Créditos da filmagem ao Vinícius.
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Créditos da filmagem ao Vinícius.
Créditos da filmagem ao Eriol.
Créditos da filmagem ao Eriol.
A final do Terceiro Circuito Animefest de Animekê, um dia que eu aguardei muito. Acho que nunca me preparei tanto para uma apresentação como desta vez. Mesmo assim, do alto do meu perfeccionismo, achei que ainda faltaram alguns detalhes. Após alguns meses, e portanto um certo distanciamento, encontrei ainda mais problemas do que percebi na época.
Novamente não consegui pegar colocação, o que foi bastante frustrante depois de tanto esforço. E diferentemente da final anterior (em que eu cantei Akatsuki no Kuruma) ficou um gosto amargo: de ter perdido para mim mesma. O último ensaio ficou muito superior à apresentação.
Again não é uma música simples. Ao imprimir a letra, ela tem aproximadamente o dobro de comprimento em relação à média de outras músicas em japonês, sem no entanto ser mais longa em duração. Ou seja, ela é muito rápida, e lidar com a dicção foi um imenso desafio. Eu só consegui chegar num ponto em que eu me sentia relativamente segura com a dicção dois dias antes do evento! E isso não é nada bom, pois é uma falsa segurança, que pode facilmente desmoronar frente ao nervosismo comum a grandes momentos como esta final.
Aliado à dicção existe também o problema do ritmo, que nas estrofes rápidas (e nas imediatamente anteriores) deveria ficar bem marcado. Eu tive problemas exatamente com isso nesta apresentação. Além disso, eu errei uma entrada e tive confirmação dos juízes de ter perdido pontos nisso (merecidamente). Esse é um dos motivos de eu ter me sentido péssima comigo mesma, já que eu tinha conseguido fazer melhor nos ensaios. Mas não minto - as coisas ficaram melhores depois de quase uma hora de ensaio, ou seja, com a possibilidade de localizar os erros e fazer de novo, o que não é possível durante uma competição.
Outra coisa que fez muita diferença, e tem tudo pra ter influenciado no meu psicológico, foram a colocação de voz e a dinâmica da música. Nos ensaios, a música toda ficou mais encorpada e a diferença de dinâmica entre uma estrofe e outra mais clara. Neste dia não, e ao ouvir a gravação, ficou uma sensação de voz mais "fraca". Conversando com meu professor, provavelmente a grande diferença entre ensaios e o "dia D" foi simplesmente a acústica do local. Eu ensaiei em locais fechados, onde todas as frequências, especialmente meus graves, ficaram mais valorizados, sem contar a intensidade da voz. Ao não ouvir o que eu GOSTARIA de ouvir, só me retraí mais, piorando a performance.
Quanto a movimentação, tive que buscar muita coragem para fazê-la. Não é algo que eu estivesse acostumada, e Again pedia tudo, menos timidez no palco. Foi uma movimentação planejada e ensaiada sim, mas que não me deixava totalmente confortável. Assistindo ficou uma sensação de que não estava muito natural (talvez porque eu saiba que não era de fato!).
O cenismo estava combinando com a música, mas hoje eu acho que precisa de uma dose maior de "verdade" de minha parte antes de ser tentado no palco.
Por mais que eu não tenha gostado muito do resultado, houve pontos bons a se lembrar.
Quando eu comecei a ensaiar Again mais a sério, meses antes, eu sequer conseguia alcançar as notas mais altas. No tom que eu usei na apresentação, a nota mais alta da música estava simplesmente a 0,5 tom abaixo do meu limite superior de tecitura (em "voz") na época, que era uma região da voz que eu tinha pouca experiência em lidar. Fazer essas notas perfeitamente no dia foi uma vitória, sem dúvida.
Apesar do aperto, consegui aprender a letra e o ritmo a tempo. Também coloquei a cara a tapa na questão da postura de palco, e pela primeira vez, nenhum juiz mencionou isso como um aspecto negativo da minha apresentação.
Terminei com 9,1, no início bastante triste e frustrada. Escutei bons conselhos, outros porém péssimos e palavras que supostamente eram para me apoiar, mas que só me colocaram pra baixo. Neste dia, com a dor da derrota (e a pior derrota é quando perco para mim) comecei a aguçar minha intuição sobre quem realmente me ajudava a crescer e a me superar.
Nunca pensei que fosse falar isso sobre este dia, mas percebi que a derrota me trouxe coisas que a vitória talvez camuflasse. Não falo aqui sobre técnica musical, que é um aprendizado contínuo, mas sim em relação a um conhecimento mais profundo sobre mim, como intérprete e como indivíduo. Isto ninguém pode me roubar. [Renato Russo feelings =)]
__________________________________________________
Dedico este post ao Azedo e Lauro, por todo o apoio.
Créditos da filmagem ao Azedo. (sob sol escaldante)
última atualização: 22/05/14
Um 2014 de muitas (e novas) músicas!
Competi muito em 2013, mais do que em qualquer ano. Foram quatro classificatórias na Avalon, dois dias na categoria iniciante na Yamato, mais alguns Animekês Livres não filmados, terminando na Final da Avalon. O vídeo da final ainda não está no Youtube, mas assim que estiver será postado aqui.
Ficou ainda a vontade de ter competido no Ressaca Friends (não foi possível por problemas de carona). E de trabalhar ainda mais em 2014.
Tenho músicas antigas que quero melhorar (como sempre), mas acima de tudo tenho MUITAS músicas novas que quero cantar. Comecei a pesquisar playlists imensas, de 100 a 777 músicas, buscando por "top anime songs" ou similares.
