ultimamente a única coisa na qual eu penso é todas-as-coisas-em-que-você-pensa. antigamente eu não pensava porque mesmo sem eu pensar você vinha dizer. não sei o que aconteceu. ontem a gente voou pela avenida das americas e eu queria te contar sobre o vento no meu torso e sobre essa sensação que é ser livre pra tudo, ainda que ciente dos limites. ou principalmente porque há limites, talvez, é que é tão prazeroso quando a gente voa. fiquei gritando aquela música pela janela no maracanã, era uma da manhã e já fazia bem uns 15 dias que eu não ficava tão feliz mesmo ainda estando super triste bem lá no fundinho. eu sou uma mulher multitarefas, afinal. todo dia a gente acorda e fala assim um pro outro: hoje tá difícil. e ontem também foi. e amanhã também vai ser. e de alguma forma isso acaba sendo muito otimista, porque todo dia a gente sobrevive apesar dos pesares. e ainda sobra energia pra querer mais, fazer mais. felipe me disse que vai passar como tudo até agora passou e que às vezes só é mesmo bem complicado dividir os dias. isso foi muito bonito. às vezes ele é bem bonito. mas eu não queria que passasse dessa vez. eu queria que ficasse bem paradinho como quando a gente deita e mexe só o peito porque respira, mas todo o resto dura anos ou horas. eu entendi, agora, o hozier. eu não consigo imaginar como é ser genuinamente feliz ou saudável porque já há muito tempo eu nunca fui. eu tô mais pro lado de sentar no chão do consultório da terapia, citar the office, dizer que sou maluca e rir porque apesar de tudo, meu deus apesar de toda essa porcaria que é o cotidiano e a existência nesse plano, a gente bota canela no brigadeiro e por cerca de 4 ou 5 horas nada mais importa. nada mais importa. nada mais importa. e tudo tudo tudo ali é tão ou mais importante.















