Que os ventos levem minhas dores e as ondas me tragam vocĂȘ.
Mariana Negreiros

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Que os ventos levem minhas dores e as ondas me tragam vocĂȘ.
Mariana Negreiros
E foi vocĂȘ, que me tirou os mais belos sorrisos, daqueles que vem de dentro da alma e saem pela boca.
Mariana Negreiros
âMinha maior qualidade? Amar demais. Meu maior defeito? Amar a mesma pessoa. Sempre.â
Mariana Negreiros
Eu não acredito em amor,mas ainda sim quero achar alguém para viver dessa ilusão junto a mim.
Mariana Negreiros. (via p-latonica)
Todas aquelas folhas caindo e o vento soprando meus cabelos,me fez sentir em uma cena de filme.Daquelas bem exageradas,como se todos os olhares voltassem para mim,e eu andasse em cĂąmera lenta.Mas Ă© lĂłgico que eu nĂŁo era nem de perto parecida com aquelas atrizes,com cabelos esculpidos por deuses ,peles bonitas e corpos perfeitos.Eu era apenas uma menina sem graça,com roupas comuns e velhas, e olheiras de noites mal dormidas.Nem sei o que eu estava fazendo no parque a tal hora da tarde.NĂŁo tinha nenhum amigo meu lĂĄ,nenhuma pessoa da minha idade para quem sabe puxar assunto.Mas,mesmo se tivesse,sou tĂmida demais para esse socialismo todo.A Ășnica companhia que tinha era uma velhinha ,que ia lĂĄ sempre para ficar alimentando os pĂĄssaros,enfim.AtĂ© que era interessante perder horas e horas observando-a,mas algo melhor me chamou a atenção nesse dia.Um garoto,com aparĂȘncia muito agradĂĄvel,cabelos escuros e olhos castanhos.Estava tĂŁo vidrada nos seus olhos,que quando fui ver estava o encarando.E pior,ele tambĂ©m.Fiquei tĂŁo sem graça,tentei disfarçar,mas jĂĄ estava toda rosada de vergonha.Ele deu um sorrisinho no canto da boca e veio na minha direção. â Posso me sentar aqui? - disse ele,jĂĄ sentado ao meu lado. â Ah,claro. - respondi com um pequeno sorriso,e abaixei a cabeça,para nĂŁo ter que encarar seus olhos de novo. â Desculpa,estou te deixando constrangida? â NĂŁo,nĂŁo ! Imagina,constrangida? Eu? Por que motivos? - tentei disfarçar,mas acho que estava escrito na minha testa que estava mesmo constrangida. â Bem,por um estranho que nem eu querer sentar ao seu lado.E claro,ficar admirando sua beleza. Aquelas palavras ecoaram tanto na minha cabeça que nĂŁo conseguia nem pensar em algo para responder. â Eu fiz isso de novo nĂŁo? - ele olhava tĂŁo fundo nos meus olhos enquanto falava que podia sentir os seus atravessando os meus. â Eu nĂŁo estou constrangida! - disse com um tom nervoso. â Apenas estĂĄ vermelha,ou diria rosada? â Onde vocĂȘ quer chegar com isso? â Por mim pode ser a qualquer lugar,mas sĂł se vocĂȘ estiver lĂĄ. â EstĂĄ tentando me cantar? â VocĂȘ acredita em amor a primeira vista? â Eu perguntei primeiro! - estava um pouco estressada,acho que era pelo fato do garoto mais gato que jĂĄ vi estar me encarando que nem um tonto,e eu ter uma aparĂȘncia muito diferente de bonita.Vamos combinar,nĂŁo Ă© todo dia que isso acontece.Na verdade,isso nĂŁo acontece.NĂŁo no meu mundo,nĂŁo comigo.SĂł podia ser alguma brincadeira de mal gosto. â Bem,nĂŁo estou te cantando.Eu sĂł quero te conquistar. â Isso Ă© uma brincadeira nĂ©? â Minha pergunta primeiro mocinha. - disse ele com um sorriso sĂnico,que o fazia ter a cara de um cafajeste.Um cafajeste bem bonito. â NĂŁo! Eu nĂŁo acredito em amor a primeira vista. Ă muita idiotice. Ă preciso muitos olhares para se apaixonar por alguĂ©m.E nĂŁo tente me âconquistar" com alguma frase romĂąntica dizendo que acabou de se apaixonar por mim. â Ainda bem que vocĂȘ nĂŁo acredita,pois eu tambĂ©m nĂŁo.Por isso mesmo,precisei voltar ao parque todos os dias para ter ver,sĂł pra ter a certeza de que estou gostando de vocĂȘ. Sinceramente,ele me deixava sem fĂŽlego.Eu queria sair de lĂĄ. Ele estava fazendo minhas mĂŁos suarem de vergonha e nervosismo.E para nĂŁo correr o risco dele perceber isso,me levantei e comecei a ir embora. â Espere! - disse ele me segurando pelo braço - Nos vemos amanhĂŁ? â Sim. Mas apenas para eu ter a certeza,de que eu estou mesmo apaixonada por vocĂȘ.