A música tinha que captar minha atenção em 10 segundos ou menos, para que eu então anotasse o nome e procurasse a versão inteira. O resultado é que achei músicas lindíssimas (algumas estou penando pra achar os instrumentais), muitas eu ainda nem procurei a versão completa. Achei mais músicas interessantes do que eu conseguirei ensaiar!!! Por enquanto, parei com essa parte.
Meio sem notar eu escolhi músicas que me desafiam. Que exploram técnicas vocais que eu ainda não domino. De alguma forma eu me coloco em constante aprendizado.
Muitas delas têm desafios similares: potência, agudos extremos, impostação, transições, drives... Por isso eu acho que eu conseguirei estudar várias ao mesmo tempo.
E para resolver a questão de postura de palco pretendo entrar no Tusp em fevereiro!
...
Revendo o blog eu percebi que já não concordo com tudo o que já postei, especialmente detalhes. Decidi não "corrigir" postagens antigas. Só vou comentar os vídeos que ainda estão sem descrição.
Que venha 2014!
Um dia no qual eu acordei pensando em não competir - e ainda bem que mudei de ideia. Este é um bom resumo dos acontecimentos.
Após cantar Hana no Kusari no dia anterior, fui curtir o restante do Anime Friends. Era um local com muito barulho que acabava me fazendo forçar a voz para ser ouvida. O resultado é que ao voltar para São José dos Campos com o Azedo eu estava com pouca voz e com dor de garganta - praticamente impossível competir no dia seguinte. Fiquei sabendo na noite anterior a nota de corte, e consequentemente que eu estava classificada. Mas decidi não ir porque não conseguiria cantar.
No entanto, no dia seguinte, acordei com uma inquietação. Uma vontade de ao menos tentar. Falei com o Azedo. Decidi colocar todas as minhas fichas na música que era a melhor e mais difícil na época para mim: Akatsuki no Kuruma. Testei a voz ainda em SJC, estava razoável. Gravamos um CD com o instrumental e fomos pra São Paulo.
Eu fui ensaiando no carro, e conforme a voz se aquecia ia ficando melhor. No meio da viagem percebemos que o CD do instrumental estava riscado, e não podíamos levar pen drive.
Acabamos parando na rodoviária, compramos um CD novo, e gravamos no computador de um viajante que conhecemos ali na hora, e que muito gentilmente me ajudou. Essas coisas me fizeram ter ainda mais gás para competir, já que simplesmente chegar lá estava sendo uma aventura.
Devo dizer que a apresentação em si foi muito satisfatória se pensarmos no estado da minha garganta. Cantei com pouca intensidade - era o que dava pra fazer na verdade. Esse foi um quesito que foi apontado por um juiz que me fez perder nota.
A afinação estava boa, não consegui perceber erros nessa análise. Gostei da movimentação, meio contida devido ao retorno do som, mas bem gesticulada, confiante. A dinâmica dentro das estrofes ficou boa também, mas faltou mais potência na segunda parte para dar contraste. Coisa que eu treino até hoje, e ainda não atingi o ponto que eu gostaria.
Novamente eu sabia que não dava pra ganhar, mas eu achava que dava para ficar entre os 10 melhores do dia. Fiquei sem saber desse resultado, porque excepcionalmente o evento deu premiação apenas para o TOP 5. Não fiquei entre eles, mas achei o resultado justo e coerente, o que me animou muito a continuar competindo lá.
O AnimeFriends 2013 me deu um novo ânimo pra competir, e posso dizer que foi meu grande impulsionador aquele ano na busca de tentar me aprimorar cada vez mais.
Créditos da filmagem ao Eriol.
Outro ponto de virada na minha vida de competidora: o dia que eu conheci o concurso de Animekê da Yamato (neste caso, no Anime Friends). Vi muita gente boa já no livre, e depois eu soube que eles estavam em categorias mais altas. Mesmo na iniciante o concurso de mostrou desafiador, e após eu ver todas as apresentações do primeiro dia, eu já sabia que não daria pra ganhar. Na verdade, eu nem fui pra ganhar, pois não me preparei como gosto de fazer. Fui pra conhecer o concurso e não me arrependo.
No primeiro dia, de eliminatórias, decidi investir numa música que eu cantava bem e com tranquilidade, e a escolha óbvia foi Hana no Kusari.
Embora não dê pra ouvir bem, achei que foi uma boa performance. Pequei um pouco na fluidez em alguns pontos, algumas frases poderiam ter sido mais longas (especialmente fins de estrofe). A questão da dinâmica me pareceu mais bem dosada, mas não sei se isso se deve ao volume estar baixo como um todo. Isso não era um problema da gravação, no dia o Azedo me alertou que na plateia estava um pouco difícil de me ouvir. Provavelmente faltou eu colocar mais intensidade mesmo (um problema que era recorrente nessa época).
A afinação, até onde dá para notar, foi muito boa. A sensação que eu tive ao reassistir é que eu estava relativamente tranquila. Não me movimentei muito porque estava preocupada em me manter no ponto ótimo do retorno. Com um pouco mais de experiência na Yamato agora eu sei que dá para sair um pouquinho sim, ou gesticular um pouco mais. Quanto a expressão facial, não dá pra concluir nada xD E tbm não me lembro mais.
