Os três porquinhos, as consequências da ociosidade.
Essa história é a dos "3 porquinhos", uma fábula infantil muito conhecida pela Disney, muito mais do que simples palavras, ela ensina a importância de se manter firme e dar o seu melhor em qualquer área da sua vida, a fim de não deixar o que tem de mais de importante em nossas vidas para a ociosidade.
Alguns trechos do livro ''Mulheres que correm com os lobos", da psicóloga junguiana Clarissa P. Estés, especialmente do capítulo 14, serão usados como inspiração.
Quando eu estava estudando algum assunto ou fazendo algum trabalho, eu gostava de lembrar desse conto. É como se fosse uma caixinha de energia para mim e, como resultado, eu continuava firme na minha ação. Incrível, né? Uma história simples que me dar insights.
Eis o resumo que eu mesma fiz:
"Existiam 3 porquinhos irmãos: Prático, o porco mais velho, Cícero, o do meio, e Heitor, o mais novo, todos com a finalidade de construir uma casa para se abrigar. O primeiro decidiu construir uma casa de tijolos, o segundo de madeira e o terceiro de palha. E mãos em obra! Eles começaram a construir, enquanto Prático estava construindo sua casa de tijolos, com muitos detalhes e lazeres apenas em momentos de urgência, os dois últimos porquinhos construíram suas casas o mais rápido possível e ficaram vagueando aos arredores da fazenda brincando e cantando. Prático continuava seu trabalho árduo, enquanto ignorava as reclamações dos outros irmãos que falavam "só trabalha" e "isso é bobeira, vem se divertir". De repente e no momento mais inesperado possível, veio um lobo atormentar os porcos, um prato perfeito no seu cardápio. Primeiro ele foi na casa de palha, soprou apenas uma vez e a casa derrubou-se. Cícero foi correndo para casa de Heitor. Logo depois, o lobo foi para a segunda casa, soprou e soprou e derrubou a casa de madeira. Os dois últimos porquinhos foram ligeiramente para a casa de tijolos, o lobo soprou, se cansou e nada de cair a casa. Se jogou pela chaminé e caiu dentro de uma panela d' água fervendo. Os porquinhos, então, salvaram suas vidas graças ao irmão mais velho".
Intepretação do conto:
Nas simbologias arquetípicas, O "lobo mau", nessa história, representa as dificuldades, um tipo de consequência que pagamos no futuro. Se ela é boa eu não sei, mas ela depende exclusivamente de você. Já as casas simbolizam aquilo que você constrói com as suas próprias mãos, a sua história.
As reclamações dos irmãos mais novos podem representar também um complexo negativo dentro da sua psique, aquela voz que te diz: " será o que estou fazendo é uma perca de tempo"? "Será que irei ser recompensada (a) pelo meu esforço no futuro"? E eu te direi firmemente: sim, você irá! Outra forma de raciocinar, são os predadores do mundo externo, aquelas pessoas que só desestimulam o nosso trabalho, criatividade e estudos. Não ligue, vá firme naquilo que você acredita ser melhor. De preferência, afasta-se sua mente e seu corpo desses seres num determinado momento da sua vida, se necessário.
Devidas perguntas para se fazer: o que você está construindo para evitar as dificuldades do amanhã? O que eu poderia fazer para evitar os "lobos maus" no meu futuro? Você é firme e dar o seu melhor naquilo que planeja? Imagina só ser igual os dois últimos porquinhos aqueles que, em um futuro próximo, correram perigos e dependeram excessivamente de outro porco para sobreviver? Esse é o preço que alguém paga quando não pensa no futuro, quando se joga demais ao imediatismo e ao excesso de prazer.
''Nas profundezas hibernais da nossa mente, somos durões (ou duronas) e sabemos que não existe nada que se assemelhe a uma transformação sem esforço. Sabemos que teremos que arder até o chão, de uma forma ou de outra, para depois nos sentarmos nas cinzas do que um dia pensarmos ser e avançar a partir dali." pág: 448
"Ocorre, porém, que um outro lado da nossa natureza, uma parte mais desejosa da ociosidade, espera que isso não seja verdade, espera que o trabalho duro termine para poder voltar ao sono. Quando o predador chega, já estamos preparados (as) para ele, e nos sentimos aliviados (as) ao imaginar que talvez exista um jeito mais fácil". pág: 448
-Viver o presente é importante e se precaver para o futuro é essencial.
Texto feito por Jennyfer Jacinto
Referências: Livro ''Mulheres que correm com os lobos"
#











