you can count on me like one, two, three. | james&becky.
beckypotter:
Não era a mais carinhosa da família Potter, na verdade chegava longe de ser qualquer coisa daquele sentido, entretanto, a menina precisava de um abraço naquele momento e assim que seu pai se entrou, ela não conseguiu se conter e por um momento se perguntou quanto tempo fazia que não o abraçava de verdade. As orbes foram levantadas em um tom meramente desconfiado com a resposta, embora soltara uma pequena risada com aquilo. Observou os movimentos do mais velho quando ele se sentou na cama e não demorou muito para se juntar à ele por ali olhando os pergaminhos que haviam sido pegos. “Astronomia, a madame Sinistra nos deu uns trabalhos para sexta-feira” explicou fazendo uma careta cansada sobre aquilo.
Por alguns minutos milhares de assuntos passaram na cabeça da ruivinha pensando no que deveria ter trazido seu pai para seu dormitório e imaginou se ele poderia estar bravo com alguma das detenções que levara naquele ano, ou mesmo se viesse lhe dar uma pequena bronca por conta da festa, mesmo que Becky não fosse a principal organizadora do evento, e quando o mais velho começou a explicar toda a atenção se recaiu sobre ele e a menina riu quando James contou sobre Minerva, de fato a menina tinha um pouco de medo da professora, embora fosse uma das pessoas que mais admirava no mundo inteiro, porém logo os ombros se recaíram e Rebecca soltou um longo suspiro. Aquele assunto. Por que não estava surpresa de fato? “Estou bem, pai” tentou soar convincente por mais que ela mesma não acreditasse muito naquilo, no fundo estava mesmo bem. “Prometi para mim mesma que sentimentos são besteira, então estou trabalhando nisso, com isso estou perfeitamente bem” fora completamente sincera e transparente com aquele comentário, o que fazia tudo ali soar verdadeiro.
“ — Uh...” Prongs fez uma careta para o pergaminho, Astronomia nunca foi seu forte na época da escola. “ — Eu estava torcendo pra que dissesse Defesa Contra as Artes das Trevas ou algo do tipo, mas com Astronomia não posso te ajudar.” Ele riu, deixando o pergaminho de lado para fitar as feições da filha. Becky sempre fora reservada, até mesmo em casa, mas de fato James achou que via algo a mais em suas feições. Odiava ver seus filhos chateados, era uma das piores sensações que um pai poderia sentir. Sabia, também, que se fosse pelo motivo que achava que fosse... James dificilmente poderia ajudar muito. Mas queria que ela soubesse que poderia contar com ele, e era por isso que estava ali.
O homem aguardou, pacientemente, pela resposta da ruiva, mas a mesma não o agradou. James franziu a testa. “ — Não, Becky, sentimentos não são besteira.” Corrigiu-a seriamente, quase assustado com o quão sincera ela parecera ser naquela afirmação, como se de fato acreditasse naquilo. “ — Sentimentos fazem parte de quem somos, e não podemos fugir deles. Podemos, porém, enfrentá-los, entendê-los...” Ele levantou as sobrancelhas, guardando uma mecha ruiva da mais nova atrás de sua orelha. “ — E, meu amor, eu sei que não é fácil. Mas eu conheço você, assim como conheço seu irmão e... Becky, você sabe que ele jamais teria feito algo de propósito pra te magoar, não sabe?” Olhou-a com atenção.












