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@evan-r-blog
Eu já nasci envolvida e ostento o sobrenome, esqueceu? Não vai se repetir, até porque acredito e espero que Alecto não seja tão displicente assim com a própria liberdade.
Pois é, já tinha até esquecido que você é muito mais envolvida com os Carrow que o normal. Meus pêsames, Agatha. Conviver com os gêmeos deve ser um inferno inimaginável. Aliás, pensar que ambos estamos tão cheios de rancor pela outra Carrow só me faz lembrar que o Baile será ainda mais interessante... Afinal, teremos a plateia perfeita. Acho que Alecto não vai ficar muito feliz com isso. Não esqueça de levar a varinha. As coisas podem desandar. Digo, mais do que o "normal".
Não nego que sua escolha de companhias tem melhorado consideravelmente. Mas antes não era lá essas coisas, admita. Gente que não faz bem pra mim e muito menos pra você. E não me refiro a uma pessoa só.
Eu admito. Péssimas companhias. Péssimas e agressivas companhias. Me desculpe por te envolver nisso, Agatha. Infelizmente, algumas pessoas não conseguem manter o controle sobre si mesmas. Vulgo Alecto. Mas, como já falei, vou ter uma conversa simpática com ela. Isso daí não vai se repetir.
É, julgando pelas pessoas com quem você anda, dá pra ter ideia de que você é chegado num homicídio bacana.
Sou bom escolhendo minhas companhias. Não venha reclamar, viu? Não se esqueça de que vamos ao baile juntos, então... Não é minha culpa se você aceitou.
Estúpido? É, foi exatamente disso que ela te chamou.
Mas deixa pra lá, Evan, vai por mim. Ela só quer chamar atenção, não dê esse gostinho.
Farei o possível, Agatha. Mas, não sei se consigo evitar esse conflito. Tentativa de homicídio chama inevitavelmente a minha atenção.
Nada atípico. Mas ela saiu bem machucada também, isso eu garanto.
Vocês nem precisam ter uma conversa, nada muda o que aconteceu e ela vai ter que se conformar, por bem ou por mal. Além do mais, nem adianta argumentar com Alecto, ela costuma ser bastante contraditória. Te menosprezar ao mesmo tempo em que bate em mim por ciúmes parecem coisas antagônicas até demais.
Não, é sério isso... Nada mais faz sentido na cabeça dessa mulher! Simplesmente. Quer saber, eu deveria ter ficado no meu canto sozinho a ter me envolvido com ela. Como consigo ser tão estúpido? A partir de agora vou esquecer de tudo e começar uma vida nova. Mas, preciso falar com ela primeiro. Estou curioso e preciso perguntar o que ela fumou antes de quase te matar.
Até eu, que já estava com bastante vontade de ir, agora estou bem mais animada… Parece que não estamos mais sozinhos, de fato.
O de sempre, mas agora a dose foi bem mais intensa. Relutantemente terei de agradecer a búlgara por não ter deixado minha prima me matar, ainda que a intenção dela tenha sido somente impedir a digníssima Alecto Carrow de apodrecer em Azkaban.
Nossa, Alecto definitivamente enlouqueceu! Agora deu pra derramar um pouco de sangue puro, é?! Isso é realmente ridículo! Provavelmente descobriu o que aconteceu e... Resolveu expressar sua ira fazendo merda. Nada atípico.
Enfim, eu até ficaria feliz pelo draminha se ela não tivesse quase te matado. Acho que vou ter uma conversinha particular com ela e explicar passo-a-passo como me deixar em paz. Se eu não voltar já viu, né? Ela é louca.
Fico feliz em poder ajudar de diversas maneiras, até porque não acho que você mereça tanto descaso assim. E eu, sem querer me gabar, definitivamente sei tratar alguém bem, então sua noite no baile não será desagradável se depender da minha pessoa. É, acho que foi um “aceito” sutil.
Pois é. Os rumores chegaram até você, pelo visto.
Não precisa se gabar, Agatha. Sei bem como as coisas funcionam com você e, pelo jeito, eu acabei descolando algo bem melhor que uma simples e entediante sonserina. É, parece que o Baile vai ser bem mais divertido do que eu imaginava. E pensar que eu não queria ir. Valeu outra vez por me fazer mudar de ideia. Parece que não estamos mais sozinhos, então.
Rumores? Achei que fosse tudo boato. Que tipo de droga a Alecto está usando agora? Algo bem alucinógeno, só pode.
Assim que se fala, Rosier, muito bem. O próximo passo é não se deixar irritar por qualquer pessoa que possa acompanhá-la, afinal, o objetivo é mostrar que nem se importa. Aposto como isso vai fazê-la se corroer por dentro, mas não que isso seja do seu interesse, certo?
