Bem vindos ao The Dragon Prince Brasil!
Nesse post você encontrará links importantes e um mapa para cada tipo de post que serão feitos futuramente.
L I N K S
carrd
curious cat
P O S T A G E N S
Q&A - 4ª TEMPORADA
ENTREVISTA EXCLUSIVA COM DEVON GIEHL
macklin celebrini has autism

pixel skylines
Alisa U Zemlji Chuda
cherry valley forever
Xuebing Du
One Nice Bug Per Day

祝日 / Permanent Vacation
tumblr dot com
Cosmic Funnies
Sade Olutola

JBB: An Artblog!
Game of Thrones Daily

if i look back, i am lost

Janaina Medeiros
No title available

oozey mess
"I'm Dorothy Gale from Kansas"
Not today Justin
Cosimo Galluzzi

Discoholic 🪩

seen from Albania
seen from United States

seen from United States
seen from Portugal
seen from Uzbekistan
seen from Costa Rica

seen from Netherlands
seen from United States

seen from Indonesia

seen from Germany
seen from Germany

seen from Malaysia

seen from United States

seen from United States
seen from Myanmar (Burma)
seen from Israel

seen from Malaysia
seen from United States
seen from United States

seen from United States
@dragonprincebr
Bem vindos ao The Dragon Prince Brasil!
Nesse post você encontrará links importantes e um mapa para cada tipo de post que serão feitos futuramente.
L I N K S
carrd
curious cat
P O S T A G E N S
Q&A - 4ª TEMPORADA
ENTREVISTA EXCLUSIVA COM DEVON GIEHL
ENTREVISTA EXCLUSIVA COM DEVON GIEHL
E finalmente veio aí! A equipe O Príncipe Dragão Brasil realizou uma entrevista com Devon Giehl, produtora e escritora-chefe da série! Perguntamos sobre o episódio 8, escrito por ela e Iain Hendry, bem como perguntas dos fãs!
Leia mais abaixo!
english version
[ENGLISH] Interview with Devon Giehl!
O Príncipe Dragão Brasil Team realized an exclusive interview with The Dragon Prince's Lead Writer and Producer, Devon Giehl! We asked about episode 8 from season 5, as well as questions by fans!
We translated the interview so more people can read about it! Here's the portuguese version.
ENTREVISTA EXCLUSIVA COM DEVON GIEHL
E finalmente veio aí! A equipe O Príncipe Dragão Brasil realizou uma entrevista com Devon Giehl, produtora e escritora-chefe da série! Perguntamos sobre o episódio 8, escrito por ela e Iain Hendry, bem como perguntas dos fãs!
Leia mais abaixo!
english version
REFLECTIONS: PERSEGUINDO SOMBRAS
Capítulo 1: Fantasmas Familiares
Quando as botas de Rayla pisaram na doca, ela suspirou profundamente em alívio – e quase se engasgou quando o chão continuou a se mover sob seu pé.
A madeira velha e retorcida se inclinou e rolou, ecoando o movimento horrível da Boca do Andarilho, atracado atrás dela. Rayla percebeu que, de alguma forma, enquanto estava recolhida no compartimento de carga do terrível barco, ela se acostumou com as ondas nauseantes do oceano. Agora a terra parecia se mover sob ela como água
“Ugh!” Rayla gemeu. “Não é justo!”
Ela se ajoelhou, esperando pela sensação de enjoo passar. Nas sombras dos enormes navios atracados ao seu redor – seus cascos rangendo, seus mastros eminentes – Rayla se sentiu pequena. Stella saiu de seu capuz e chiou em preocupação.
“Estou bem,” Rayla lhe assegurou, dando tapinhas em sua cabeça delicadamente. “Estarei melhor em alguns instantes. É terra, vai ficar firme eventualmente. Bem – acredito que seja uma ilha...”
Uma ilha é ilhada, disse uma voz em sua cabeça, tão brincalhona e travessa que ela quase poderia ver seu sorriso.
Rayla estremeceu.
Entendeu?
Ela silenciou a voz. Rayla não iria entreter sua assombração. Não hoje. Não agora. Ela veio para Scumport escondida na barriga do Boca do Andarilho perseguindo uma sombra – e essa sombra estava perto. Ela só precisava encontrar. Rayla se levantou.
No final das docas, um porto obscuro surge como um aglomerado de cracas, envolto por uma névoa marítima e na escuridão das nuvens. Scumport parecia que havia sido inundado pelo oceano e reconstruído um milhão de vezes com sobras e redes de pesca. A silhueta de uma grandiosa torre pairava sobre os tetos da cidade, três vezes mais alto que tudo, com uma janela que lembrava Rayla de um olho.
E o pior de tudo, o lugar inteiro cheirava à sal, madeira apodrecida e tripas de peixe. Rayla assistiu um par de gaivotas partir um caranguejo ao meio e picar suas entranhas. Stella se enroscou em seu ombro e pressionou todas suas quatro patinhas em seu nariz.
“Vamos lá, seja corajosa.” Rayla disse com um sorriso. “Não ficaremos muito tempo aqui.”
A macaquinha entortou a cara.
Rayla subiu pelas docas ao encontro de uma feira movimentada efervescente à luz das lanternas: barracas cobertas, pilhas de caixa de carga, e gritos de mercadores anunciando seus produtos. Uma multidão de clientes fervorosos passeava pela feira, trocando e negociando. Rayla colocou seu capuz e se juntou à eles. Ela se misturou com facilidade, esbarrando com marinheiros – humanos e elfos.
“Promoção de lonas!” Gritou um mercador. “Lonas estão em promoção!”
“Redes para o convés!” gritou um segundo. “Pegue um peixe e tire uma soneca!”
“Repolhos” Gritou uma voz fraca. “Só... repolhos comuns aqui!”
Os olhos de Rayla passaram pelos mercadores para uma barraca mostrando milhares de cristais brilhantes envoltos em bolhas, e ela se aproximou sorrateiramente para examinar a coleção. As pequenas peças pareciam ser artesanais de Lux Aurea, provavelmente raros após o que aconteceu com a cidade. Rayla se perguntou onde que o vendedor – um elfo da Terra com bolhas similares penduradas em suas galhas – teria adquiro coisas tão bonitas e raras.
Ela atribuía à reputação de Scumport para pensar em diferentes respostas. Rayla só ouviu falar do local após meses procurando por pistas, e ainda assim o nome só surgia em sussurros de línguas soltas. A cidade era o ponto de encontro dos indivíduos mais inescrupulosos de Xadia: caçadores, piratas e ladrões. Com a Borda aberta, humanos com designações similares encontraram seu caminho para as docas “acolhedoras” de Scumport – e com eles, vieram os magos sombrios.
Rayla tocou despretensiosamente um dos cristais e chamou a atenção do mercador. Ele se virou para ela, metal e vidro balançando de suas galhas e tilintando enquanto ele a observava. “Vai levar o que?”
Ela limpou a garganta, enquanto remexia com um dos ornamentos de cristal. “Você não tem nas suas prateleiras.”
O elfo da Terra cruzou os braços. “Manda.”
“Preciso de informação.” Ela disse. “Sobre alguém que pode estar aqui em Scumport.”
Ele franziu a testa, suas bolhas tilintando.
“Havia alguém em um barco que deveria ter parado aqui hoje de manhã.” Rayla contou, sua voz baixa. “Um homem humano. Um mago sombrio–”
“Eu vendo cristais.” O mercador rosnou. “Não irá encontrar o que procura aqui.”
“Mas–”
Ele bateu sua mão contra a madeira de sua barraca. “Vá embora.”
Rayla se afastou. A multidão se esbarrava com ela, e precisou lutar para manter seu foco. Resolveu ir atrás de outra barraca, essa sob a sombra de um prédio velho que Rayla quase confundiu por uma pilha de lixo. Sobre sua mesa havia longas e delicadas cordas, nós e tecido feitos de linhas estranhamente transluzentes.
“Boneweave” disse o mercador. Rayla cerrou os olhos para a figura, mas ela conseguia ver pouco debaixo do tecido grosso envolto em sua cabeça. Olhos azuis ferozes brilhavam para ela dentro da barraca. “O mais forte do arquipélago.”
Rayla se encostou sobre as amostras. “Estou atrás de informação, na verdade.”
O mercador cerrou seus olhos.
Dessa vez, Rayla manteve sua voz baixa. “Um barco que atracou essa manhã estava transportando um passageiro específico. Um humano, um mago sombrio–”
“Boneweave” rosnou o mercador. “E não segredos.”