Resumindo, foi uma experiência bastante positiva. Eu estava fazendo aula de canto havia pouco tempo (ainda não dava pra colher resultados), readquirindo confiança em mim, e esse dia ajudou na tarefa. Fui classificada entre os 50% melhores (de 34 se não me engano). Na realidade, ficar nesses 50% não era muito difícil: todos os bons e medianos que eu lembrava apareceram no segundo dia. Fiquei com a sensação de brigar por um TOP 10, talvez. O que já era mais do que eu esperava conseguir =)
Créditos da filmagem ao Eriol.
Hana no Kusari realmente é meu amuleto da sorte: já são três classificações para finais com ela! O legal dessa vez é que nove meses depois de cantá-la pela última vez, ela ficou bastante diferente das demais apresentações.
O único problema é que a gravação ficou com alguns defeitos: uns pequenos cortes.
Por enquanto eu vou me abster de fazer uma análise profunda porque a apresentação é muito recente. Eu costumo ter uma visão melhor das coisas um bom tempo depois. Prometo que esse post será editado no futuro.
Só adianto que foi um dia bastante feliz para mim! ;)
-//-
Finalmente farei a tal análise que fiquei devendo sobre essa apresentação.
Comparando com minhas apresentações anteriores dessa música, dá pra ver que eu subi um pouquinho o tom (aprendi a lidar melhor com meus agudos, portanto). A colocação da voz ficou muito boa, bem delicada, sem impostar muito.
A voz ficou bastante fluida, só não perfeita porque eu identifiquei um ponto ou outro em que eu não devia ter cortado a frase com uma pausa. O interessante é que eu não pensei nisso na hora de ensaiar, nem quando eu apresentei, foi meio instintivo mesmo.
Comecei a trabalhar um pouco de dinâmica aqui, com partes mais intensas que outras. Acho que a mudança poderia ter sido mais sutil do fraco para o forte. Também notei uma sílaba ou outra se sobressaindo, o que pediria uma dose menor.
Alguns graves também saíram muito pouco intensos, quase inaudíveis (ao menos na gravação), e eu fiquei com a impressão que possam ter ficado um pouco desafinados. De qualquer forma, isso mostra que eu preciso prestar atenção aos graves, que passam meio batidos às vezes por eu temer mais os agudos. =)
Quanto a movimentação, poderia ter andado e/ou gesticulado um pouco mais. Eu estava com medo de sair da zona do retorno, se bem me lembro.
Resumindo, tenho lembranças muito boas desse evento. Fomos somente eu e o Azedo, eu vinha desanimada de dois eventos pegando terceiro e um nem mesmo subindo ao pódio, então resolvi apostar no que tinha dado certo no passado. Ensaiei pouco para meus padrões, inclusive.
Hana no Kusari é uma música simples, na verdade. Mas é muito bonita, e tem algumas nuances que vale a pena explorar. Eu ainda não me sinto totalmente satisfeita com ela, mas é um caminho que vem sendo trilhado aos poucos. Essa apresentação certamente foi um ponto importantíssimo nessa jornada.
P.S.: Com atenção é possível ouvir o Azedo cantando ao fundo. Como ele diz, ele só não sobe no palco comigo, mas competimos juntos sim. =)
Créditos da filmagem ao Azedo.
O gosto da vitória
Depois de duas terceiras colocações (LAF e RPAF) e amargar ficar fora do pódio (EuAnimeRPG), meu dia finalmente chegou.
Foi um longo jejum. Deixei de ir em um evento (CAF), num misto de férias de competições, tempo para reflexão e necessidade de cuidar da minha pós. x)
Com apresentações muito boas, embora não perfeitas, eu estava sistematicamente deixando a classificação escapar pelos meus dedos. Não sabia exatamente onde poderia mexer. Não tinha convicção de que as pontas soltas, quando arrumadas, fariam muita diferença em termos de nota, e consequentemente, de resultados.
Foi quando eu tive que parar um pouco, e tentar contemplar a cena de longe, ao invés de atropelar os eventos, na busca de uma classificação por acaso.
Recebi conselhos valiosos de tentar manter a calma nas apresentações, de ter mais leveza. Outros me aconselharam a ir para brincar, me divertir, fingir que eu estava no livre. Considero esses dois conselhos muito diferentes em sua essência.
Já cantei no Animekê Livre, e o considero um excelente instrumento para testar músicas, movimentação no palco, etc. Entretanto, nem de longe a adrenalina é a mesma de uma etapa ou final, ao menos para mim. A competição em si, o desafio de superar a mim mesma e aos outros, e a certeza de estar sendo analisada e julgada em detalhes que eu possa nem ter imaginado certamente fazem com que as duas experiências sejam muito distintas.
Então não é possível fingir que estou no livre quando estiver competindo. E nem gostaria, porque a competição me mobiliza, me dá forças e vontade de melhorar numa proporção totalmente diferente do Animekê Livre.
Eu sou uma pessoa competitiva, no fim das contas. Chega a me ofender a sugestão de tratar isso como uma brincadeira. É claro, é um hobby, algo lúdico. Mas é uma atividade que carrega meu esforço, suor e lágrimas. Algo que demanda dedicação, ensaios e planejamento.
Por isso o que eu espero da competição é vivê-la intensamente. Dar o meu melhor no palco, aprender com meus erros e críticas de juízes, e crescer. Sentir que meu trabalho é valorizado, receber sugestões, perder para pessoas que me superaram, aprender com elas. E claro, eventualmente ganhar, se merecidamente.
Se fosse apenas uma brincadeira, esse blog nem teria razão em existir.