Não consigo suportar, mas sou uma boa atriz na maioria das vezes. Sim, chega de falar do passado, ainda que eu esteja meio dolorida por causa dele… Enfim. E isso foi um convite sutil? Posso ser bastante exigente mas saiba que adoraria abrir uma exceção pro sonserino desacompanhado.
Pode deixar, Agatha. Tendo você como conselheira amorosa só tenho a ganhar. Sempre gostei muito das suas dicas. Espera! Isso foi um "aceito" sutil? Porque se for pode considerar que eu tenha feito sim um convite. Afinal, sou chato e dramático, mas não sou cego... E, aliás, acredite, não vou ter problemas em ignorar certas pessoas com você por perto. Vai ter coisa bem melhor pra fazer se eu tiver a sua companhia.
Espera aí... Dolorida? Como assim? Alecto... Ok, isso é uma piada?
Não recebeu muitos convites? Você é o homem, Evan, o suposto encarregado de convidar. Mas acho que muito tempo sendo submisso da minha querida prima te transformou na mulher da relação, não?
Sai dessa, vai se divertir um pouco, ficar desse jeito pra sempre é bem… deprimente? Só porque você não se encaixa no perfil de uma Slytherin exigente, não significa que não existam outras. Ou faça que nem eu, vá sozinho e seja feliz pra provar que não precisamos de ninguém.
Sua sinceridade me comove, Agatha. Mas, acredite ou não, essa uma Slytherin exigente deve ser provavelmente a última pessoa a qual eu acompanharia no baile. Acho que preciso deixar essa submissão pra trás e fazer algo diferente. Não sei... Só acho que sozinho não posso ir. Sua prima provavelmente vai escolher alguém com cautela suficiente para me deixar bem irritado. Bem a cara dela querer fazer ciume. Garotinha orgulhosa... Não sei como suportei por tanto tempo. Aliás, como você consegue?
Mas, enfim, chega de falar do passado, né? Se você for sozinha e não for a pessoa mais exigente de Hogwarts, saiba que tem um sonserino desacompanhado por aqui, ok?
Antes só do que mal acompanhada, já ouviu falar?
Além do mais, arranjar par não é minha prioridade. E você, seguindo o próprio conselho?
Faça o que digo e não o que faço, já ouviu falar? Então, isso resumiria bem o meu dia-a-dia. Infelizmente, eu não recebi muitos convites. Na verdade, não recebi nenhum. Não tenho tanta sorte quanto você, Agatha. Não posso me dar ao luxo de escolher. As Slytherins estão muito exigentes hoje em dia!
Mas, falando sério, ainda nem me dei o trabalho de convidar alguém. Não sei se quero ir ao baile pra falar a verdade. Só sei lidar com decepção e fracasso... E firewhisky.
comealongmax replied to your post: ooc: ”Nem mesmo se lembrava mais qual fora a...
ooc: na boa... sei que é mais do que justo a Alecto ficar com alguém já que o Evan ficou com a Hta, mas... não aguento isso não... u.u UHAUSAHUSH tá dificil
vincentwills replied to your post: ooc: ”Nem mesmo se lembrava mais qual fora a...
ooc: resumiu lindamente! UAHSUAHSUAHSUAHSUAHUSA
ooc: "Nem mesmo se lembrava mais qual fora a última vez que estivera a sós com a garota e esse pensamento lhe trouxe um quê de nostalgia enquanto ele deixava que seu olhos percorressem o corpo da morena sugestivamente por um momento. Uma pena que nunca tivessem tido a oportunidade de ir além - embora imaginasse que a morena tivesse uma opinião diferente."
Isso não tá legal...
@Alecto Carrow
De repente, era como se tudo houvesse sido resolvido. Sua agonia, seu desconforto, seus problemas, seu cansaço, sua falta de vontade; sentia tudo sendo estranhamento preenchido novamente. A resposta estava óbvia, a solução para tudo era mais do que clara. Soltou um suspiro fraco, controlando esses seus pensamentos e mais uma vez fazendo passar pela sua mente todas as razões pelas quais não poderia ficar junto dele. Acreditava ser uma fraqueza se entregar, se permitir ser dependente daquele modo de alguém - ainda sem ter se dado conta de que independente de qualquer permissão ela continuaria sentindo todas aquelas coisas. O que ainda não havia tido capacidade de perceber, era que, ser fraca, era justamente agir da maneira que estava agindo. Fugir, se esconder, se anular. O maior medo de Alecto era ficar fraca caso continuasse com Evan; havia acontecido exatamente o contrário. Passou uma de suas mãos pelos seus cabelos negros, jogando-os para um lado. Suspirou mais uma vez, sem se dar conta de que o rapaz ao seu lado podia ouvi-lá. Só percebeu isso quando a voz deste foi detectada por seus ouvidos novamente. Virou o rosto para fitá-lo, prensando os lábios para tentar evitar um sorriso que teimava em surgir. Arqueou uma de suas sobrancelhas enquanto assistia a deplorável tentativa do menino de arrumar as coisas. Por fim, apenas conseguiu soltar uma risada baixa, porém um tanto quanto divertida. — Sim, eu conheço. E desanimada define bem. — Esboçou um sorriso torto.