Frustada, Rayla suspirou. “Bem, então me diga aonde ir. A quem perguntar. Alguém aqui deve saber alguma coisa!”
O mercador apontou para um grupo no meio da feira com um aceno quase imperceptível. “Pergunte a eles”
Rayla se virou para ver um par de elfos do Oceano corpulentos andando até ela do final do mercado. Enquanto seus passos pesados rangiam sob a doca, um deles estalou os dedos. As mãos de Rayla foram para suas costas para pegar suas espadas–
–mas alguém a agarrou pela sua capa e a botou para trás.
“Aqui está você,” falou uma voz alta e desconhecida. “Te falei para me encontrar quando seu barco atracou, e não para passear pelo mercado.”
Rayla lutou contra o puxão em sua capa e a dona da voz a largou. Ela se virou e hesitou.
Uma elfa da Lua estava em sua frente, alta e musculosa e trajando roupas díspares. Marcas pálidas emolduravam seus olhos, e uma cicatriz igualmente pálida traçava um caminho do queixo até a orelha. Rayla não sabia dizer sua idade, mas a mulher parecia velha do jeito que pessoas aparentavam quando algo além do tempo as haviam envelhecido. Seu cabelo branco caia em tranças espessas e ásperas, secas pelo vento do mar e sal, e sua pele brilhava no sol como couro usado. E ainda, ela sorria, e o brilho de seu sorriso a fazia parecer jovem.
“Desculpa,” Rayla disse. “Quem–?”
“Não se desculpe! Temos trabalho a fazer. Me acompanhe.”
A mulher girou com um aceno de sua mão, anéis brilhando no sol, e caminhou entre a multidão. Rayla permaneceu onde estava e considerou suas opções: ela poderia ficar com os elfos do Oceano para uma briga que não queria. Ela poderia correr– mas para onde? Scumport era uma ilha.
Uma ilha é ilhada, disse aquela voz assombrosa, não engraçada pela segunda vez, mas ela ainda podia ouvir seu sorriso–
Rayla cerrou os dentes. Ela só tinha uma única escolha: seguir a estranha.
“Preciso admitir– aquilo foi ousado,” comentou a mulher enquanto abria uma porta para o que Rayla podia somente assumir que era sua casa. Foi construída como o resto de Scumport, com marcas do tempo nas pedras e a madeira branca e lascada. “E estúpido.”
Rayla hesitou na porta. Stella chiou em seus ouvidos e puxou seus chifres.
“Está tudo bem,” Rayla a assegurou. “Ficaremos bem.”
Stella deu mais um puxão petulante e voltou para o capuz de Rayla, emburrada.
Rayla entrou na casa. Ela quase bateu sua cabeça em uma garrafa pendurada por uma corda, mas a mulher a pegou e sacudiu o que parece fogo rubi dentro. A garrafa se acendeu, iluminando o lugar apertado com uma luz parecida com o pôr-do-sol. Uma rede espessa estava pendurada no teto, e sob uma mesa torta com pernas bambas, havia uma pilha precária de baús e pergaminhos. No meio da bagunça uma jarra coberta de marcas dedos, cheia com algo que pareciam ser pequenas moedas de madeira.
“Então, novata. Como devo te chamar?”
A atenção de Rayla voltou para a elfa, esparramada na cadeira igualmente questionável da mesa enquanto tirava suas botas.
Ela endireitou a coluna e engrossou a voz. “Meu nome é Rayla.”
“Ah!” a mulher levantou uma sobrancelha. “Um nome real. Estou surpresa que você o manteve.”
Rayla franziu o rosto. “Como assim?”
“Você é uma Fantasma, não é?”
Ardeu– o quão casualmente ela disse, o quão insignificante a palavra parecia ser. Para Rayla, era como veneno em sua língua. Adoecia-a com culpa. Engoliu em seco, afetada.
“Não se preocupe,” a elfa disse, levantando suas mãos em um sinal de desculpas. “Quando um de nós aparece em Scumport, bem... eles raramente estavam em uma situação boa em casa.”
Rayla compreendeu o que ela queria dizer. “Então, você... também é...?”
“Claro, Há...” ela mordeu o lábio e contou seus dedos. “Hum, talvez uns 15 anos. Enfim, pode me chamar de Redfeather.”
Ela fez uma pequena reverência dramática, com um florear de suas mãos. Pela primeira vez, Rayla notou cor em seu cabelo branco: uma pena entrelaçada em sua trança. Sob a luz da garrafa brilhante, parecia como um fio de sangue.
Rayla sentiu seu coração amolecer em seu peito do jeito que odiava. Ela queria saber mais, precisava saber mais. “O que você fez?”
“Nada do que eu me arrependa.”
Rayla piscou.
Redfeather a observou e se ajeitou na cadeira, suas botas batendo no chão. “Não diz que você ainda está presa ao que já aconteceu. Olha– se eles não tivessem me tornado uma Fantasma eu não estaria aqui.”
Rayla olhou cética ao redor do quarto.
“Não faça essa cara!” Redfeather riu. “Isso é tudo uma benção, uma vez que você aprende a ver assim. É liberdade– você não sente? Por que mais você estaria em Scumport?”
Rayla sentia várias coisas, e todas elas doíam. Ela pensou no Bosque Prateado. Ethari em sua mesa de trabalho, maravilhas de metal em seus dedos. Mushcup e surpresa de uva da Lua. E, além da Borda, um castelo aconchegante, e um mago–
–mas Redfeather a observava, esperando por uma resposta.
Rayla endureceu. “Estou procurando um mago sombrio.”
Os olhos de Redfeather brilharam em interesse. Ela se inclinou para frente, sua voz baixa e macia atrás de um sorriso. “Ah, então você é uma caçadora. Procurando recompensas?”
“Não.” Rayla balançou a cabeça. “Procuro apenas por um. Apenas um mago sombrio.”
“Ah. Um rancor.”
Rayla cerrou os dentes. “Pode-se dizer que sim.”
“Então– procurando recompensas ou vingança, você não encontrará ninguém disposto a dar esse tipo de informação de graça no mercado.” Redfeather levantou e se espreguiçou, calma e sutil. “Eles são pessoas de negócios razoáveis à primeira vista. Você não pode só sair de um barco e começar a fazer perguntas. As pessoas aqui trabalham duro para proteger seus interesses– na maioria das vezes.”
“Na maioria das vezes?”
Redfeather estalou os dedos. “Ofereça um preço justo, e bem... línguas irão se soltar.”
Rayla considerou seus bolsos vazios. Ela só carregava o necessário: uvas da lua secas, algumas moedas de ouro, suas armas, e claro, Stella. A macaquinha levantou a cabeça do capuz de Rayla e fuzilou Redfeather com os olhos, chiando pequenas ameaças.
“Nada? Você pode sempre oferecer um favor.” Ela descansou seu queixo em sua palma. “Você pode até oferecer um para mim.”
O pulso de Rayla se acelerou. “Você sabe algo do mago sombrio?”
Redfeather traçou sua cicatriz com seus dedos salgados. “Não sei. Depende, claro. Está oferecendo um favor, ou não?”
Rayla olhou para a elfa. Redfeather encontrou seu olhar, olhos pálidos e espertos com perspicácia e segredos– e uma dor bem escondida que refletia a de Rayla. Os olhos de um Fantasma.
Ela é como eu, no fundo. Ela tem que ser.
Stella chiou nervosa em seu ouvido.
Rayla a ignorou. Ela chegou até aqui, e não desistira agora.
“Eu vou fazer.” Rayla disse, se aproximando de Redfeather. “Me diz o que você quer.”
Continua...
Original
SÉRIE REFLECTIONS
Explore mais sobre os personagens de O Princípe Dragão em histórias extras que vislumbram detalhes intímos que se passam entre e durante temporadas! Agora traduzidas.
Link para o original
VOLUME 1
Em breve!
VOLUME 2
Perseguindo Sombras - Capítulo 1: Fantasmas Familiares (Rayla)
Q&A - QUARTA TEMPORADA
PERGUNTAS PARA A EQUIPE
Q&A COMPLETO
Q: Quem é o designer de personagens líder da série?
EM: Caleb Thomas — que traz tanta consideração, criatividade e vida para todo projeto em que ele toca! Caleb é um desses artistas que é capaz de colocar uma personalidade única para cada personagem, até quando estão numa pose neutra e típica usada no início dos processos de design)