No entanto, essa minha seriedade em competir acabava me levando a um extremo de ansiedade, que acabava contaminando minhas apresentações, me deixando travada. Há tempos eu buscava um meio termo, a tal "calma". Não algo leviano, do tipo "não me importo". Mas algo do tipo "eu sei que irei muito bem, então manterei minha cabeça erguida".
Este dia chegou.
Foi um dos eventos mais calmos da história! Tanto que consegui esquecer alguns itens em casa (e o Azedo foi corresponsável), como meu Nintendo DS e comida para beliscar no evento.
A música já era batida pra mim: a clássica das clássicas Hana no Kusari, repaginada num tom mais alto. A segurança na melodia me ajudou a interpretar mais livremente. Uma análise mais profunda sobre a música em específico virá em um post futuro, juntamente com o vídeo.
Posso adiantar que eu ainda estava um pouco nervosa, e cometi pequenos deslizes por isso. Mas pela primeira vez eu consegui não contaminar a apresentação e dei a volta por cima.
A competição ainda foi bem interessante, pois os outros dois integrantes do pódio, Raoni e Dayane, são muito bons, e eu não tinha nenhuma certeza de que ia vencer após ouví-los. Nossas notas foram 8,75 para mim e um empate de 8,5 para eles. Achei bastante justas a princípio, preciso rever as apresentações para avaliar melhor.
Espero sinceramente vê-los em outras etapas e quem sabe na final. Gosto muito de competir com gente competente, e acima de tudo, simpática. =)
Por fim, um agradecimento especial, ao meu sempre presente äpoiador Azedo, seja literalmente ou em pensamento.
Obrigada por comprar a idéia de um evento no fim do semestre, sem nenhuma companhia além de nós mesmos. Por me apoiar num momento em que eu ainda estava reconstruindo minha auto-confiança,e por que não, meus sonhos.
Meu agradecimento a você sempre estará implícito. Porém, hoje foi especial, e acho que somente nós sabemos o quanto.
Meu antigo orientador de iniciação científica já dizia: comemoração só pode durar 24 horas, assim como a dor de fracassos. Amanhã é dia de continuar construindo. ;)
Essa foi minha primeira apresentação no 3o Circuito Animefest de Animekê. Um dia bastante concorrido, vários cantores bons presentes. Peguei terceiro, mas ainda assim foi um dia feliz, pois tive uma nota alta (por volta de 9,5) e consegui me superar em relação à final.
Decidi não encanar com a coreografia. Para evitar os 35s de instrumental antes da última estrofe fiz um corte nele, que ficou perceptível, porém aceitável. Gostei da maneira como me movimentei no geral. Poderia estar um pouco mais leve ou dentro da pulsação, mas já estava mais relaxada que na final. Gostei da expressão facial também, que nessa filmagem foi possível analisar.
Considero que a afinação foi satisfatória. Percebi alguns deslizes pela falta de firmeza em algumas notas, mas foi sutil.
Consegui dessa vez colocar uma voz areada na primeira estrofe e nos últimos versos da música, coisa que eu tinha treinado para a final, mas na hora não saiu. A dinâmica foi boa para minhas ferramentas na época, provavelmente o melhor que eu tinha ao meu alcance. Hoje em dia eu acredito que dá pra colocar a voz com mais ataque, e mais impostada em algumas partes, o que deixaria mais parecido com a versão original, e contribuindo também para passar emoção. Essa minha versão me parece muito suave.
Eu senti também que o retorno estava ótimo. Conseguir me ouvir direito ajuda muito a ganhar confiança e consequentemente a desenvoltura no palco muda.
Depois dessa apresentação eu aposentei Akatsuki no Kuruma por um tempo, mas hoje acredito que dá para melhorar muito em comparação a essa apresentação, e assim ela pode ser bastante aproveitável no futuro.
Créditos da filmagem ao Vinícius.
Este não foi um dia legal para mim. Peguei uma música que na época era difícil, me superei, alcancei agudos que eu simplesmente não fazia, e amarguei uma não colocação (ou seja, não fiquei entre os 3 primeiros e não ganhei medalha).
Foi praticamente um ponto de não retorno na minha jornada de competições. Cheguei a ficar bem triste e pensando em desistir de treinar, pq eu não sabia mais onde melhorar (e na aula particular de canto, meses mais tarde, foi que eu consegui ver).
São coisas assim que vão moldando o aprendizado e hoje, quase um ano depois, eu olho para essa apresentação com muito mais ternura que antes.
Analisando tecnicamente, vejo uma tranquilidade maior no palco do que em outras ocasiões anteriores. Talvez hoje eu tentasse andar menos e acompanhar mais o ritmo, e dar à interpretação uma pegada mais pesada.
A colocação vocal que eu usei deixou ela muito leve e meiga comparada à original (que se utiliza de dobras e backings pra deixar mais pesada).
O ideal ao meu ver é tentar trabalhar bem a impostação e encorpar em algumas partes, para dar peso onde necessário e trabalhar melhor a dinâmica, que é grande parte da graça da música.
Começar mais suave também é uma boa pedida.
Quem sabe eu coloco essas ideias em prática em uma apresentação livre.
De resto, percebo que naquela época, sim, eu fiz o melhor que eu podia e até mais. Eu não percebia esses poréns que cito hoje, mas eu não tinha treino/experiência para tal.
Ficam duas lições desse dia: fazer o melhor que puder com as ferramentas que tenho hoje e sempre buscar a superação.
Créditos da filmagem à Saphira.
ALERTA: preparem-se para um longo texto. Além de ser um registro pessoal e para amigos, este blog tem como objetivo ser um retrato fiel das competições e o que elas representam para mim. Seria muito incompleto falar da parte técnica e ignorar os bastidores. Infelizmente o áudio não está muito bom...
