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@eutedevoto-blog
eu vou contar a vocês sobre o jorge porque talvez ele tenha sido um dos meus maiores traumas desde que decidi que amar pessoas era o mínimo que eu poderia fazer nessa vida. ele chegou como quem sabia que não ia dar certo e disse: não vai dar certo, eu sou um miserável e você é amor. e eu sorri, justamente porque era amor. eu o sorri e fui ficando - mostrando os livros e os filmes e os pedaços da cidade por onde eu gostava de escapar do caos urbano. eu fui deixando com ele tudo que me salvava dos outros só por acreditar que ele não me machucaria como todo mundo e que talvez as feridas que ele causasse seriam melhores e mais bonitas que as outras. eu fui deixando com ele todas as minhas pequenas salvações e ele engoliu tudo, como uma criança faminta, como quem tem medo de morrer vazio e, em troca, ele me fez musa. ele escreveu sobre mim, ele escreveu nos meus braços e pernas abertas. ele me mostrou o amor de poeta que eu nem sabia muito bem como era, mas ele fez. ele me deixou acreditar que eu era mais que uma pessoa qualquer no metrô lotado. ele dizia: vejo você na verdade que ninguém vê, você por dentro como ninguém consegue e, meu deus, era assim. folheada como um livro ainda sendo joia barata. jorge me devorou e eu queria ser devorada. ele me consumiu ao fim. e não me deixou nada. quando eu peguei um avião por ele acreditando que a distância seria só um detalhe e quando ele me recebeu com os olhos cheios de saudade, eu pensei que ainda me restava um sonho. mas ele me abraçou me beijou me mordeu me levou pra jantar me comeu me mandou ir embora na madrugada de sábado pra domingo dizendo que não tinha nada ali pra mim, que não me amava, que não poderia ao menos tentar, que as poesias se esgotaram, que eu não cabia mais ali, que ele não me queria mais. ele disse: foi a pior coisa que eu fiz, você foi meu pior erro e eu voltei, eu quase me matei, eu chorei, eu gritei, eu me desesperei, eu parcelei a passagem e voltei sabendo que aquela dor nunca iria passar. ele acabou comigo. ele acabou comigo como ninguém conseguiria acabar. ele terminou por dentro e eu permaneci calada e eu não disse nada a ele eu nunca disse nada a ele, eu nunca fui capaz e em todas as vezes em que ele voltou pra dizer que me amava todas as vezes em que me mandou emails e cartas e me ligou e ficou na frente do portão da minha casa. em todas as vezes eu só soube pedir que me deixasse, que me deixasse finalmente ir que me dissesse finalmente adeus, que entendesse que nada daquilo poderia doer mais nele e então como num golpe de piedade, como a única prova de amor que ele poderia me dar, desistiu. ele desistiu, mas não antes de provar que me viu. que me viu como ninguém antes ou depois foi capaz de ver. ele ousou me escrever a maior verdade sobre mim que existiu, ele me explicou porquê tudo acaba. ele disse: você tem o poder de tocar o amor nas pessoas, nos lugares mais remotos você o encontra. o que você não tem e nunca vai ter, é esse amor de volta. o que eu não tenho e nunca vou ter é esse amor de volta. e me dói ao saber que a pessoa que mais me feriu foi a única capaz de dizer, de me ver, de explicar. me dói saber que a única pessoa a quem eu odeio é quem, dentre todas que me deixaram, soube exatamente quem eu era antes de não me amar. e eu preciso dizer o que esse cara foi pra mim. no começo: uma perdição. noites e noites de ausência de sono e uma dor que era física. no fim: alguém que me fez entender que para tocar com amor em alguém, eu precisava tê-lo/eu precisava sê-lo. depois, me coube entender que meu amor jamais precisaria de um "eu também" e que isso me faria forte. e fez porque vão existir histórias pra te destruir, mas isso só quer dizer que você vai ter a chance de construir algo absolutamente novo e ainda mais bonito. meu amor é bonito e, sozinho, me salva. seu amor é bonito e, sozinho, te salva.
Desculpa, mas você não valoriza o que tem. Discute com quem ama por besteira, dorme brigado, desliga o telefone na cara. Esquece que hoje a pessoa está ao lado, mas a vida tem rumos incertos e muitas vezes nos prega peças não tão bonitas.
