Talvez a resposta para todas as perguntas seja o tempo.
Mas talvez não haja pergunta. E, com isso, a necessidade de uma resposta torna-se nula.
É engraçado e imaturo demais imaginar que amar alguém novamente seja algo tão utópico. Achar que um amor de adolescência perdido possa ser algo tão considerável quanto uma morte. Achar que perdemos a razão de viver ao perder um sentimento que se almeja.
Temo que eu não encontre alguém que me faça tão bem, novamente.
Temo não me encaixar com mais alguém.
Pois, ela, nos mínimos detalhes...
Nos mais microscópicos, impossíveis de serem percebidos,,,
Cada dia, tão igual, tão diferente, tão... AH!
Mas qual a necessidade de remoer isso eternamente, Pedro?
Minha realidade paralela? Será que é a isso que você quis se referir há 4 anos, quando este projeto começou?
Talvez seja tudo predestinado a acontecer.
Meus textos estão cada vez mais confusos, pensei que tivesse aprendido a escrever melhor, mas, no fim, acho que só conheci algumas palavrinhas mais elaboradas.
Mas e se for pra acontecer? E se ela voltar pra minha vida daqui a alguns anos?
Vai doer... Quantos mais terão passado pela vida dela? E eu terei sido apenas mais um.
Temo isso também. Vivia dizendo a ela...
E quantas vezes a fiz chorar, pro bem, pro mal.
É provável que isso seja uma mera reflexão. Então por quê estou colocando-a a disposição do público?
Sentimento no sexo, domingos com sentido, skate no parque, tours pelo centro, galeria, liberdade...
Ah, liberdade! Chuva no corpo, banho, cozinhar, tudo, tudo, TUDO!
Por quê eu tenho que ser tão assim, cara?
Vou transformar tudo isso num estereótipo: acho que, sentimentalmente, sou como uma garota na puberdade. Meus sentimentos estão à flor da pele.
Talvez doa mais ainda por saber que ela me superou.
Mas, e se não tiver superado? E se tudo for uma mera desculpa, medo de voltar no que já aconteceu?
Não podemos viver de hipótese.
Outra coisa que estou cansado, pensei ter abandonado.
O passado não muda, é fato.
Talvez não seja um fato na física, mas, é bem provável que seja, na filosofia.
Ou não, é tão pétrea, mas tão inconstante.
Enfim, divaguei novamente.
Que conclusões posso tomar?
Ansiedade, egoísmo e ciúme me apunhalaram pelas costas.
Tenho que aprender a lidar com o que sinto, sou muito intenso.
Já fingi muito pra conseguir o que queria.
Já passou da hora de descer do palco. Sei que todos meus personagens representam um pouco de mim, mas está na hora de unificar.