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Esse foi um trabalho muito bem feito. A prova está nos meus olhos marejados, ao lembrar deste dia para poder escrever um pouco sobre ele.
Esta apresentação jamais poderá ser resumida em 5 min e 42 s de vídeo. Ela representa muito mais do que isso.
Lembro de quando escolhi essa música, sugestão do Azedo, para a final, com anuência da Estela. E de quando escolhemos o tom (1,5 abaixo do original) e mandamos uma prévia pra Mara. Os agudos estavam sofridos, mas todos me fizeram acreditar que era possível. Eu nunca duvidei disso, mas o progresso foi lento. Em um mês de treino a afinação não tinha saído ainda.
Enquanto isso, eu estudei muito a letra e a tradução. Quando tinha vontade colocava a música no repeat infinito. Às vezes acompanhava a tradução, em outras apenas ouvia. Um fator decisivo na escolha da música da final era que eu tinha que amá-la. Ela devia me arrepiar, mesmo depois de eu tê-la escutado centenas de vezes. E sim, eu a ouvi centenas de vezes, certamente. Meus amigos também, tadinhos. xD
É lindo perceber, que seis meses depois, a música tem o mesmo efeito que da primeira vez. E o que é melhor, é a minha própria voz que causa isso.
Voltando a construção da apresentação, um fator limitante era que eu não conhecia Gundam Seed, o anime em que ela aparecia. Por sorte o Azedo sim. Ele me contextualizou, pois a musica é a trilha sonora de uma cena decisiva no anime. Eu cheguei a assistir o trecho em que ela aparecia.
A musica tem três momentos muito distintos: as duas primeiras estrofes são de uma tristeza profunda, um verdadeiro luto. A mudança no padrão do instrumental marca também a mudança no sentimento, que passa a ser de revolta (e muito sangue), na terceira e quarta estrofes. Já a quinta estrofe, o instrumental enooorme e a sexta marcam a esperança de dias melhores. Uma esperança marcada mais pelo desejo do que por evidências.
Eu ambicionava conseguir passar o máximo possível dessa mensagem pelo gestual e colocação de voz, já que a imensa maioria do publico não entende japonês. Eu mesma não entendo, mas me emocionei bastante da primeira vez que escutei a música, mesmo sem conhecer a tradução. Eu queria que as pessoas na plateia sentissem isso também.
Minha professora do coral, a Mara, me aconselhou muito nessas questões. Me falou para marcar mais a passagem de mudança do que a cantora original, fazer um sussurrado no começo e algo mais raivoso da terceira parte pra frente. O sussurrado não saiu, mas o contraste estava lá. Fiquei 90% satisfeita com isso.
A essa altura eu apresentava o ensaio uma vez a cada duas semanas para o pessoal do coral, ouvia todas suas sugestões, fora os ensaios com os diretores (e eh aí que entra em cena a minha linda diretora Helena, ainda não apresentada aqui). E fora os ensaios sozinha. A vontade e dedicação a essa final foram uma coisa que eu nunca tinha vivido por nada antes.
E de repente, de um ensaio pra outro, os agudos saíram. Lindos e perfeitos, sem esforço, a duas ou três semanas da final. E daí em diante foi foco na coreografia. O que fazer com 35 segundos de instrumental sem voz era um problema.
Foi quando veio a ideia das pétalas de flor, que representariam a esperança, o renascimento, o peso dos problemas que ia embora e flutuava... Melhor metáfora impossível!
A apresentação em si ficou pronta com uma semana de antecedência. A final seria no CAF, última atração do evento.
Passei o dia nervosíssima, ansiosa. Fui staff da Estela e do Dani, depois corri pra me vestir... pra final ser cancelada em cima da hora. O evento atrasou e precisou terminar sem a ultima atração.
O primeiro sentimento foi de muita frustração. O ápice de todo aquele trabalho, adiado. Mas ao tentar cantar na van, descobri que a voz tava muito ruim: um combo de nervosismo e desgaste por passar o dia falando num local barulhento.
Por fim, a final foi remarcada para o evento seguinte, o PAF, uma semana depois. O nervosismo não foi embora, pelo contrário. Mas a voz voltou!
No aquecimento eu não tava achando minha voz 100%. Porém, logo que subi no palco os agudos saíram feito manteiga. A afinação foi perfeita do começo ao fim... e vindo de mim, isso é um elogio e tanto!
Eu queria ter feito um sussurrado melhor, mas a combinação de inexperiência e hiperventilação devido ao nervosismo não permitiram.
Não achei que consegui passar a mensagem como eu gostaria, embora a postura vocal estivesse muito boa. Eu joguei todas as minhas fichas numa coreografia pronta, até pra camuflar meu nervosismo, que eu sabia que se faria presente. Segundo críticas posteriores isto tornou a apresentação um pouco artificial. Hoje eu concordo com elas. Era uma música pra ser cantada com coração e alma mesmo.
Por último, acredito que mesmo com tudo calculado, meu nervosismo transpareceu para os juízes e o público. É uma dificuldade que atualmente eu ainda tento trabalhar bastante.
De maneira geral, a apresentação ficou incrível, quase irrepreensível. Principalmente comparada com o que eu fazia dois meses antes, um intervalo de tempo ridiculamente pequeno (e que pode ser conferido aqui mesmo, no blog!). Hoje vejo que tudo foi uma questão de vontade, e muito, muito apoio dos amigos.
