゜* ˙ ・it’s a different me
hyeraxleft:
As lembranças divididas de Ray e Hye acabavam por misturar fatos das infâncias de ambas, a menina doce que agora se fazia presente parecera ficar com todos os momentos bons esquecendo-se dos traumas que assolavam a outra. Isso era bom, fazia generosidade irradiar da bibliotecária, deixando um sorriso sempre presente era capaz de ir até o fim do mundo para ajudar pessoas, não julgava tampouco cedia diante de comportamos ruins.
Mantinha-se de trás do balcão, com um livro escondido em seu colo, o devorava enquanto atendia os alunos que ali vinham, era rápida e na maioria das vezes tudo corria bem, mas este não parecia o caso. A figura incomum lhe chamou atenção assim que pareceu confundi-la com outra pessoa, tratando Ray como uma conhecida, algo que tinha certeza que não era. — Deve estar me confundido com alguém… Não me chamo Hye, sou Ray, e os óculos são uma necessidade, não enxergo sem eles. — Respondeu com um sorriso amigável, ajustando o acessório em seu rosto delicado, saindo do banquinho no qual se sentava deixou o livro de lado. — Tenho certeza que nunca nos encontramos antes…. — Acrescentou ficando de pé, tendo de levantar a cabeça para olhar o rapaz tamanha era a diferença de altura deles. — Está tudo bem? Você me parece meio confuso, quer se sentar ou uma água? Se quiser posso chamar uma enfermeira.
Seu sorriso voltou a morrer ao ouvir suas palavras, retomando para o ar de confusão que surgira quando ela negou ser Hye. Não conseguia entender. Ela só poderia estar tirando uma com a cara dele, porque todas as outras hipóteses pareciam loucas demais para ser consideradas. — Cara, a não ser que você seja a doppleganger da Hye, é meio impossível tu nunca me ter visto na vida. — Cruzou os braços sob seu peitoral, semi-cerrando seus olhos como se aquilo fosse ajudar a resolver aquele mistério. Ele que precisava de um copo de água? Claramente, era Hye que tinha enlouquecido de vez ou virado a melhor atriz do mundo, porque não havia um indício sequer que aquilo fosse uma piada em seu rosto.
E, subitamente, a resposta veio para ele. Era tão simples. Como ele simplesmente não tinha percebido aquilo de cara, era um absoluto mistério para ele. — Hye, eu já pedi desculpa por fazer você bater no seu próprio rosto, foi uma piada. — Revirou os olhos, mas voltou a sorrir, estando totalmente seguro que finalmente tinha descoberto uma explicação. — Cara, tenho de te dar os parabéns, excelente tentativa, mas eu perderia os óculos, você fica mais gostosa sem. — Piscou para ela, logo soltando uma risada. — Agora será que dá para você largar todo o ato? Vim te fazer um convite irrecusável e você está me fazendo perder meu tempo.












