que a garota teria sorte, mas os pais logo mostraram que Aella não conseguiria fugir do fardo de ser a primeira. Todas as fichas foram apostadas, e para felicidade destes, ela não demorou para mostrar que tinha sido algo acertado. Aella pouco a pouco se tornava uma criança com bom senso demais para sua idade, prezando cada vez mais por coisas que a maioria das outras crianças considerariam tediosas. Durante o treinamento, se esforçou para se destacar. Ficava em êxtase quando era elogiada por alguém sem ser os seus próprios pais, e não se importava muito com quem tinha que deixar de lado para conseguir isso com frequência. Não que fosse má. Não era, pelo contrário. Mas por mais considerasse, não tinha um senso de justiça muito aguçado.
Quando completou quinze anos recebeu a notícia de que teria uma irmã. Aella à principio ficou feliz, mas não demorou para que fosse tomada pelo ciumes. Tinha medo de que a bebê tomasse o seu posto de filha preferida, de filha brilhante. Estava completamente alheia aos anseios de seus pais que eram causados pelo fato de terem uma integrante a mais. A ideia da nova integrante se tornou mais amena quando conheceu Bridget. Ver um bebê com os traços tão parecidos com o seus adoçou o coração da Crowley que só desistiu de resistir completamente quando entrou no treinamento militar. Os exercícios físicos pesados, a rotina exaustiva fizeram com que Aella se tornasse menos arrogante e amadurecesse realmente. Ainda nutria sua paixão pelo conhecimento, principalmente pelo que conhecimento sobre o que espreitava do lado de fora, mas tinha se tornado uma ótima combatente. A cada machucado que ganhava, se esforçava em visualizar um futuro onde estaria longe dali combatendo um perigo real. E sendo boa nisso. Por isso, quando em seu teste final disse que trabalharia na estação de engenharia ficou frustrada. Queria algo grande, queria ser militar assim como seu pai. Demorou para se conformar e quando fez não hesitou em se candidatar a uma missão que muitos ali consideravam suicida. Aella apesar da pouca idade foi aceita, a maioria dos engenheiros preferiam ficar em Elysium e ela era conhecida por ser um prodígio. Não foi para seus superiores uma decisão difícil.
As coisas se complicavam cada vez mais a cada ano que passava. No decorrer de treze, ela já tinha dúvidas do que mais poderia dar errado. Aella trouxe a arrogância da infância de volta quando retornou ao que deveria ser o seu lar. Saber da morte prematura da mãe por complicações no parto de uma nova criança, a do pai que falecera fatidicamente foram apenas catalisadores para que se desestruturasse realmente. Estava aturdida e agora era a mais velha. Sabia que Bridget esperava que ela tomasse a frente da família, dos cuidados de Daniel. Mas por vezes não sabia como fazer isso. Desde então, tenta de todas as formas esconder seus traumas dos outros, principalmente dos irmãos, mas o que mais anseia é conseguir esconder de si mesma. Em vão.
Our survival instinct is our single greatest source of inspiration.
Aella Crowley se considera uma vilã. Não acha que alguém vai se apiedar dela, e nem acha que alguém deveria fazer isso de fato. Gosta de dizer que é realista mas no fundo queria ser um pouco mais sentimental. Gostaria de conseguir pensar em uma Aella mais velha com um bebê do lado e um marido sorridente. Mas sabe que isso não passa de uma tola ilusão, que nunca foi pra ela. Ficou desacreditada assim no amor depois que viu o romance de sua vida acabar sem nem ao menos ter começado realmente. Perder a unica pessoa para quem se abriu e mostrou seu verdadeiro eu deu principio a um caos interior. A sensação que tinha, era de que estava em queda livre.
Odeia quando a subestimam por ser mulher e estar no cargo que ocupa. Mas nunca se importou de trabalhar em um setor predominantemente masculino. Preza por conversas com conteúdo sempre, mas consegue abrir mão de sua “caretisse” para se divertir quando se esforça. Mesmo que com tanto tempo dedicado ao trabalho, não faça isso há um bom tempo. É apenas mais uma no meio de muitos que se sente sozinha, mesmo que tenha diversas pessoas dos mais variados tipos ao seu redor.