Eu amarguei uma não-colocação (ou seja, não fiquei no TOP 3). Não tive acesso a notas ou a criticas de juízes. Isso me angustiou muito, e quase me fez desistir das competições na época. Como eu podia melhorar sem um feedback?
Assistir a este vídeo, no início, tinha um gosto amargo. Um gosto de incerteza, de confusão. Eu não enxergava um rumo pra seguir, nem sabia se teria forças pra me reerguer.
Hoje, seis meses depois, assisti-lo é um grande prazer. Ele é o símbolo da minha superação, força e dedicação incansáveis na época.
Eu também não consigo assisti-lo sem lembrar do apoio incondicional de todos os que compraram essa briga comigo e por mim. Tanto tempo depois, o sentimento de dever cumprido, que eu dedico a eles, sobrepõe qualquer decepção passada.
No fim das contas, a música já continha todas as respostas que eu procurava...
"Despachando a carruagem do amanhecer
Estas pétalas estao rodopiando em algum lugar agora
O pacífico nascer do sol que eu vi
Por favor, não deixe a luz ir embora
As rodas estão girando" (tradução livre)
_________________________________________________________
Post dedicado a João Henrique, Daniel, Helena, Estela, Mara, amigos do coral e da faculdade. Este foi um trabalho de varias mãos.
Créditos da filmagem ao Azedo.
Essa apresentação é muito especial para mim. Neste dia eu conheci a Estela, uma garota muito talentosa, que também estava classificada para a final. Sua maior arma era a fofura, e o domínio do palco ao cantar executando as coreografias de Vocaloid.
Ao mesmo tempo, serviu para que eu aprendesse que duetos podem ser complicados, especialmente sem ensaio.
Este foi um pedido do evento - deveríamos cantar algo juntas, e que animasse a galera. Decidimos a música conversando por email, e ensaiamos separadas. Os trechos que cada uma iria cantar decidimos no próprio evento, e ensaiamos rapidinho no meio do barulho.
O resultado foi que não estando muito seguras sobre onde deveríamos entrar, acabamos errando algumas vezes. Eu mais que ela. xD
Minha postura foi um pouco melhor que as outras do dia porque eu não andei muito. Tentei chamar o público também, mas ainda estava meio tímida. Companhia no palco ajuda muito, mas não resolve totalmente.
A afinação ficou boa. Se não me engano está um tom abaixo da original. Hoje eu cantaria no tom original sem medo: a parte inicial, mais grave, teria mais brilho, e o refrão, mais impacto.
Quero refazer essa apresentação futuramente. Em dueto eu realmente acho mais complicado. Não é só ensaiar separado: as vozes precisam casar, precisa haver entrosamento. Por morarmos em cidades diferentes o ideal seria trocarmos gravações das duas para irmos nos familiarizando, e fazer um ensaio no dia.
Eu pensei em fazer com a Estela (minha amiga que me apresentou o animekê), porque ela mesma já me disse que queria cantar essa música. Só que ela não curte grandes agudos, e seria melhor eu fazer a segunda voz, que é mais alta.
Aliás, isso é outro ponto na questão de duetos. Hoje eu não faria dessa maneira, simplesmente dividir os versos da música entre as duas. Eu tentaria fazer duas vozes, duas linhas melódicas. No Tema de Pokémon elas inclusive já existem.
No caso de eu não conseguir fazer um dueto, penso na possibilidade de eu mesma fazer minha segunda voz, gravada previamente. Isso porque os áudios instrumentais que eu consegui não tem a segunda voz, e a música perde muito da magia sem ela.
De qualquer forma essa é uma música para o Animekê livre, principalmente por ser em português (zona de conforto)... No máximo eu competiria com um misto dela com trechos em inglês.
Coisas para se pensar... =)
Créditos da filmagem ao Azedo.
Esta é uma apresentação no Animekê Livre no evento EuAnimeRPG em Americana. Objetivos? Me soltar mais no palco, "aquecer" para a classificatória, ter um vídeo mais legal de Moonlight Densetsu. =)
Foi uma experiência interessante, pois foi extremamente tranquila. Subi no palco sem tremer, e ao ver que o Mógli ia ficar no palco dançando (ele fez isso com outro cantor) decidi aproveitar para fazer graça.
Eu já planejava fazer uma interpretação que eu chamo de "Sailor Moon safadinha". Quem assistiu o anime entenderá (e quem leu o mangá também). Apesar da pouca idade (14 anos no início da série), as personagens tem uma sensualidade muito forte, porém, com aparência de ser por acidente. Isso aparece claramente quando suas calcinhas são mostradas, às vezes rapidamente, às vezes na cara dura. Penso que se encaixa no estilo "lolly", que fazem alguns marmanjos babarem. Não vou discorrer sobre críticas que eu tenho quanto a isso para não desvirtuar o post. O que quero dizer é que isso é um fato em relação a Sailor Moon, e eu decidi aproveitá-lo para dar uma pitada humorística na apresentação.
Porém, com a presença do Mógli, o que era pra ser uma pitadinha sensual beirando ao fofo virou um escracho! Não que tenha sido ruim, na hora foi hilário. E coube bem no clima do Animekê Livre, de brincadeira mesmo.
Foi nessa apresentação que eu descobri que o Animekê Livre não é um bom simulador para competição, exatamente por ele ser tranquilo demais pra mim. Não serviu bem para aliviar a tensão, porque embora neste momento eu estivesse bem, tudo piorou na hora de cantar pra valer. Foi bom pela diversão, apenas.