Mariana Negreiros. (via p-latonica)
Deixo um bilhete em cima da cama: âQuerida mamĂŁe,to indo embora em busca da felicidade,volto assim que conseguir,te amo muito. Me deseje sorte.Beijus.âE saio que nem uma louca correndo pelas ruas com uma mochila nas costas,apenas com 3 blusas,3 shorts,meu chinelo, alguns trocados e uma foto.Ouvindo Mallu MagalhĂŁes,sairia de BH atĂ© o Rio. Mas antes, faria uma pausa na sua casa,olharia para janela e gritaria â Vem ganhar o mundo comigoâ .Com pressa vocĂȘ desce as escadas,meio desajeitado arrumando suas coisas que quase caem da mochila. Demoraria alguns dias,talvez semanas ou meses atĂ© chegar ao nosso destino. Nossas mĂŁes loucas,com o coração apertado,mas felizes por terem dois sonhadores pelo mundo. Ah. Chegamos. Olho aquele mar lindo e saio correndo pela areia,olho pra trĂĄs e vejo vocĂȘ me perseguindo com aquele seu sorriso doce.Andando sem destino,caminhando atĂ© o sol se pĂŽr. Ta vendo aquela pensĂŁo ali? Ela mesma,com aquela velhinha varrendo a calçada. Vamos morar lĂĄ agora. NĂŁo se preocupe,irei arrumar um emprego naquela livraria do lado do cafĂ©,Ă© bem pertinho.Mas nĂŁo vĂĄ pensando que vocĂȘ irĂĄ ficar sentado no sofĂĄ vendo seu jogo. E assim que nĂłs dois chegarmos do trabalho,iremos logo comprar dois gatos,para chamarmos de nossos âfiotesâ. SĂł te peço uma coisa. Nao deixe meu sonho virar apenas mais um por aĂ,e vem logo fazer dessas palavras nossa histĂłria.
Mariana Negreiros. (via unicornio-suicida)
VocĂȘ se foi em forma de gente,e voltou como poesia.
Mariana Negreiros.
Ela olhava as estrelas,com cara de quem jĂĄ sabia,que pela primeira vez poderia ser feliz.
Mariana Negreiros.
E por um estante me passa alguĂ©m,com aquele mesmo perfume doce,com uma mistura de amargo que vocĂȘ usava todos os dias.NĂŁo podia ser vocĂȘ,nĂŁo queria que fosse vocĂȘ.Meu coração acelerou,batia tĂŁo rĂĄpido que chegava a machucar.Senti por um segundo,o mundo todo parado,atĂ© o canto dos pĂĄssaros parou.Eu me virei,mas nĂŁo te achei.Olhei a minha volta toda,focava meus olhos em cada rosto que passava.Nenhum era seu.Sentia um alĂvio,e uma pequena pontada de tristeza.Continuava a fitar cada pessoa que passava.Mesmo sabendo que nĂŁo iria te encontra,mesmo nĂŁo querendo te encontrar.
Mariana Negreiros.
Olha sĂł que maravilhoso,poder te ver sorrindo.Te ver dançando,sendo feliz,vivendo a vida.E eu nĂŁo me importar.NĂŁo me importar se vocĂȘ se machucar,se vocĂȘ sumir,se vocĂȘ cair. Agora vocĂȘ virou apenas um alguĂ©m,um alguĂ©m aqui,um alguĂ©m ali.Uma pĂĄgina rasgada da minha vida.
