Te desafio a dar uma abraço e um beijo na bochecha na primeira pessoa "que aparecer na sua frente"
Bart não entendia o porquê de tantos desafios relacionados ao contato físico amistoso. Odiava ser tocado; odiava ter de tocar as pessoas. Não obstante ele fora tolo e concordara com a brincadeira e agora teria de fazer o que lhe fora mandado. “Ok.” Os integrantes do jogo não poderiam ser o alvo do desafio, portanto o Abrams-Quinn levantou-se, percorrendo o cômodo em que brincavam até o corredor. Precisava de um alvo e precisava rápido.
@open
b-artholomew :
“Um sorriso?” Seu rosto não fora feito para estampar sorrisos. Apenas não combinavam. Sorrisos eram sinônimos de felicidade e felicidade não compunha a realidade de Bartholomew. “Um sorriso verdadeiro?” A desarmonia não era o único motivo para ele temer sorrir: Bart tinha o costume de sangrar espontaneamente pelos mais diversificados lugares, incluindo a boca. O sangue sempre vertia de sua mandíbula e o gosto metálico era o motivo para que ele preferisse alimentar-se exclusivamente de doces — nunca comentara nada com ninguém sobre a inconveniência, é claro. As pessoas simplesmente supunham as mais díspares teorias: desde a análise de que a alimentação açucarada fosse o modo que o rapaz encontrara para equilibrar seus pensamentos amargos e o famigerado julgamento de que o Abrams-Quinn era simplesmente fresco. Errados, todos errados. Não havia nenhum tipo de preferência ou e todo o resto que ele nem sequer compreendia. Bartholomew só queria não ter de sentir aquele gosto o tempo todo – fazia com que ele recordar o quanto era defeituoso; como havia algo de errado com ele. “Mas por que eu sorriria se não há motivo para fazê-lo? Seria falso, de qualquer forma.”
“Você sabe o que é um sorriso, não é?” Brincou, chegando um passo mais perto do garoto. Galaxy não conseguia evitar. Era como se houvesse um magnetismo entre ela e pessoas tristes. Pessoas solitárias. Elas atraiam a garota como se fossem buracos negros, e tudo o que Galaxy queria era fazê-las brilharem. Mesmo que isso custasse sua própria luz. “Sempre há um motivo para sorrir.” Declarou, se aproximando ainda mais. “O segredo é que isso nem sempre é a coisa mais óbvia.” E com essas palavras Galaxy depositou um beijo na bochecha de Bartholomew, se virando logo depois para pegar sua caneta e sair do cômodo. “Sorria, Barthy.” Disse, lançando um ultimo olhar para o Quinn antes de ir procurar por outra lata de refrigerante.









