Equipe 2 — (Chaudry, Hopper, Dietrich, Richie)
seargentxchaudry:
nypdchief:
Depoimentos
❝ Vocês três estão aqui porque eu preciso de um favor. Enquanto temos uma equipe lá fora recolhendo evidências, preciso que vocês lidem com os dois casos que ocorreram enquanto vocês enchiam a cara no coquetel do prefeito. Primeiro: uma doceria perto de Baychester foi atacada e o dono da mesma foi feito refém. Ele já está aqui na delegacia, então sejam empáticos com a situação do rapaz. E seguida, o levem de volta para a doceria e recolham depoimentos da vizinhança tanto sobre Richard Sandow como sobre a situação. Dispensados. ❞
Os agentes não demoraram para ir atrás do dono da doceria, sentado em uma das salas de operação dos agentes. Enquanto Chaudry sentava-se na cadeira à frente do rapaz, Hopper e Dietrich ficavam atrás da janela de vidro escutando o relato e trocando palavras sobre as análises das palavras ditas por Richard Sandow, visivelmente preocupados com a situação do rapaz que parecia abalado demais.
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Antes de qualquer coisa, Shanti tratou de dar o tempo necessário para que Richard não se sentisse pressionado com o ambiente e os policiais depois do que havia vivido dentro de seu próprio estabelecimento. Os olhos da indiana vagavam entre a face da vítima e as paredes de concreto em volta deles, o que deixava aquilo tudo bem mais intimidador. “Oi, Richard. Eu sou a sargenta Chaudry, mas você pode me chamar de Shanti, se preferir.” exibiu seu melhor sorriso simpático, tomando cuidado para que não ser forçado demais. “Eu estou aqui pra fazer algumas perguntas, mas podemos levar o tempo que você precisar.” posicionou as mãos sobre a mesa gélida. Até mesmo para ela, a sala parecia um local completamente insensível para alguém que havia tido um trauma tão recente. Geralmente, Chaudry não costumava fazer parte dos interrogatórios às vítimas justamente por se preocupar mais com o estado mental delas dos que em colher dados. “Então… vou começar com as perguntas genéricas, certo?” fez uma pequena pausa. “Você se lembra de algum rosto, cor da roupa que usavam, altura ou idade aproximada? Seria importante se você conseguisse lembrar se em algum momento eles citaram nomes, se falaram ao telefone, qualquer coisa do tipo.” puxou a cadeira para mais próximo da mesa.
Nem acreditara quando o nome da vítima foi citado, muito menos estava sendo fácil vê-lo através da janela de vidro da sala de interrogatório, fazendo com que um resquício de culpa por ter participado da comemoração do prefeito, permanecesse em si. A coloração apagada dava um ar gélido a sala não muito grande; cadeira posta atrás de uma mesa com suporte para algemas fazia do espaço algo completamente formal e intimidador em uma proporção que até Isabel era capaz de perceber, ainda mais olhando a cena em um objeto que para Richard, era apenas um espelho, porém se fosse esperto ou tivesse instinto aguçado, notaria a sensação incômoda de estar sendo assistido.
“Era realmente necessário trazê-lo até a sala de interrogatório?” Questionou a decisão dos superiores diante de seu colega, talvez estivesse envolvida demais com a pessoa do outro lado do material transparente, entretanto realmente acreditava ser desnecessário tal formalidade, podendo ser feito em um ambiente mais agradável e aconchegante levando em conta as últimas situações vividas pelo rapaz, seria sábio deixá-lo confortável no momento de descrever tudo o que vivenciou, o que não aconteceria de maneira tão eficaz se o moreno se sentisse como um criminoso. “A última coisa que ele precisa é se sentir como um dos bandidos…” Comentou, quem sabe sentimental demais, mas nada faria à respeito, ordens eram ordens, tudo que estava ao seu alcance no momento, era assistir ao trabalho da Sargento Chaudry e fazer comentários aleatórios sobre as ocorrências recentes.
O nome da vítima não era conhecido pelo detetive, lhe parecia familiar, mas não saberia dizer exatamente de quem era. Só associou o nome a alguém que conhecia quando ficou sabendo que era o dono de sua doceria favorita, o rapaz adorável que sempre lhe dava um doce a mais quando ia lá. No fundo, desejou que tivesse feito mais para ajudar o rapaz, ainda mais que estava trabalhando naquela noite ao invés de na festa, mas ele não fora chamado na cena.
Manteve os braços cruzados e o olhar focado na sargenta e em Richard, prestando atenção na conversa dos dois. Ao ouvir a pergunta da detetive ao seu lado, Lucas quase não lhe deu atenção, não desviando o olhar ao respondê-la, “E você queria interrogá-lo onde? Ele não é um criminoso, mas ainda assim tem informações importantes e a sala de interrogatório é o melhor local para extraí-las.” Entendia a preocupação da mulher, mas ele ainda era o tipo de pessoa que colocava o trabalho e apreensão de criminosos acima dos sentimentos alheios. Naquele momento, o que importava era o que Richard sabia, e o que os ajudariam a pegar os homens que atacaram o local.