A afinação tangenciou a perfeição, com um deslize na primeira nota e num agudo semitonado no meio que eu tive que voltar o vídeo para ter certeza que estava errado. Ao meu ver seria uma apresentação forte até para nível de competição. Os agudos dela não são triviais para mim, eu tive até que parar de brincar e me concentrar exclusivamente neles quando apareciam para dar tudo certo.
Comparado com o que eu cantava antes, o conjunto melhorou muuuuuuuuito! Um dos fatores foi eu ter subido o tom. Ele está apenas um tom abaixo do original (sempre acho que as japonesas cantam muito agudo! xD). Com um ensaio que durou exatas duas passagens no dia anterior, uma pra definir o tom e passar a letra e outra de conferência, eu diria que o aproveitamento foi excepcional. Música ensaiada no passado, pisada e repisada é outra coisa. Lição pra vida!
Gostei bastante da postura de palco, mesmo sem levar em conta a zoeira com o Mógli. Andei menos (por ter menos público, quem sabe), gesticulei bem. Sempre podia ser melhor, claro. Mas vamos deixar meu lado cricri pra lá por enquanto.
Hoje eu considero Moonlight Densetsu uma possível candidata para competições. Digamos que ela subiu de nível pra mim! Servirá para um dia que eu quiser/precisar priorizar a tranquilidade de uma música muito familiar, aliada a algumas pimentinhas de afinação. Nesse caso eu apostaria numa postura de palco bem montada e coreografada, para montar um personagem mesmo.
O único porém é que eu ando bem ambiciosa na hora de competir. A zona de conforto pura e simples não me apetece mais. ;)
Créditos da filmagem ao Azedo.
Essa foi a quarta música de uma série de 5 que eu cantei no LAF. Se chama Moonlight Densetsu e é a primeira abertura de Sailor Moon.
Minha relação com essa música é essencialmente emocional, já que vem de um anime que eu adoro e que me influenciou muito desde criança.
A primeira vez que eu a cantei foi na minha primeira final. Infelizmente não tenho esse vídeo. Mas hoje tenho dúvidas se foi a escolha correta, já que a outra opção era Hana no Kusari.
Nessa apresentação eu já estava morrendo de dor de garganta, muito provavelmente por causa da música anterior, Tomorrow, que eu cantei totalmente sem técnica. Minha lembrança do dia foi de ter errado bastante e cantado com esforço, embora a minha impressão com o vídeo hoje não seja a mesma.
Acredito que a maior dificuldade (vejam só!) foram os graves. Alguns eu simplesmente não consegui fazer, outros saíram meio forçados. Não gostei do timbre. Na verdade o tom estava muito baixo, como sempre eu fazia na época. Mas pelos ensaios, com a garganta em dia, era para ter saído um pouco melhor.
A interpretação também não está boa. FIcou uma música muito séria, sendo que a original pede delicadeza, e na minha leitura, uma pitada de sensualidade. Uma sensualidade misturada com inocência, uma coisa adolescente, levada, brejeira. O ritmo bem marcado ajuda nisso, o que eu cheguei a fazer alguns instantes, baseada na interpretação original.
A postura de palco está como nos outros vídeos do dia, meio displicente. Estou refletindo sobre isso de andar no palco. Talvez não virar 90 graus em relação ao público fique visualmente melhor, preciso fazer alguns testes. Por enquanto cheguei a conclusão que é melhor ficar mais parada do que eu gostaria do que andar assim simplesmente.
De qualquer forma, essa música é uma das minhas favoritas pela nostalgia que carrega, e eu voltei a apresentá-la num Animekê Livre. Faz parte do meu planejamento de refazer apresentações que não gostei. Além dela, já refiz Chikyuugi (mesmo doente ficou bonita) e Hana no Kusari (que me rendeu uma classificação pra final pela terceira vez!). Ainda estão na lista Tomorrow, que precisa de um estudo maior de agudos para eu não me machucar, Tema de Pokémon e uma mais recente, Let it Out.
Depois de um período de descanso, voltei a ficar bastante animada! Escreverei os novos posts em breve!
Créditos da filmagem ao Azedo.
Esta foi a terceira musica que cantei na apresentação de Animekê no LAF. A musica é Tomorrow, do anime Full Metal Panic.
Essa apresentação foi um ponto fora da curva esse dia. Embora o tom que escolhi esteja abaixo do original, é possível perceber que as notas agudas exigidas são as mais altas do grupo de cinco musicas do dia.
E sim, eu sofri um bocado com esses agudos. Apesar de ser soprano, eu não lidava bem com essa região da voz nesta época. Não sabia técnica nenhuma, e muitas vezes eu evitava os agudos baixando ao máximo o tom do instrumental. Provavelmente por causa de algumas notas mais graves nas primeiras estrofes eu não pude abaixar tanto quanto eu precisava.
O resultado foi sentido mesmo antes de eu subir ao palco: durante o aquecimento eu já percebi que minha garganta não estava bem. Claro, sempre pode haver um fator nervosismo (que me deixa rouca às vezes, para meu azar xD), mas eu acredito que os próprio ensaio do dia anterior me desgastou, e essa música foi a grande vilã.
A prova definitiva veio na quarta música, logo após essa: minha voz ficou muito ruim, desafinei porque estava com dor. Tudo isso era falta de técnica. Por isso um conselho: se dói a garganta, não cante. Alguma coisa está errada, certamente.
Quanto a apresentação em si, não vou falar muito da postura de palco, pois já o fiz em dois outros posts. Não estava muito boa, apenas isso.