De um jeito, Caleb é um contador de histórias tanto como qualquer um na nossa equipe de roteiristas. Quanto mais você olha para os designs dele, mais você reconhece quão intencional cada uma das suas decisões foram e o que elas estão tentando nos contar. De vez em quando, nos fazem parar e considerar as coisas do ponto de vista de um personagem, como: “Por que a Rayla escolheria essa paleta de cores para suas novas roupas? Em que jornada ela estava e como ela adaptou o que ela vestia para enfrentar os desafios que ela encontrava?” Outras vezes, ele é capaz de incorporar elementos para nós (como audiência) procurarmos paralelos narrativos. Eu adoro buscar formatos, texturas e cores similares entre nossos personagens e seus ambientes nos designs do Caleb — muitas vezes eles são sutis e outras até inesperados! Ele realmente se coloca no mundo de Xadia e adapta qualquer personagem ao seu par de sapatos distinto.
Caleb também criou as artes da nossa série “Reflections”, e eu sempre ficava surpresa como as expressões e a linguagem corporal de cada personagem aprimorava as palavras de cada história. Ele é um mestre no que faz.
Q: Vocês passam por burnout criativo? Se sim, como lidam com isso?
DG: Todos nós passamos por burnout criativo. O verão de 2022 (inverno para o Brasil) foi absolutamente o mais cheio que já estive em minha vida em termos de quantidade de coisas que tínhamos em produção ao mesmo tempo, e tive muita dificuldade! Todo mundo é diferente, mas quase todo mundo que eu conheço já encontrou uma parede de burnout criativo em algum momento.
O que me ajudou no último verão — e o que continua me ajudando — é ter certeza de que tenho outras saídas criativas além de The Dragon Prince para continuar em frente. É difícil para mim pessoalmente focar em apenas uma forma criativa por vez, e quando me encontro com essa parede ou fico presa num problema criativo ele pode parar insuperável se eu não tiver nada para me distrair. Então, enquanto eu tento colocar o máximo de esforço e energia mental possível em TDP, eu também trabalho em outras coisas paralelamente: fanfics bobas, desenhos, cozinhar… Basicamente qualquer coisa que eu possa engajar criativamente, mas que não é meu principal projeto de foco. Coisas com “expectativas” baixas, eu acho. Coisas que são só para mim. Isso me ajuda a me sentir menos atrofiada ou presa em um problema ou parede que eu esteja vivendo no meu trabalho principal.
Dito isso, já escutei outras pessoas dizendo que só precisam tirar um tempo de fazer qualquer coisa criativa para superar o burnout! Não há vergonha alguma em deixar os seus músculos criativos descansarem!
Q: Tem algum momento em que vocês como escritores ficaram muito orgulhosos?
DG: Talvez seja uma resposta indulgente, mas estou muito orgulhosa da voz do Rex Igneous e do diálogo em geral. Nós pensamos muito na criação do personagem, e eu acho que ele é uma reviravolta divertida na ideia de “dragão que guarda tesouros”. Ele é inteligente e eloquente, mas exausto e odioso e ele continua sendo meu dragão favorito.
Q: Qual foi o maior desafio na produção durante a pandemia?
KL: Para mim, pessoalmente, os maiores desafios de trabalhar em casa durante a pandemia como ambas artista de storyboard e diretora de unidade foram 1) não poder ir em sessões ao vivo de edição com nossos editores e 2) como alguém que não mora na costa oeste da América do Norte (onde a maioria da equipe da série reside), só estar num fuso horário completamente diferente de todos. Comunicação era algo que poderia ter sido um revés, mas eu fui abençoada com colegas colaborativos que também são fãs da série!
Q: Os criadores leem a recepção das novas temporadas depois de um lançamento, em várias plataformas (Facebook, Discord, etc), ou existe uma equipe que monitora isso? É mesmo possível conseguir resistir a tentação de não ler todas as reações?
DG: Meio que vai de cada membro individual da equipe decidir o quanto que eles querem ver das reações dos fãs e engajar com eles, porque algumas vezes alguns de vocês podem ser um pouco maldosos e ainda somos seres humanos tentando nosso melhor. :’)
Mas, é importante para nós como uma equipe criativa que continuemos escutando e entendendo e aprendendo, e que tenhamos um senso do que está funcionando e o que não está. Então, nós também trabalhamos bem próximos a nossa equipe de divulgação, que acompanham bem de perto as conversas de vocês e filtram coisas críticas e construtivas para nós do melhor jeito que eles podem e sempre que podem.
É difícil resistir a tentação de apenas ler tudo que todo mundo fala sobre O Príncipe Dragão, mas com o passar do tempo eu pessoalmente me tornei um pouquinho melhor em escolher que tipo de conteúdo quero ver (o que é realmente útil vs apenas cruel). Pode ser bastante encorajador e gratificante ver as pessoas reagirem ao seu trabalho, mas também exaustivo!
Q: Qual é o jogo favorito de todo mundo da equipe? Ah, e também, alguma dica sobre escrever histórias e diálogos entre personagens? Estou escrevendo uma HQ e eu gostaria de saber os segredos!
DG: Meu melhor conselho ao escrever diálogos é sempre falar em voz alta o que você escreveu. Você vai conseguir saber quando as coisas estão soando naturais e quando soam meio esquisitas.
Meu outro conselho favorito vem de um professor da faculdade que eu tive, que é prestar atenção em como as pessoas ao seu redor falam e interagem umas com as outras. Todos têm jeitos diferentes de se comunicar. Algumas pessoas falam com frases longas e precisas, mas elas são mais lentas para falar algo porque tiram um tempo para pensar antes de dizer algo. Outras são um pouco mais energizadas, um pouquinho apressadas, e irão abrir a boca antes mesmo de sua mente os acompanhar. Pense na diferença entre Ezran e Callum. Ezran é muito mais atencioso e “adulto” no jeito que fala, enquanto Callum sempre está falando a milhões de quilômetros por hora, mesmo que isso signifique que às vezes ele tropece no que está falando. Pensar desse jeito também te leva a bons momentos de contraste, como quando Ezran se destaca quando fica confuso ou é pego de surpresa, ou quando Callum fica sério.
Faça perguntas a si mesmo, tipo: Como eu descreveria o jeito que eu falo? Meu melhor amigo? Meus pais…? Você vai começar a perceber pequenos detalhes que você não pensou antes sobre. Por exemplo, o sotaque escocês do meu marido se torna mais perceptível quando ele está irritado com algo (é verdade, e é hilário). Minha avó tem cerca de dez mil histórias engraçadas prontas para contar a qualquer momento em qualquer conversa, e elas sempre são bem contadas — ela nunca tropeça nas palavras contando elas. E o meu pai é bem reservado e profissional com a maioria das pessoas, mas vai inventar músicas sobre baseball para seus amigos próximos e família.
Ah, meus jogos favoritos provavelmente são World of Warcraft e Bloodborne.
Q Quais personagens (antigos ou introduzidos agora) têm sido seus favoritos em trabalhar neles até agora?
KL: Eu amei muito as cenas que tive com o Soren. Ele é o personagem que é um combo de tudo, que inspira um monte de comédia, cenas de ação legais, e ele está muito em contato com seus sentimentos. Como artista e fã, tem sido incrível expandir o arco de personagem do Soren e ver onde vai dar! (E não posso deixar de lado o sábio Isca. Ele é o melhor.)
PV: Eu escrevi um episódio para uma temporada futura sobre o Soren e o Corvus indo numa aventura e me diverti muito com esses dois! Eu adoro a junção estranha de um personagem bobo com um que relutantemente tenta manter o palhaço na linha. E eu amo que, por trás das piadas e do revirar de olhos, tem uma amizade verdadeira e respeito entre eles.
