— Mas eu nunca pensaria isso dela. - Addy e Mari poderiam ser completamente diferentes, de mundos diferentes, mas ela havia criado um apreço muito grande pela outra, tinha um carinho enorme por Addy e esperava que elas pudessem manter contato fora do programa. — O que você tá tentando fazer? - Ela perguntou franzindo o cenho para encara-lo, a bebida deveria estar começando a fazer efeito pois não conseguia interpretar a fala de Nathaniel. — Está tentando falar mal da sua ex? Isso é baixo. - Marion fez uma careta. — Menos babaca não deixa de ser babaca. - Afinal, se ele estava falando mal de Eadlin, ele era um babaca. Não que a outra fosse perfeita mas… Porque eles exes tinham que entrar ali e falar mal? Aghr… Ela queria matar um. Voltou o olhar para o outro. — Desculpa, foi mal educado da minha parte mas, hey… O mundo não gira em torno de você. - Ela provocou sorrindo um pouco mais amigável para dar a ele a dica de que ela estava apenas brincando. — As vezes a gente precisa direcionar o ódio pra pessoa certa, não queria ser meu algo né? - Ela brincou novamente. — Pois é, chega ser ridículo. - Ela fez uma cara de desgosto. — Qualquer clichê que na boca errada se tornava piada. - Ela inclusive se lembrava de uma vez ter pedido para ele parar. Ela abriu a boca para responder mas se deteve, caindo numa nova gargalhada. — Porra… Projeto de baguette? Da onde você tira isso?
“Foi você quem mencionou os ex-mauricinhos ── apenas clarifiquei que nem todo mauricinho que ela conhece ficou com ela,” claro que isso não significava ele, mas ele nem gostava tanto daquele título, tão quanto Eadlin gostava do título de patricinha, mesmo que ela fizesse uma ótimo personificação de Cher em Clueless. “Woah, que tal abaixar o modo defesa um pouquinho?” Ele franziu a sobrancelha confuso. Em que momento ele tinha falado mal de Eadlin? Não que não pudesse fazê-lo. Se tinha uma pessoa que tinha direito em fazê-lo era ele. E, bem, se atrevia a dizer que conhecia ela muito melhor que alguém com quem ela tinha passado às últimas semanas do reality. Mas não estava nos seus planos difamá-la. Nate tinha conseguido sua liberdade do ciclo vicioso que era Eadlin, e não ia cair de volta por um motivo tão simplório. “Onde foi que eu falei mal dela, Marion?” Perguntou de maneira honesta. “Verdade. Mas faz parte aceitar os seus defeitos, não acha? Eu você prefere caras que fingem ser um príncipe encantado para depois se mostrarem babacas?” Disse por trás do copo, antes de beber um gole do whiskey. “A minha teoria é que somos todos babacas ─ em algum momento, para alguém, em maior ou menos escala,” ele deu de ombros para o seu próprio devaneio. “Não. Infelizmente não gira. Mas ainda imaginava que eu conseguiria manter mais atenção de uma mulher que o embuste do ex dela──aparentemente, estava errado,” soltou o ar de forma dramática, mas fazia parte da brincadeira. “Agora eu vou ser obrigada a chamá-la de señorita Mar-rrion,” falou num sotaque espanhol exagerado, antes do seu rosto se contorcer numa careta. “Não, não, desculpe──isso foi péssimo e doeu até em mim,” ele disse levantando as mãos em redenção. “Minha mente trabalha de maneiras misteriosas, Marion. Qual graça vai ter se eu te contar os meus segredos?”