Ficou olhando para Evan por um considerável tempo, mais do que deveria. Acabou se perdendo naqueles olhos, antes que conseguisse evitar o que, de fato, seria inevitável em algum ponto da conversa deles. Durante todos os longos segundos onde permaneceu com suas íris fixas nas do rapaz, viajou completamente. Parecia viver em um outro universo, em uma outra realidade; estava em uma outra sintonia. Uma sintonia onde existia paz, calma, leveza. Seu coração se aquecia assim como sua alma; aos poucos sentia a vida novamente. E foi nessa hora que se deu conta do que acontecia. Desviou o olhar rapidamente, piscando algumas vezes, e se focando no pergaminho que tinha à sua frente. Pigarreou baixo, tentando mandar o desconforto para longe. Esse era o problema de ficar perto demais de Evan: a força que a puxava para perto dele era muito grande para que Alecto conseguisse controlar.
— Mas de qualquer modo, não seria justo eu te prejudicar. — Começou, tentando criar algum diálogo para, quem sabe, ter sua incomodação extinguida. — Melhor você fazer esse trabalho sozinho do que não fazer. Nem precisa colocar meu nome. — Deu de ombros. Não olhava para o garoto, apenas continuava com seus inúteis desenhos no pedaço de papel que aos poucos ia sendo preenchido.
Logo após a deplorável tentativa de Evan de não estragar tudo o que ele e Alecto estavam construindo com uma série de palavras vãs o rapaz abaixou o olhar e se martirizou pelo ato impulsivo. O mais provável era que Alecto o trata-se com arrogância e certa indiferença diante do seu gesto tão bobo e confuso. Contudo, para a surpresa mais extrema do rapaz, a moça definitivamente não se sentia tão inclinada a ser tão presunçosa quanto ele julgava. Uma risada saborosa e sutil entrou por seus ouvidos e Evan não pode deixar de se sentir muito feliz com aquilo. Seu interior se aqueceu e ele mesmo sorriu com comicidade indo com o próprio olhar na direção do azul hipnotizante que os olhos de Alecto jamais deixariam de possuir.
Fita-la era o tipo de coisa o qual Evan jamais se privaria de fazer. Era um fato que, mesmo após o suposto rompimento dos dois, o jovem sequer procurara evita-la ou coisa do gênero. Poderia ser dito que uma das coisas as quais Evan mais apreciava fazer era simplesmente observa-la. Tudo nela o fazia se enfeitiçar e ficar apenas mais apaixonado. O bruxo negava até para si mesmo que fazia aquilo, entretanto ele já estava simplesmente viciado pela moça. Engoliu em seco e sorriu de leve. O mais natural seria que ambos sequer notassem que estavam se encarando por tanto tempo. Evan já havia perdido a própria linha do raciocínio e apenas sentia um desejo fervoroso de beija-la até que a moça pigarreou. Ela voltou aos desenhos e ele ficou com uma expressão abobada por estar muito nítido que ele simplesmente não conseguia superar o que havia ocorrido entre os dois no passado mesmo tentando com todas as suas forças. Ainda gostava muito da jovem. Distanciou os olhos e sentiu a pele de seu pescoço palpitar quando pôs uma das mãos na nuca. Estava com o corpo morno e parecia muito mais vivo do que o normal. No fundo Evan estava feliz por ainda gostar de Alecto.
Olhou para o seu relógio de pulso e não precisou comentar nada com Alecto já que a própria professora os liberou da aula de Herbologia. Desabotoou a peça de roupa marrom que os alunos precisavam usar sobre suas vestes e logo após despi-la se levantou e fechou seu livro da maneira mais metódica que pôde. – A vida não é justa, não é? Mas, não se preocupe com o trabalho. - Afirmou com um sorriso engraçado a fitando com uma alegria que gostaria bastante de disfarçar, ainda que não conseguisse. Estava alegre por ter feito tanto progresso com a jovem, ainda que não admitisse aquilo. – Eu faço. Coloco o seu nome, sem problemas. Dou um jeito e entrego por nós dois. Enfim, até a próxima aula... – Disse tranquilamente colocando o livro em embaixo do braço e indo rumo à saída. Pendurou as vestes marrons e quando estava a ponto de deixar a estufa se lembrou das luvas que ainda estavam na sua mesa. Voltou com uma pressa exuberante para pegá-las e acabou dando de cara com Alecto. Evan parou subitamente e custou a pegar as próprias luvas permanecendo um bom período de tempo simplesmente fitando a moça. – A-as luvas... – Disse abobado deixando os olhos tremelicarem ao gesticular com a cabeça a direção a qual suas luvas se encontravam. Era impressionante o poder que a jovem tinha sobre o rapaz.