Outro aspecto que fez essa música diferente das demais do dia foi eu ter colocado uma maior suavidade na voz, com exceção de alguns trechos. Isso foi um avanço, provavelmente conquistado no coral, embora não tenha sido proposital.
Alguns agudos foram bons, outros foram na nota certa, porem saíram "sofridos" e sem potência, outros foram simplesmente desafinados. Notei uma queda de desempenho neles (e no geral) ao longo da música, possivelmente porque a garganta começou a doer, mas não me lembro com certeza.
Quanto a parte interpretativa, achei que faltou energia e entrega. E quem sabe conhecer melhor a tradução, pois não tive muito tempo para estudá-la na ocasião.
Por mais que essa não tenha sido uma apresentação excelente, ou mesmo num nível que me deixaria feliz ao descer do palco nos dias de hoje, considero que ela marca alguns avanços que eu estava começando a construir: melhor colocação de voz, maior coragem de explorar agudos. Nos eventos que seguiram essas coisas começaram a ficar mais evidentes.
E e isso que importa: pequenos passos, evolução constante! =)
Seguindo essa lógica, esta musica está oficialmente na minha lista "a refazer". Todas as apresentações que eu considerar de médias a ruins vão ser refeitas um dia, seja em competições ou no Animekê Livre. Já foram refeitas Chikyuugi e Moonlight Densetsu, que podem ser facilmente encontradas pelas suas respectivas tags.
Refazer Tomorrow vai ser bem interessante, já que agora amo os agudos, por mais que eles sejam sempre um grande desafio. <3
Créditos da filmagem ao Azedo.
Eu resumo esta apresentação em uma única frase: Um terceiro lugar com gostinho de vitória!
Esta foi a 2ª etapa do 3º Circuito Animefest de Animekê, ocorrida no RPAF (Ribeirão Preto), no dia 28/04/13, um domingo. Não foi um dia nada fácil.
Desde o domingo anterior minha garganta estava um pouco dolorida. Na quinta-feira amanheci com muita dor e um pouco de febre, e tive que ir ao médico. Estava com uma inflamação razoável, que me impediu de ensaiar qualquer coisa ate o dia anterior ao evento. Esse não foi o maior problema, e sim a perda de confiança que eu tive decorrente disto.
No dia do evento minha garganta secava rápido e eu ainda tinha muito muco (que eu me esforcei em eliminar ao máximo durante o aquecimento). Quando passei a música quinze minutos antes do horário previsto, descobri que minha voz de cabeça estava pouco intensa, areada. E a cereja do bolo da música dependia disso!
Fui apresentar super nervosa, com medo de desafinar nos agudos, como no ensaio de sábado. Esta não eh uma musica difícil mas eu descobri na marra que, quando se está doente, a mesma coisa que sempre se fez não reflete em uma afinação satisfatória, já que a garganta não está como sempre foi.
Resultado: não consegui focar direito na parte da postura de palco. Eu tinha todo um plano de me concentrar na abertura da Saga de Hades de CDZ, que sempre me arrepia, para tentar passar um pouco disso para o público. Com o nervosismo eu não fiz nada disso, esqueci completamente na verdade. Estava muito concentrada na voz, o que resultou em uma apresentação morna.
Apesar de tudo, eu saí daquele palco com gostinho de vitória: eu praticamente não desafinei.
Quanto ao aspecto vocal, tenho apenas algumas ressalvas: o tom da parte da capela está mais baixo que o restante da musica, e os juízes notaram. Eu não tinha nenhuma de referencia de tom para entrar, apenas um pequeno estalo indicando quando eu devia começar. Considerando onde o instrumental começou de verdade, e onde eu estava na frase, digo sem modéstia que tive um timing perfeito. Quanto ao tom, eu pretendia ficar ouvindo a musica até a hora de entrar, mas infelizmente esqueci de levar a versão completa da música, e entrei só com a memória mesmo - algo deveras complicado.
Como alguns amigos observaram, a música poderia ter sido cantada um pouco mais "fluida". Eu concordo com isso apenas para as primeiras estrofes, que pediam mais delicadeza. As demais, mais emocionais, ficaram boas ao meu ver.
E por fim, sobre a voz de cabeça, eu entrei um pouquinho errado, mas consertei a tempo. Poderia ter sido mais encorpada, mas já foi muito melhor do que no ensaio derradeiro, quinze minutos antes. Eu engoli muita saliva antes de entrar nessa parte para lubrificar a garganta e tirei potência de onde não tinha. Foi uma enorme superação; naquele momento percebi que eu posso fazer muito mais do que imagino.
Apesar de tudo, tirei uma nota alta, 9,1, e fiquei em terceiro. Os juízes estavam muito bonzinhos com todos os participantes, na minha opinião. Isto precisa mudar pra ontem!
No fim das contas, este dia acabou me dando valiosas lições:
- eu preciso controlar melhor meu emocional ao subir no palco (justamente para não ficar tão travada)
- preciso treinar não demonstrar para o público quando eu der uma escorregada na afinação/letra (eu demonstrei por expressão facial, não dá para ver no vídeo)
- eu definitivamente preciso confiar mais na minha própria capacidade
Passada a decepção de não ter classificado, este evento fez renascer em mim uma enorme vontade de me superar cada vez mais, o que refletiu no ensaio de ontem. Mas isso eh assunto para o próximo post...
P.S.: Comparem esta apresentação de Chikyuugi com a do post anterior, feita 7 meses atras. É de lavar a alma!
Créditos da filmagem ao Azedo.