Q: Que presente vocês dariam (ou cozinhariam) para Rex Igneous afim de evitar morte certa?
JC: O que você dá para um dragão que tem tudo? Um iPad, acho. Ninguém precisa de um iPad, mas eles são bem divertidos. Ou um traje bonito. Conhecemos Rex descansando em uma banheira quente então acho que ele é um dragão que compreende luxo.
MS: Não chegarem nem PERTO de um lugar chamado “O Caminho do Desespero”, mas te darei uma sobremesa para te acompanhar. Isso deve funcionar. Espero.
PV: Eu daria uma lâmpada solar. Ele com certeza não recebe Vitamina D o suficiente embaixo daquela montanha.
ER: Um purificador de ar. Não tem janelas lá embaixo, então o ar deve ser muito mofado.
Q: Quais são as fontes primárias favoritas dos membros da equipe?
MS: Tenho permissão para dizer Magia Sombria? Sim, é moralmente questionável, mas a estética é incontestável. Eu pararia depois da minha primeira mecha branca! Provavelmente.
PV: Quero dizer, a das Estrelas é bem definitiva. Eu quero abrir portais estranhos e esconder coisas como a Stella.
JC: Eu gosto bastante da do Oceano. Nós ainda não vimos muito dela na série principal, mas do jeito como nossos oceanos são profundos, estranhos e diversos, tem um monte de profundidade escondida na fonte primária do Oceano. Magia surpreendente, elfos do Oceano encantadores e únicos, e outras coisas secretas que ainda não posso falar sobre!
ER: A das Estrelas. Mais por causa dos unicórnios.
Q: Se você fosse algum elfo em Xadia, qual você seria?
JC: Elfo da Terra! Conhecemos alguns agora, e algo que temos em comum é o senso de humor e calma ao se tratar da vida. Mesmo quando as coisas saem do controle, eles se mantém com o pé no... chão. Mas acho que sou mais o N’than que o Terry, quando se trata de nervosismo.
PV: Eu cresci nadando e amo ficar na água, então provavelmente um elfo do Oceano. Aliás, você vai conhecer um elfo do Oceano na quinta temporada que eu, as vezes, me identifico muito.
ER: Elfo da Lua. Ficar invisível pode ser útil. Mas sou péssima em sotaques, então eu ficaria excluído de algum jeito.
MS: Elfo da Terra. Suspeito de estranhos e protejo meu território ferozmente.
Q: Qual foi a cena favorita de vocês na 4ª temporada e por quê?
MS: Eu amo a cena dos “dois bolos”. Ótimo conselho, e mais bolo para todo mundo!
JC: O final do 4x04 (Através do espelho)! Aaravos fazendo coisas típicas de Aaravos, sendo sarcástico, soprando beijos. É um jeito incrível de dar aos nossos heróis um vislumbre do que eles estão contra.
PV: Eu gostei do Soren dando conselhos para a Rayla para “dar um jeito no estranho” e que “o coração faz o que faz, e não faz o que não faz”.
ER: Eu pessoalmente amo a cena entre o Soren e a Claudia em que depois de anos eles tem sua primeira conversa significativa. Em certo ponto, Soren segura gentilmente uma borboleta enquanto eles discutem. Esse momento mostra o quão diferentes eles se tornaram, porque a Claudia não teria sido tão gentil com essa borboleta. Soren coloca de um jeito apropriado, e hilário: “Claudia, eu não acho que nós temos os mesmos sentimentos nos ossos.”
KL: Todo o momento do Callum sendo possuído pelo Aaravos foi muito legal! Esse é um elemento de O Príncipe Dragão que tinha sido só insinuado antes, mas que não tínhamos visto acontecer ainda, e foi assombroso!
Q&A - QUARTA TEMPORADA
PERGUNTAS SOBRE DESENVOLVIMENTO DA QUARTA TEMPORADA
Q&A COMPLETO
Q: Teve alguma cena na 4ª temporada que foi difícil de fazer (emocionalmente e/ou tecnicamente), mas vocês fizeram mesmo assim pelo bem da história?
DG: Em termos de escrita, nós colocamos bastante esforço no planejamento do final do episódio três, onde Claudia luta com Ibis. A cena — combinada com a cena intercalada do discurso do Ezran — precisou de muitas coisas para dar certo. Primeiro, o discurso do Ezran precisava ressoar e parecer que veio diretamente do seu coração — e de um lugar de vulnerabilidade, porque suas suposições precipitadas e ingênuas sobre paz haviam sido desafiadas. Segundo, Sasha (voz original do Ezran) precisava arrasar na entrega emocional na performance para o Ezran… e ela conseguiu! Terceiro, a equipe de storyboard e o diretor do episódio precisavam executar algo realmente complicado entre duas cenas simultâneas.
Quando você assiste a cena agora, vai perceber algumas partes em que Ezran aparece na cena de luta entre Claudia e Ibis — isso não estava no roteiro! A equipe de storyboard achou uma forma muito inteligente de fazer as cenas ainda mais tematicamente conectadas visualmente do que nós como roteiristas havíamos pensado inicialmente. O discurso de Ezran em contraste com a violência acontecendo entre Claudia e Ibis ilustra os desafios que ele tem que enfrentar como líder: esse é um mundo que algum dia será capaz de atingir a paz?
Quanto a luta de Claudia e Ibis, nós tínhamos alguns objetivos. Nós queríamos que ela começasse como uma “briga de magos” — com os personagens lançando feitiços e superando a magia do outro, verdadeiramente algo do gênero de fantasia — mas lentamente se transformar em algo físico, mais pé no chão e assustador e real. A referência de Aaron para essa cena foi uma luta do filme “O Resgate do Soldado Ryan”. Pegando uma referência tão pesada por sua ressonância — “duas pessoas lutam por suas vidas, lentamente ficando mais e mais exaustas fisicamente, e ambas sabem que não podem vacilar ou a outra vai matá-la primeiro” — e traduzindo isso para uma audiência muito mais nova foi uma tarefa delicada por si só, e achamos que as equipes na Bardel fizeram um trabalho fantástico.
KL: Tecnicamente, é sempre difícil animar personagens do tamanho de humanos com arquidragões gigantes e não quebrar o banco! Especialmente quando seu dragão está tendo um colapso (veja: Rex Igneous em “Fuga de Umber Tor”). Ritmo é sempre um desafio, não importa se estamos trabalhando com mais ação ou momentos emocionais. Como artistas e diretores, nós estamos sempre tentando contar visualmente a melhor versão da história que respeita tanto a visão dos roteiristas como a nossa.
Q: Minha pergunta é sobre a 4ª temporada, teve algum ponto da trama ou algum momento em particular que ocorreu alguma grande mudança do início ao fim? Qualquer coisa que tenha acontecido na história que originalmente era totalmente outra coisa mas acabou sendo uma muito diferente?
DG: Quando começamos o brainstorming da visita de Zubeia à Katolis, nós pensamos em ter alguns torneios de jogos entre elfos e humanos, mas rapidamente se tornou algo que seria difícil de alcançar e animar ou dar o espaço necessário na trama para ser efetivo. Mas, imagine: corridas de dragão!
AE: Xadialimpíadas!
Q: Se houver, teria como vocês compartilharem alguma cena cortada ou deletada da quarta temporada?
DG: Irei compartilhar duas.
A primeira é do episódio 4x09 ("Fuga de Umber Tor"), que tivemos que cortar por tempo e tom, visto que não encaixou bem com a vibe das últimas cenas antes mesmo de levarmos para a fase de animação. Mas, eu amo esse diálogo do primeiro esboço entre Janai e Amaya no final da temporada, então aqui está:
DG: E uma cena mais desnecessária e bem bobinha (por isso cortada do episódio por tempo e dinâmica) do episódio 4x08 ("Rex Igneous"):
Q&A - QUARTA TEMPORADA
PERGUNTAS SOBRE DESENVOLVIMENTO DE PERSONAGEM
Q&A COMPLETO
Q: Sobre os designs dos personagens, há rascunhos ou ideias que mudaram durante a criação da série?
HH: Eu lembro distintamente que o Corvus era descrito como um tipo de cara áspero, velho, meio “Geralt de Rivia em Witcher 3”, mas então Dorothy Yang o desenhou muito bonito e mais jovem, então foi reescrito como jovem, bonito “Geralt de Rivia em Witcher 1”.