Clarissa Corrêa. (via inexos)
“Home” tá rolando e fazia muito tempo que eu queria escrever algo… Na verdade desde o meu aniversário… Bizarro né? Logo no meu aniversario, certas coisas só me puxavam a ti… Não fui ao barneys, fui em outro lugar… E esse lugar me fez passar pelo at home, onde tivemos um re-começo. Depois passei pela pousada, onde lembrei que seriamos inabalados por abrir uma lata com um faca e se contentar com tampouco. Depois um carro que passou com a placa 2424 e inúmeras outras coisas… Não tô sendo teimoso, não dessa vez. Nem tô querendo que tu se apaixone por mim ou me apaixonar por você por conta do seu novo cheiro de cabelo… Só quero te lembrar de tudo o que fomos um pro outro. O mais incrível disso é que sempre nos achamos nos momentos difíceis, ja percebeu? Outra vez era a Surya, dessa vez, uma das pessoas que eu daria tudo por um abraço do qual só ela sabia me dar… Ou talvez um telefonema com um “ah, lembrou que tem avó?” mas é, assim como meu pai, não cheguei a tempo. E muito menos esperava isso. Talvez eu esteja te mandando isso tudo por saber que independente de estar falando com você ou não, de longe e sem dúvidas, você sempre será o meu refugio. Nunca te falei isso né? Acho que isso tem um peso e tanto e acho que nunca quis te preocupar… Lembra do iMessage bêbado? Eu queria fazer tudo, menos te esquecer. Eu não queria nada além de que você estivesse ali ao meu lado, seja la como fosse… Eu queria te mostrar a vista linda que eu tava vendo das estrelas, da lua e de como a luz refletia na água do mar… Eu queria que tu sentisse o gosto de liberdade numa praia as 03:00 da manhã sem perigo nenhum… Outro dia, fumei um e olhei pro meu pássaro tatuado no braço e pensei em ti… Sempre me perguntam o que significa ele e eu sempre respondo: dizem que é lealdade… Lembrei de ti porque sei o quando minha relação contigo é forte e leal. Pensei em como eu queria ser um pássaro e ver como é a vista la de cima e o quanto deve ser bom sentir a liberdade de voar. Senti como se você fosse o meu ninho, onde uma hora ou outra, querendo ou não, eu retornarei. Ê menina do cabelo cheiroso, parece que sempre seremos conectados um ao outro. Eu ja desconfiava mas depois de tudo, de hoje e de inúmeras outras vezes, te devotar nunca foi tão verdadeiro. (ps1: obrigado por tudo, por ser você ps2: você é incrível ps3: queria estar em Amsterdam contigo, embora depois a gente fosse pra Disney ps4: lave sempre o cabelo ps5: obrigado pelo açaí ps6: obrigado por me conhecer até mais do que eu mesmo ps7: eu queria passar a noite deitado no teu colo igual o carro ps8: desculpa qualquer coisa ps9: etaaa gelim gostosooo) “As long as we’re together, does it matter where we go? Home”.
Tu e a porra da tua blusa branca.
Scars - James Bay.
Foda-se se tu ler isso ou não, tanto faz. Eu prometi pra mim mesmo que não iria escrever mais nada aqui, por que no fundo, assim como eu não mereço: tu não merece. Não merecemos. Quebrei a promessa. Não sei porque insisto em falar da gente se nem nos falamos mais. É complicado, na verdade sempre foi quando o assunto era o ‘nós’ ou apenas nós que complicados sem necessidade. Não sei se isso chega a ser um texto ou um desabafo, creio que se encaixa em ambas as partes, então, vou começar falando pela sua maldita blusa branca que é minha preferida. É, aquela porra de blusa branca que tu usou pra ir pro aniversario onde tu sabia que eu ia estar. E que eu iria notar. Tu sabe que em ti eu sempre reparo tudo, absolutamente tudo. E sei que tu não conseguia nem olhar na minha cara, eu também não e não foi surpresa. Tava tudo bem depois que eu fui embora até tu mandar aquela merda de iMessage me xingando sem eu ter feito nada, eu até me assustei quando vi a notificação, até porque nunca espero algo bom vir de ti, ou seja, pensei logo: “o que foi dessa vez?” e não deu em outra, como sempre eu levando a culpa de tudo e dessa vez, pelo menos DESSA VEZ sem ter culpa alguma. Eu te falei que tava jogando limpo, não falei? Custava tu acreditar? Creio que não né. Mas enfim, pouco me importa agora, sabe? Sei que tu não vai esperar nada bom de mim daqui pra frente e eu não posso fazer nada porque até em eu fazer o certo, vai ser errado pra ti. Não vou mentir, eu ainda espero uma SMS ou uma ligação tua perdida 3hrs da madrugada ou coisa do tipo mas não pra xingar ou voltar ao passado me acusando das coisas que eu fiz ou até mesmo não fiz, mas sim dizendo que tá com saudade, ou que tá com medo de dormir sozinha no teu quarto, ou que teve pesadelo, ou que viu algo do batman e lembrou de mim. É, uma ligação tua ia me fazer gelar da cabeça aos pés, assim como fez quando eu te vi pela primeira vez e pela ultima também. As vezes eu queria que só te batesse a loucura de fazer aquelas coisas tipo de filme, sabe? De ir bater na porta da casa, de se declarar, de beijar, de ter uma noite junto, de falar o quanto ainda importa. É 1% de esperança, sabe? Na verdade acho que não chega nem a ser 1% completo por que eu sei o quanto tu é orgulhosa e o quanto isso te consume... Sei que tu pode tá sendo devorada por isso, mas não vai chegar pra falar ... Enquanto eu? Eu na quarta-feira mesmo te mandei mensagem bêbado te pedindo pra ficar, quando na verdade, já era pra eu ter partido junto das tuas mil e uma palavras grosseiras pro meu lado. Eu deveria criar vergonha na cara e te deixar partir de vez, mas falho em todas as vezes que penso nisso. Falho porque sou fraco, idiota, babaca ou seja lá o que for que tu queira me chamar, mas falho mais ainda por ser louco, muito louco por você. Isso já passou de amor, sabia? Se é que isso exista ou seja possível. É por isso que o nome disso aqui é “eu te devoto”, talvez um dia tu entenda o porque.
..joão
E eu te queria mais ainda.