» Conheça Nathaniel Austin Stradivarhius. Ele possui vinte e sete (27) anos. Se assemelha com Max Thieriot. É residente e encontra-se atualmente INDISPONÍVEL.
◘ Possui a raça de um: “H u m a n”
◘ Tem o poder/atributo/habilidade de: luta corpo-a-corpo
Existem pessoas que nasceram para ter a razão, e pessoas que nasceram para tentar ter a razão. Alguns nascem comandando, outros nascem querendo comandar. Nathaniel não nasceu com a razão e nem com o poder nas mãos, mas ele sempre o desejou. Sempre quis ter razão sobre tudo, e poder simplesmente estar certo, sem ninguém ousar discutir. Sempre ansiou poder ser o líder, o chefe e o dono de tudo, para assim poder dizer que tinha o poder e controle. Ele nunca teve nada disso, mas tentava ao máximo. E mesmo quando chegava ao extremo, tinha alguém que questionava sua razão, que questionava seu poder. Um alguém pelo qual ele se apaixonou perdidamente, e isso só faz com que ele queira cada vez mais tê-la. Ela. Ela que estava com ele desde de o nascimento. Ela. Ela que dividiu o espaço no útero. Ela. Sua gêmea, sua irmã.
Amélia e Eitor não esperavam gêmeos. Eles suspeitavam, afinal, a barriga da moça havia ficado grande o suficiente para duas crianças, porém não eram esperados. Haviam preferido não fazer ultrassom. Não sabiam o sexo, muito menos que eram dois, por isso, quando as duas crianças nasceram, eles ficaram mais do que surpresos: ficaram felizes. Quando tinham um ano, sua mãe morreu, atacada por um animal. Nate não se lembra disso, mas é sempre imagina a cena, já que é sempre lembrado por seu pai, que fica se lamentando da perda. Depois de perder a mulher, ele não pensou em procurar outra, ele só pensava em dar amor e carinho aos dois filhos, focar toda a sua vida neles. Nathaniel nunca fora uma criança tranquila e calma, sempre fora nervoso e explosivo, e por isso, estava em constantes brigas, não importava onde fosse, na escola, onde mal tinha amigos, em casa, onde seu pai sempre continuava a briga, no bairro, onde os vizinhos já olhavam feio… Não importava quem fosse ou onde fosse, qualquer tipo de discussão gerava uma grande briga, e o loiro não tinha medo de bater nas outras pessoas, por isso, foi expulso de várias escolas, o que só gerava mais briga em casa.
Na época entre seu décimo segundo e seu décimo terceiro aniversário, ele foi expulso da sétima escola de sua vida. E isso fora a gota d’água para o pai da família. Ele decidiu que o filho precisava começar a achar um jeito de relaxar, e foi ai que ele pensou em aulas de luta. Ouvia muito sobre, sobre como fazer aulas de luta faziam com que as pessoas ficassem menos estressadas em outros lugares. E foi assim que começou: dentro da academia de luta, Nathaniel passava quase quatro horas de seus dias, treinando diversas artes marciais, judô, caratê, boxe, muay thai, kung fu, jiu-jítsu, luta livre, entre outros. As brigas em casa diminuíram, mas não sumiram. Na escola nova não se passaram de dois incidentes, e na vizinhança nada mais aconteceu. As aulas estavam definitivamente funcionando. Ele estava ficando cada vez mais forte e experiente, e a cada novo golpe que aprendia, a cada novo adversário que ganhava, seu orgulho ia crescendo, assim como a ideia de conseguir o poder que tanto queria. Ele não queria brigar com ninguém, ele não queria precisar brigar com ninguém. Ele queria simplesmente ser poderoso e autoritário o suficiente para que ninguém o questionasse, apenas obedecesse.
Os anos foram passando, ele se formou na escola, continuava a lutar, agora com o dobro de carga horária. Pensava sobre faculdade, mas não tinha certeza, por isso, ficava as custas do pai, sem problemas. Não tinha muitos amigos, apenas seu treinador, um companheiro ou outro de luta, mas principalmente sua irmã. Ele sabia que podia contar com sua irmã para tudo. Ele gostava de estar próximo de Cordélia, de ajudá-la a qualquer coisa que precisasse, ser um amigo, um confidente, um irmão. Ele sempre estava lá para ela e por ela. E ele detestava saber que ela tinha vários amigos, e que qualquer um podia colocar a mão nela. Ele tinha ciúmes dela, mesmo que não percebesse, e preferia mal falar disso, para não gerar mais discussões. Porém, em uma tarde, resolveu ir mais cedo para casa do treino, coisa que quase nunca fazia, e quando chegou em casa, viu uma cena perturbadora: seu pai e sua irmã tendo uma relação sexual, e não só uma relação sexual, era algo violento, sádico. Ele entrou em choque, e ouvir os gritos e gemidos dela, mexeu instantaneamente com sua cabeça. Ele saiu de si por um momento, e foi quase como se tivesse tido um blackout.
Quando voltou a si, notou o que tinha feito. O rosto de seu pai estava quase irreconhecível, de tanto sangue e deformidades que Nate havia colocado dele. Os socos haviam sido precisos e certeiros e ele estava morto. O desespero tomou conta dele. Desespero por ter matado alguém, desespero por talvez ter decepcionado sua irmã. Queria saber se sua irmã tava bem, pela morte, pelo abuso, pelos tapas que o homem tinha dado nela. Porém, ao invés de parecer chateada ou decepcionada, ela queria consolá-lo e dizer que estava tudo bem. E no segundo seguinte, ela estava brincando com ele, seduzindo-o, tentando-o, e isso fez com que ele não resistisse, nem por um segundo. Rolaram pelo chão, mesmo com um cadáver por perto e sangue nos dedos.
Eles tentaram pensar em algo para fazer com o corpo, mas não pensaram em nada, então decidiram esconder no porão da casa. Os dois, aos vinte e dois anos, sem experiência de trabalho ou faculdade, decidiram que continuariam a viver como se nada tivesse acontecido. O envolvimento deles começou a ficar mais íntimo e mais verdadeiro, e Nathaniel não podia negar: ele estava não só apaixonado, mas estava obcecado por sua irmã, e não queria que ela tivesse nenhum outro. Ele era o homem da casa, e teria o poder: ela tinha de respeitá-lo e obedecê-lo. E quando não o fazia, Cordélia sabia o que aconteceria, sabia no que estava se metendo: ele não tinha medo de apimentar o sexo deles, e bater nela até que esta pedisse desculpas
Quatro anos depois, o corpo do pai, no porão, parcialmente já apodrecido, foi encontrado. Os irmãos não pensaram muito: tinham que fugir. Decidiram mudar-se para New Scotland, na intenção de recomeçar. Nathaniel tinha que sustentar a casa, tinha que cuidar de sua irmã: ele queria fazer aquilo. Ele não queria que ela precisasse fazer nada, não queria que ela precisasse de mais ninguém. Ele queria controla-la, queria mandar nela. E ele conseguia fazer isso, pelo menos, na maior parte das vezes. Ela era sua irmã. Ela era sua preciosidade. Ela era sua companheira sexual. Ela era seu relacionamento sério. Ela era a única que ousava criticá-lo ou fazer algo que ele proibia. Ela era sua submissa. Ela era sua. Era tudo que importava