CT: Todo personagem é um processo colaborativo divertido em que mudanças sempre são feitas! Basicamente todos eles possuem diversas iterações e eu me divirto vendo os primeiros conceitos de um personagem vs. sua versão final!
Q: Minha pergunta é sobre nosso vilão favorito, tão elegante e malicioso 😊. Como vocês criaram o Aaravos? Qual foi sua ideia inicial para fazê-lo tão manipulador (e bonito)? E sobre seu design?
AE: A ideia inicial não era necessariamente que Aaravos era manipulador. Na verdade, desde o princípio, queríamos estabelecer sua própria declaração de que ele nunca mente. No entanto, queríamos e ainda queremos que ele seja misterioso na questão se ele é, fundamentalmente, benevolente ou nefasto.
Para seu design, traçamos do arquétipo bíblico de Lucifer – que dá conhecimento aos humanos mas ao fazer os corrompe e os traz ao pecado. Mas também traçamos do arquétipo mítico de Prometeus – que dá à humanidade o fogo, para evoluí-los, mas é punido pelos deuses pelo o que fez. De certa maneira, são a mesma história, mas a primeira é um corruptor e a segunda é um doador em sacrifício de si, que desafia os deuses arrogantes. Em parte é questão de perspectiva, e outra é questão de intenção.
Enfim, Aaravos é complicado e confuso em várias maneiras, e nossos designers brilhantes o fizeram super sexy para complicar!
Q: Foi difícil envelhecer os personagens em 2 anos? Especialmente Callum e Ezran?
CT: Embora tenha sido um pouco complicado colocar Callum e Ezran em um bom lugar para seguir em frente, eu pessoalmente me alegro em explorar personagens em diversas idades. O desafio acaba sendo uma boa oportunidade de adentrar na narrativa e/ou possibilidades estéticas. E, mesmo que nem toda ideia é usada, ainda é divertido imaginar e colaborar com todo mundo!
Q: Qual a sua ideia ao fazer o design dos novos visuais? Eles refletem algo em particular do que o personagem possa ter passado durante o salto de 2 anos do tempo, em relação ao crescimento deles?
CT: O objetivo era envelhecer todos os personagens de uma maneira que os amadureça mas manter suas características que os fazem reconhecíveis. De todos, acredito que a Rayla teve mais espaço para se desvencilhar de sua antiga aparência visto que ela estava em sua própria missão pessoal.
Q: Qual foi o processo para criar novos personagens nessa temporada? Como vocês sabem quando introduzir um novo personagem vs. trazer um personagem antigo de volta?
DG: Para criar novos personagens para a quarta temporada em específico, o tema da temporada é Terra, então queríamos explorar essa fonte primária e personagens conectados a essa parte de Xadia. Sabíamos bem cedo que contaríamos uma história em que os personagens embarcam numa jornada para Umber Tor para encontrar o Arquidragão da Terra, Rex Igneous. Daí, tivemos que preencher os detalhes, sempre pensando nos meios temáticos de sintonizar o ritmo da história maior. Foi assim que escolhemos uma história em que os heróis encontram um elfo da Terra para ajuda-los a navegar por Umber Tor, que nos levou a introduzir N’than e os antagônicos Caçadores de Dragões.
Q: A representação trans através do Terry foi uma das minhas coisas favoritas nessa temporada. Foi muito similar à minha própria experiência, então estive me perguntando como é fazer um personagem tão identificável dessa forma? Possuíam pessoas trans na equipe que ajudaram a fazer com que essa história fosse contada com tanto zelo?
DG: Estamos muito felizes que ele ressoa com você! Nenhum dos escritores de O Príncipe Dragão se identificam como trans, então queríamos ter certeza de que a forma que abordaríamos a caracterização do Terry seria com muito cuidado e contribuição de fora de equipe o quanto possível. Tivemos sorte que a Netflix nos apoiou imensamente nisso: Eles nos conectaram com a GLAAD (Aliança Gay e Lésbica Contra Difamação, uma organização estadunidense que visa monitorar como a mídia retrata pessoas LGBTQIA+), que leram nossos roteiros, fizeram comentários de volta e nos ajudaram a desenvolver a cena que Terry se abre com Viren sobre sua identidade. O dublador do Terry, o incrível Benjamin Callins, também ajudou bastante no processo, e opinou sobre o design do Terry. A pessoa que fez o design do Terry também se identifica como não-binário!
Q&A - QUARTA TEMPORADA
PERGUNTAS SOBRE O PROCESSO CRIATIVO
Q&A COMPLETO
Q: Como vocês construíram o lore do mundo? Pergunto isso porque jogo muitos RPG tabletop e gostaria de saber se vocês têm dicas em construção de mundo, visto que tanto Avatar quanto O Príncipe Dragão possuem um lore excelente.
DG: Tenho uma resposta complicada para isso, e muitos escritores e criadores terão respostas diferentes, visto que não há uma “maneira correta” de criar um cenário.
Algumas pessoas gostam de uma abordagem focada na construção de mundo: Irão primeiro pensar em termos muito amplos sobre o cenário e considerar questões do panorama geral, como o funcionamento das sociedades, as mecânicas do sistema de magia, a flora e fauna, etc...
Para O Príncipe Dragão, não iniciamos com muita construção de mundo, e o enquadramento da história ampla naquele momento era bem simples: 3 aliados improváveis de lados opostos de um mundo dividido descobrem um segredo que pode parar uma guerra entre seus povos. Ou seja, focamos nos personagens primeiro – quem eles são, sua personalidade, seus relacionamentos entre si e a jornada que tomariam até Xadia.
Os personagens e suas jornadas ditaram que detalhes da construção de mundo deveríamos focar primeiro: Se Callum e Ezran são de um reino humano chamado Katolis, como é esse reino? Se Rayla é uma elfa, o que isso significa? Há vários tipos de elfo? Qual é o tipo dela? O que significa que ela é uma assassina? O ovo de dragão irá chocar um dragão muito poderoso – que tipo, e o que isso significa para os pais do dragão/sua linhagem?
Nós preenchemos o que precisava ser preenchido, mas deixamos uma boa parte de Xadia em aberto. Na verdade, nenhum dos outros reinos humanos possuíam nomes até a segunda temporada, quando a direção da história (especificamente, a interação de Viren com a Pentarquia) demandava que déssemos mais atenção a eles. Isso nos ajudou a não nos colocar em muitos becos sem saída ao colocar muitas “regras” ao universo.
Mas novamente, isso é só como nós escolhemos abordar a história como o time criativo até agora. Outros criadores/escritores/etc. preferem os limites e restrições de mais regras de construção de mundo como parte de seu processo criativo!
Nossa abordagem mudou um pouco quando fizemos Tales of Xadia também. Tabletop RPGs geralmente demandam uma construção de mundo mais adiantada que uma série animada. Tivemos discussões mais aprofundadas sobre o cenário até aquele ponto e conseguimos esclarecer o panorama geral do mundo de Xadia. No entanto, quando trabalhamos na série em si, as necessidades da história e dos personagens ditam o que vai para a tela.
Q: Para a equipe de escrita: como vocês monitoram a história geral, lore e construção de mundo? Qual sua memória favorita da sala dos escritores na quarta temporada?
DG: Monitorar a história geral é muito mais desafiador do que você pensa. Nós opinamos todo tipo de coisa ao longo do desenvolvimento que nem sempre persistem até o roteiro final, e até os mais veteranos de nós se encontram perguntando espera, qual versão que a gente mais tinha gostado mesmo?