Mariana Negreiros.
LĂĄ estava eu,deitada em minha cama fria,ouvindo mĂșsica com os fones no Ășltimo volume.Era sĂł mais uma tentativa de nĂŁo ouvir o que se passava em minha mente.No relĂłgio marcava 1:37 da manhĂŁ, nĂŁo conseguia dormir,nossa mĂșsica me dava insonia. Virava para a parede,fechava os olhos com vontade. Aquelas cenas se repetiam,me tiravam o folego,me tiravam o sono. Estava inquieta,algo me incomodava.Talvez fosse aquela almofada fofa que me deu,sempre a deixei ao lado do meu travesseiro.Ou quem sabe a mĂșsica passando dentro dos meus ouvidos. Abri os olhos com agonia.Meu quarto brilhava,iluminava minha noite,era um brilho prĂłprio.Levantei meio zonza,acendi a luz com pressa,e sentei em minha cama novamente.Olhei para o espelho,e vi uma menina com olheiras de noites sem sono.Olhei para mesa de madeira que em meu quarto tinha,e em cima vi um pequeno caderninho,com uma capa simples,mas que me chamava a atenção.Puxei a cadeira devagar,ajeitei meus livros,e ali coloquei o caderninho com cuidado. Peguei uma caneta,era a minha caneta preferida. Com a cor negra,que deslizava no papel.No instante em que toquei a ponta naquela folha,senti uma sensação de conforto,alivio,como se um peso escorregasse pelas mĂŁos. Escrevia como se bordasse um pano,escrevia palavras doces,palavras de solidĂŁo,palavras que me deixavam sem chĂŁo. Aquela mĂșsica tocara de novo,aquela que me deixara sem sono. Coloquei a caneta na mesa,e peguei meu celular. E lĂĄ estava,uma mensagem. Apenas li o nome,li o seu nome. Troquei de mĂșsica,e voltei a escrever. Pelo menos tentei escrever. Quando minha mĂŁo começava a bordar as palavras,travava sem mais nem menos. Sentia uma necessidade de abrir e ler o que tinha naquela mensagem.Minha curiosidade queria saber,o que o nome trazia consigo. JĂĄ que nĂŁo conseguia me concentrar mais no caderninho,abri a mensagem. Dizia apenas um âoiâ . Uma pequena palavra,que mal ocupava espaço na tela. Fechei e voltei a escrever. Soltei um pequeno sorriso, nĂŁo por sentir carĂȘncia daqueles sms de madrugada,ou por sentir saudades das suas palavras. Apenas por saber,que ainda sentia uma falta dentro de si.
Mariana Negreiros. (via unicornio-suicida)
Beijo doce,delicado. Com gostinho de amor,quem sabe amora. Molhado,melado. Pegada sensĂvel,pegada sensual. Olhar seguro.Segura minha mĂŁo. Me beija de novo,tipo novela. Me abraça,me agarra. Vem me fazer feliz.Vamos fazer amor.
Mariana Negreiros. (via unicornio-suicida)
Entre versos e letras,palavras e frases. Tento te dizer,ou apenas explicar. Coisas que nem eu entendo. Sabe a sensação de borboletas no estĂŽmago? Ou quando vocĂȘ esta no topo da montanha russa e caĂ? Essa coisa toda,Ă© o que estĂĄ acontecendo. Me explica,me ensina. Por que sinto isso? Basta olhar seus olhos brilhando,ou seu sorriso. AliĂĄs,belo sorriso. Antigamente eu dormia pensando em fadas,mas agora penso em vocĂȘ. Desde quando te dei o direito de invadir meus pensamentos? Entre trĂȘs desejos,ou dois.Um Ă© vocĂȘ. Sei que no final,ou recomeço,irei acabar te esquecendo.Te perdendo talvez. Enfim ⊠AtĂ© outro dia,outra manhĂŁ,tarde ou noite. Mas tem que ter outra vez ok? Quem sabe vocĂȘ me explica melhor essa coisa de amar.
Mariana Negreiros. (via unicornio-suicida)