Sei que a morte se aproxima, sinto os passos gentis chegando cada vez mais perto.
Em inĂșmeros momentos, quando o vento toca suavemente minha face ou enquanto observo os carros seguindo seus caminhos em cada viagem que faço, penso (e anseio) que seu relĂłgio esteja adiantado
Acredito jĂĄ ter aceito o fim inevitĂĄvel
Mas em minha jornada sempre ouvi que o caos precede a ordem, verdadeiramente minha alma nĂŁo esperava que isso se concretizasse da forma que foi.
O amor ter chego suavemente em uma primavera qualquer me fez querer, pela primeira vez, que a morte se atrase.
VocĂȘ Ă© o caos que revolucionou, que precede e sucede a ordem
Demorei para aceitar e me entregar cegamente, mas jĂĄ era inevitĂĄvel
VocĂȘ trouxe colo, trouxe chĂŁo, trouxe compreensĂŁo, trouxe um lar ao imaginario solitĂĄrio que jamais teria sonhado com isso.
Tudo isso com uma pitada Ășnica de paixĂŁo, como vocĂȘ tem o dom de juntar estabilidade e loucura?
Em muitos momentos viajo entre o passado, o presente e o futuro do que temos, em cada um eu vejo que nĂŁo existe qualquer outro lugar que eu queira estar.
Espero que a morte se atrase, para que eu possa contar Ă todos sobre nĂłs, em outros planetas, outros universos, outros planos.
O nosso para sempre é tão real nesse curto espaço de tempo em que coexistimos, rezo para que se prolongue.
Mas, se nĂŁo for permitido, vocĂȘ estarĂĄ tatuado na minha alma e quero ter o prazer de sempre te encontrar.