Então, como somos um pouco avoados, compartilhamos muitas das responsabilidades de anotar o que finalizamos, discutimos e colocamos como a “visão” para cada ponto da história. Na prática, significa que temos VÁRIAS anotações. Toda reunião, toda ideia, toda discussão é anotada por alguém no time, seja o assistente do escritor ou o escritor responsável por um episódio em específico, e fazemos nosso melhor para nos organizar com essa pilha de anotações
Mas monitorar a história não para por aí!
Uma coisa que tento enfatizar para escritores (e pessoas no geral tentando entender o processo de produção) é o quanto comunicação e clareza é necessário para fazer uma série animada: centenas de pessoas trabalham em O Príncipe Dragão, e cada um de nós está constantemente se empenhando em alinhar uma visão para cada episódio, roteiro, cena e filmada da série. Muitas vezes nosso trabalho como escritores e produtores é reiterar o que está escrito no roteiro várias vezes, descrever a intenção detrás de tudo e colaborar com o time mais abrangente (artistas de board, animadores, etc) para trazer à vida a visão que temos de forma que seja impactante e viável dentro dos limites da produção. É um trabalho árduo que acontece na arte de escrita e storytelling – comunicação e colaboração são as chaves do sucesso de O Princípe Dragão.
PV: Para responder sua segunda pergunta: Uma das minhas primeiras memórias da sala dos escritores não foi da quarta temporada, mas da quinta. Quando eu e Eugene Ramos entramos como escritores da equipe, estavam fazendo o que chamamos de “destrinchar a história”, compreender os pontos principais, para um episódio na quinta temporada que é... uma jornada super emocional para os personagens. E foi uma história muito difícil de destrinchar! Eu lembro de fazer pausas onde todos iriam para longas caminhadas para clarear nossas ideais. Devon falou várias vezes para mim e Eugene que isso não era normal, que era um episódio excepcionalmente difícil. Mas agora que o episódio está quase terminado, devo dizer, que o nosso bate cabeças (metafórico e literal) contra a parede valeu muito a pena. É um episódio muito legal. Há piratas nele. Se preparem para a quinta temporada, pessoal.
Q: Produzir os episódios em pequenos blocos influencia a abordagem do time ao escrever a série quando se trata da história abrangente da saga?
DG: Acredito que há um equívoco aqui. Não desenvolvemos a série em pequenos blocos. Ao contrário, estamos trabalhando no arco “O Mistério de Aaravos” (ou seja, temporadas 4-7) ao mesmo tempo!
O que significa que, na prática, enquanto estávamos terminando os toques finais dos episódios da quarta temporada, a quinta já estava se aproximando da animação final e entrando na fase chamada LRC (luz/sombra/composição), onde os episódios começam a parecem reais, mesmo havendo ainda muito trabalho a ser feito. E enquanto tudo isso estava acontecendo, estávamos escrevendo roteiros mais avançados na saga. Essa foi a abordagem que usamos quando desenvolvemos as temporadas 1-3, e falamos mais desse processo aqui.
Isso significa que nosso time teve o privilégio de considerar as histórias de todas as quatro temporadas de uma vez ao invés de se preocupar que não teríamos outra temporada e compartimentalizar. Não tivemos que vir com “um final” prematuramente, e pudemos pensar na narrativa abrangente de cada temporada individual como se fosse “uma grande história”. Isso não significa que iremos saber ou resolver cada detalhe antecipadamente, claro – ainda temos prazos, orçamentos e limitações – mas nos deu muita liberdade para o ritmo e tom da série escalar e ser construído ao longo das temporadas 4-7. Esperamos que o resultado desse privilégio se torne aparente conforme o arco “Mistério de Aaravos” continua.
Q&A - QUARTA TEMPORADA
PERGUNTAS SOBRE AS INSPIRAÇÕES
Q&A COMPLETO
Q: Qual foi a inspiração para O Príncipe Dragão?
JR: Houveram e há diversas inspirações, como jogar Dungeons & Dragons na infância, ler todos os livros de fantasia, TV, filmes, o que você puder imaginar. Mas o principal propulsor para O Príncipe Dragão foi quando começamos a falar sobre tipos de magia.
E se tivesse uma magia muito difícil? Uma que requeresse anos de trabalho duro, dedicação e talento para usar e masterizar. E uma que fosse muito mais fácil? Um atalho, mas um grande obstáculo. E se somente um tipo de pessoa ou pessoas nascessem naturalmente conectadas à magia e outras não? Como esse mundo seria?
Esse foi o início da série.
Q: (1) Por que vocês acharam que valeria a pena contar uma história sobre um grupo de crianças salvando o mundo? Como acharam que a audiência iria se conectar? (2) Quais foram as partes mais desafiadoras ao criar a série? (3) O que vocês esperam que a audiência absorva da série?
JR: Quando você está lidando com uma história que tem, como essencial, um mundo cheio de violência geracional, ódio e mal entendidos, alguns dos personagens mais interessantes são aqueles na posição de mudar o estado das coisas. E apesar de adultos serem geralmente os que possuem o poder e quem nos inspiramos para mudar, eles nem sempre são os mais capazes. As vezes, recai sobre a próxima geração – especificamente, crianças e adolescentes – quebrar o ciclo. Para ter sucesso e salvar o mundo onde seus pais e avós não puderam.
No caso de O Príncipe Dragão, sentimos que é uma história que vale a pena ser contada porque é real e identificável. E esperamos que aqueles que assistem – crianças e adultos – possam ver algo de suas próprias vidas ou de si mesmos que eles possam responder. Algo que eles possam refletir sobre ou potencialmente tentar mudar ou abordar sob um novo ângulo.
É por isso que intencionalmente fizemos essa série para uma audiência mais ampla possível. Amaríamos que iniciasse conversas significativas entre crianças, adultos, e entre ambos. Porque, apesar de Xadia ser cheia de magia e dragões e elfos, há muitas conexões e conflitos humanos que permeiam toda a história – e esperamos que esses momentos abram portas para os fãs (para encontrar e conversar um com os outros) que talvez não poderiam ter de outra forma.
Q: Qual o período, países e culturas (se houver) que inspiraram o contexto, vestimentas e design da série? E como isso mudou com os novos designs da quarta temporada?
DG: Antes que nossos artistas fizessem algo real, bonito e espetacular, conversamos um pouco sobre a série ter um visual “moderno”. Significa que queríamos todos os adornos do contexto do gênero de fantasia clássica, mas com um visual elegante e estilosa para as silhuetas, vestimentas, armaduras e armas dos personagens. Acho que você pode encontrar resultados desse objetivo em coisas como a jaqueta do Callum, que possui um estilo moderno em suas formas e costura! E também coisas como a mochila do Ezran ser coberta em pins, a armadura da Rayla (e a metalurgia dos elfos da Lua em geral) ter um visual elegante/leve/ajustável ao invés de uma “armadura pesada” de gêneros de fantasia mais tradicionais, e um sentimento no geral de “engenhoca” nas armas dos elfos da Lua, etc. Não mudou muito na quarta temporada, só evoluiu com os próprios personagens
Nossa líder de franquia, Emily, falou um pouco sobre o tópico aqui.
Q: Sempre admirei a escrita dos personagens de O Príncipe Dragão por terem arcos interessantes e personagens simpáticos. O que inspirou a caracterização na série?
PV: Estamos muito felizes que você gostou dos personagens e seus arcos! Eu era fã da série antes de me juntar como escritora na quarta temporada, e esse também era um dos meus aspectos favoritos. Agora que trabalho em O Príncipe Dragão, posso definitivamente lhe dizer que a complexidade dos arcos é muito intencional. Todos os personagens possuem falhas em diferentes maneiras e lições que não serão aprendidas facilmente. Mas, quando finalmente vermos os personagens demonstrarem seu crescimento, vai ser muito bom e merecido!
Olhe a Rayla, por exemplo. No final da terceira temporada, ela viu os benefícios de trabalho em equipe e apoiar-se nos outros. Ela descobriu que seus pais não abandonaram seu posto como Guardas do Dragão, e que ela não precisa compensar ou se punir pela suposta traição deles. Mas, só porque Rayla teve essas experiências não significa que absorveu completamente essas lições. Afinal, ela passou sua vida inteira como filha de assassinos – ela viveu sob seu código de sacrifício próprio, de fazer o que for necessário para terminar a missão. E ela tinha tanto medo de falhar (lembre-se que todos pensaram que os pais da Rayla falharam na missão deles, e que ela também falhou na sua). Então, quando ela temeu que Viren ainda poderia estar vivo, seus instintos e treinamento tomaram a frente. Ela colocou esse fardo sobre seus próprios ombros, e saiu por ela mesma para encontra-lo. Não era a coisa mais lógica a fazer baseado nas recentes revelações, mas era uma coisa muito da Rayla.
Mas quem sabe, talvez em futuras temporadas ela verdadeiramente irá aprender a se apoiar nos outros e parar de se punir o tempo inteiro. Assista para descobrir!
Q&A - QUARTA TEMPORADA
PERGUNTAS SOBRE O UNIVERSO EXPANDIDO
Q&A COMPLETO
Q: As próximas temporadas vão ganhar um livro de "The Art of The Dragon Prince" também? (perguntando para minha coleção)
AE: Eu espero que façamos algo para as temporadas de "O Mistério de Aaravos"...
EM: É o objetivo!
Q: Terá mais livros e graphic novels no futuro, e mais sobre o intervalo de dois anos entre a 3ª e a 4ª temporada?
EM: Sim! Temos uma nova graphic novel, Puzzle House e a próxima novelização, Book Three: Sun, para lançar no final do inverno/começo da primavera de 2023. Também estamos no processo de começar nossa próxima graphic novel depois de Puzzle House, e posso dizer a você que é uma história linda sobre família e de construção de confiança!
E eu adoraria cobrir diferentes partes do intervalo de dois anos em alguma das expansões focadas na história que estamos planejando. Devon e eu têmos discutido algumas ideias bem legais e interessantes que estou animada para explorar.
Q: Há alguma nova mercadoria lançando em breve que vocês podem compartilhar conosco?
EM: Sim! Nós lançamos novos designs de camisetas com a Hot Topic e uma nova parceria com a joalheria What’s Your Passion que estou muito animada. Fique ligado!
Q: Se os 63 episódios estão estritamente fixados, há alguma chance de um spin-off ser criado para explorar as histórias não tocadas na série, como Through the Moon?
AE: Xadia é grande e maravilhosa, e há eras com histórias ótimas que amaríamos contar…
DG: Iríamos amar escrever algo sobre as Guerras dos Magos um dia!
Q: Irá ter um DVD e BluRay de The Dragon Prince?
AE: Acho que sim? Quais extras você gostaria de ver em algo desse tipo? Ou você ficaria feliz apenas com uma caixa/embalagem bonita? Na sua mente, há valor em ter uma versão física disso, ou um produto digital com alguns extras legais te saciaria?
Q&A - QUARTA TEMPORADA
PERGUNTAS DIVERSAS
Q&A COMPLETO
Q: As culturas dos elfos são inspiradas nas culturas humanas do mundo real? O mesmo para os Reinos Humanos?
EM: Culturas élficas e humanas por todo o continente de Xadia vem de várias inspirações.
Os Reinos Humanos provavelmente tem a influência mais direta do mundo real, mas mesmo assim não é intencional ser um paralelo direto. Para Evenere, por exemplo, procuramos culturas ao redor do mundo que tivessem conexões próximas a pântanos, mangues e rios, como o Cajun Bayou, a Floresta Amazônica, as florestas de várzea na Malásia, etc. Nós sempre tentamos lançar uma rede ampla quando buscamos inspiração, então usamos esse conhecimento como um ponto de partida para discussão e criação.
Para os elfos, frequentemente olhamos para sua fonte primária e consideramos os traços e preferências que naturalmente influenciariam na cultura ao invés de pesquisar algo específico no mundo real (mas não quer dizer que não surge como uma fonte de inspiração, também). Por exemplo, trabalhando com os elfos do Céu, nós sabíamos que sua cultura era mais individualista e nômade, valorizando a liberdade acima de tudo. Como os elfos do Céu vivem, se vestem e se expressam é construído baseado nesse conhecimento.
Ao construir essas culturas ou expandi-las – como para Tales of Xadia – consideramos qualquer lore já estabelecido e usamos isso como proteção para pesquisas e brainstorming adicionais! Como exemplo, quando estávamos desenvolvendo Ponmalar (um personagem eveneriano jogável de Tales of Xadia), um dos artistas compartilhou um conceito de um arco gigante para sua arma.
Olhando para o design do arco e levando em conta o ambiente pantanoso de Evenere e uma comunidade mais insular, nossa equipe interna discutiu que isso provavelmente significaria que seu tipo de arqueria seria como a de um sniper – elu ficaria esperando por horas por um tiro preciso vs. disparar rápido contra qualquer alvo. Então, sugerimos aumentar a camuflagem de Ponmalar. Eu achei que seria legal se sua capa lembrasse a de Ashitaka de Princesa Mononoke, mas feita com as folhas e outras folhagens que se misturariam fácil ao pântano.
Q: Vamos ver os dois guardiões de pedra de novo? E há planos para mais lore dos golems em Xadia no geral?
AE: Sim.
Q: Vamos ver algum dia o que é uma surpresa de uva-da-lua?
AE: Oh, sim. Você vai ver até um novo personagem baseado numa surpresa de uva-da-lua.
Q: Já existiram híbridos de elfo/humano? É possível?
AE: Sim. A Devon provavelmente vai me lembrar que reconhecer isso vai criar vários tipos de especulação e estranhezas no fandom, mas é a verdade. Não tenho certeza de que eles se chamariam de "híbridos", mas sabemos o que você quer dizer.
Q&A - QUARTA TEMPORADA
PERGUNTAS SOBRE MAGIA
Q&A COMPLETO
Q: Magia Sombria é viciante?
AE: Não. Não em nenhum tipo de senso moderno da palavra. Mas, como em várias coisas que estão além dos nossos limites morais normais, assim que alguém começa com magia sombria, provavelmente essa pessoa continuará a praticar a não ser que ela propositalmente e conscientemente decida parar.
EM: Magia sombria também amplifica os valores e emoções do mago que usa ela, quaisquer que sejam esses valores e emoções. E, através disso, ela deixa um traço de corrupção a cada uso, eventualmente se manifestando nos sinais físicos que vemos em magos como Viren e Claudia.
Q: Qualquer humano pode usar magia se souber como o arcano funciona? Até sem rochas primárias?
AE: O que você acha? Há algo único sobre Callum que o torna capaz de fazer isso enquanto outros humanos não conseguem? Ou ele foi apenas o primeiro humano em eras a desafiar os pessimistas e persistir até que descobrisse algo importante?
Q: As fontes primárias interagem em pares como se fosse um diagrama das cores? Por exemplo, fontes aliadas e opostas, magia do Sol e das Estrelas se opõem em seus valores?
AE: Acredito que há equilíbrios naturais e conjuntos dentro da magia primal.
Q: Tenho uma pergunta muito nerd para fazer sobre feitiços primários! Na série, nós vimos Callum falhar em lançar o feitiço “fulminis” porque ele não sabia a palavra dracônica. Minha pergunta é: alguém que é mudo pode usar magia primária? Seria interessante se a Amaya se conectasse a um arcano, e então usasse língua de sinais para as palavras dracônicas - o feitiço ainda funcionaria?
AE: Sim! Quem é mudo pode usar língua de sinais para os feitiços.
Q: Numa entrevista há alguns anos vocês mencionaram algumas coisas interessantes sobre como a magia funciona no universo de TDP. Lá também foi mencionado algo que vocês chamaram de "Magia Profunda". Vamos ver/ouvir mais sobre isso nas próximas temporadas? Ou sobre a mecânica da magia em Xadia?
AE: Há um feitiço importante de Magia Profunda na próxima temporada.
Q&A - QUARTA TEMPORADA
PERGUNTAS SOBRE DRAGÕES
Q&A COMPLETO
Q: Dragões podem morrer de velhice ou eles só continuam envelhecendo?
EM: [Insira o Legolas falando “Essa floresta é velha, muito velha, cheia de memórias... e de raiva”] Se dragões morrem de velhice, é uma idade muito avançada em escala astronômica que humanos não conseguem imaginar...
Q: O que dragões comem?
AE: O que eles quiserem! Eles possuem dietas diversificadas...
Q: Por que o dragão que Soren tentou matar na segunda temporada não fala? Apenas Arquidragões podem falar?
JR: Pyrrah certamente pode se comunicar, mas não pode falar. Apenas Arquidragões desenvolveram a habilidade de se comunicar com palavras com humanos e elfos.
Q: O que é um arquidragão? É um cargo eleito ou tipo, um ancestral comum? Depois que Luna Tenebris morreu, teve um novo arquidragão da Lua?
AE: Arquidragões são dragões extremamente raros que são especialmente inteligentes, grandes, poderosos e conectados à uma fonte primária específica. E houveram vários arquidragões da Lua incluindo Luna Tenebris e seu herdeiro inadequado.
Q: Quantos arquidragões de cada fonte primária podem existir ao mesmo tempo? Nós sabemos que ambos Avizandum e Zubeia eram arquidragões do Céu que existiram ao mesmo tempo.
AE: Não há um limite específico, mas eles são muito raros.
P: Haverá um arquidragão de Magia Sombria?
AE: Eu suspeito que isso não seria um tipo de dragão que nasce naturalmente…
Q&A - QUARTA TEMPORADA
PERGUNTAS SOBRE OS ELFOS
Q&A COMPLETO
Q: Todos os elfos são vegetarianos ou eles possuem dietas similares aos humanos?
AE: Vegetarianismo é muito comum na cultura élfica. Alguns elfos veem comer carne como comparável a praticar magia sombria.
Q: As marcas nos olhos da Rayla são de nascença ou maquiagem? Ou são tatuagens?
AE: São como tatuagens de henna, mas duram por muito mais tempo.
EM: Elfos oficialmente possuem o MELHOR e mais forte delineador.
Q: Por quanto tempo cada tipo de elfo vive? Aaravos possui milhares de anos, mas e sobre elfos da Lua, por exemplo?
AE: Não há uma resposta clara e consistente. A expectativa de vida média parece variar, mas elfos geralmente vivem mais que humanos.
Q: Como funciona a idade dos elfos do Sol? Sabemos que eles vivem mais, porém Aditi parecia jovem quando desapareceu (e não em uma idade de avó), e parece que Janai e Khessa se lembram dela, e é mencionado no Callum’s Spellbook que Khessa foi a que assumiu o trono após sua morte.
DG: Khessa, Janai e Karim se referem a Rainha Aditi como sua “avó” apesar de ela ser de várias gerações antes deles. Ela é uma figura extremamente importante em sua linhagem!
Q: Os elfos da Lua possuem poderes especiais ou tem um grupo de elfos que usam a Lua de Sangue ou o Eclipse Lunar?
EM: Nem todos os elfos da Lua possuem a habilidade de se conectar com seu arcano e se tornar praticamente invisível do jeito que Runaan e os outros assassinos conseguem durante a lua cheia – é uma habilidade que tipicamente devem treinar bastante (mas alguns possuem um talento natural, como Rayla). Mas é dito que, como as fases da lua, há diferentes formas para as habilidades dos elfos da Lua se apresentarem ou aprimoradas. A Caçadora da Lua de Sangue, por exemplo, bebe literalmente sangue para magnificar seus poderes... e talvez também sua conexão com o próprio véu entre vida e morte.
AE: Kim’dael usa um ritual sombrio para infundir sangue com a luz da lua cheia... permitindo que ela faça coisas unusuais.
Q: O que aconteceu com os elfos das Estrelas? E por que eles são considerados “seres divinos” se também são capazes de fazer o mal?
AE: Respondendo à sua primeira pergunta, você irá descobrir mais nas próximas temporadas! Respondendo a segunda: Não tenho certeza se usei o termo “seres divinos” na série ou em novelizações para descrever os elfos das Estrelas. Zubeia disse que Aaravos era um “ser dos Céus”, mas nós queremos na verdade dizer “seres celestiais”, “celeste” indicando o vasto cosmos acima, não necessariamente como o lugar que as pessoas boas vão após a morte para tocar harpas com anjos, se isso faz sentido...
Q: Veremos algum elfo do Oceano em um futuro próximo?
AE: Veremos mais de um elfo do Oceano na quinta temporada!
Q&A - QUARTA TEMPORADA
PERGUNTAS SOBRE OS HUMANOS
Q&A COMPLETO
Q: Veremos mais sobre os outros Reinos Humanos?
AE: Sim!
Q: Pode nos falar algo sobre os governantes dos reinos humanos?
AE: A Rainha Aanya ficou órfã muito jovem, como você sabe, mas aqui algo que não: Ela possui um irmão mais velho adotivo chamado Grark, que é um guerreiro excepcional.
Q: Na quarta temporada vemos um pouco de como as relações elfo-humano estão sendo construídas, mas também quero muito saber qual é a situação entre os reinos humanos após a Batalha Final da terceira temporada.
AE: Katolis é definitivamente o mais “pró-Xadia” dos Reinos Humanos, e Duren é particularmente conectado com Katolis – parcialmente por causa da amizade entre Ezran e Aanya. Os outros reinos se mantêm mais céticos e desconfiados de Xadia (e elfos e dragões).
Entre os reinos humanos especificamente, imagino que teria uma vagarosa tensão entre Neolandia e Duren após o que aconteceu... Mas, também suspeito que até mesmo o Rei Ahling pode conceder que Kasef foi longe demais e era parte de um esforço literalmente monstruoso de guerra.
Q: Os humanos ainda estão banidos de Xadia na quarta temporada?
AE: Não estão! A fronteira criada entre os Reinos Humanos e as terras mágicas de Xadia ainda existe e é um impedimento real. Mas os verdadeiros aplicadores da fronteira eram o próprio Rei Dragão e os elfos do Sol, então circulação entre Leste e Oeste do continente está começando a acontecer de novo. Mas, os poderes estabelecidos no Oeste são humanos, e os poderes dominantes em Xadia continuam dragões e elfos.
Q: Veremos o que os outros reinos humanos pensam sobre magia sombria? Até agora só vimos Katolis, mas me pergunto se veremos magos sombrios de outros reinos.
EM: Os outros reinos humanos e seus cidadãos possuem opiniões diversas sobre magia sombria – assim como Katolis – mas suas realezas com certeza veem o benefício de se ter um mago sombrio disponível, e possuiriam um entendimento de suas habilidades.
Em Duren, por exemplo. Podemos inferir do fato que eles foram pedir ajuda à Katolis durante a crise de fome que é improvável que eles possuíam um mago sombrio para si na época, mas estavam disponíveis a trabalhar com Viren e impulsionar magia sombria para arrancar o coração do Titã pelo bem de seu povo.
Podemos também olhar para Tressal – um dos personagens de Tales of Xadia (jogo de TTRPG) que não só é meu favorito, mas também uma mago sombrio de Neolandia conectado à Corte Real. Apesar de não sabermos muito sobre ela, também estabelecemos que Evenere possui uma própria Alta Maga que serve como guardiã da Biblioteca Real
Q: O título do Viren de Lorde é hereditário (ou seja, ele herdou de sua família) ou veio com sua posição de Alto Mago de Katolis?
DG: Ele ganhou com a posição de Alto Mago de Katolis! O reino possui uma espécie de sociedade estratificada, com famílias ricas e famílias pobres e intermediárias. E Viren certamente não vem de uma família rica.