* ⚔️◞ 𝐫𝐮𝐛𝐲 𝐜𝐫𝐮𝐳 — alto, quem ve… perdão, vossa alteza real, princesa antoinette elizabeth de tudor bourbon… 𝐭𝐨𝐧𝐲! por favor, ignore minha distração, são apenas normas de segurança. você deve as conhecer bem, no auge de seus 𝐯𝐢𝐧𝐭𝐞 𝐞 𝐜𝐢𝐧𝐜𝐨 anos. sei bem que é 𝐝𝐞𝐬𝐭𝐞𝐦𝐢𝐝𝐚 e 𝐜𝐚𝐫𝐢𝐬𝐦𝐚́𝐭𝐢𝐜𝐚, mas compreendo que todo bom monarca também precisa ser 𝐭𝐞𝐢𝐦𝐨𝐬𝐚 e 𝐫𝐞𝐜𝐥𝐚𝐦𝐨𝐧𝐚. por favor, por aqui, estão todos lhe esperando. boa sorte com a seleção.
𝐩𝐢𝐧𝐭𝐞𝐫𝐞𝐬𝐭 + 𝐜𝐮𝐫𝐢𝐨𝐬𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞𝐬
𝐥𝐢𝐧𝐤𝐬 𝐝𝐚 𝐬𝐞𝐥𝐞𝐜̧𝐚̃𝐨.
regras da seleção.
encontros oficiais (tag)
encontros (página com informações de todos os encontros — já consta a ordem dos encontros e suas selecionadas)
𝐚𝐛𝐨𝐮𝐭.
Antoinette Elizabeth de Tudor Bourbon nasceu com a coroa pesando-lhe a cabeça e a obrigação de herdar o trono as costas. Por entre as majestosas paredes de Versailles, foi disciplinada pelos mais diversos tutores para tornar-se, um dia, a mais honrosa Rainha da França. Isso não significava, porém, que ela queria assumir a coroa — apenas que não tinha escolha. Era um dever de sangue, no fim das contas.
Não obstante, desde muito pequena, a princesa estabeleceu regras para si mesma e aqueles ao seu redor. A primeira, quando os dentes de leite nem ameaçavam cair ainda: deveria ser chamada de Tony. Não Antoinette, nem Elizabeth, muito menos Antoinette Elizabeth. Era Tony. Todos que cometiam a gafe de referirem-se à ela como o nome completo eram prontamente ignorados.
A segunda regra: ela não usaria vestidos, salvo ocasiões especiais. Tony gostava de correr por aí e engajar em atividades não tão “princesíveis” assim — revelou-se boa esgrimista e se manteve atuando no esporte, além de praticar equitação — então vestidos só a atrapalhariam.
Por fim, a terceira regra: Tony teria controle da própria vida. Ao contrário dos pais, ela deveria escolher com quem se casar, isso se desejasse fazê-lo algum dia. Deixava claro para todos que era astuta o suficiente para governar o país sozinha.
(Essa falhou recentemente, mas vamos falar sobre em breve.)
De fato, Tony era esperta o suficiente. Apesar da redoma de luxo que cercava o palácio, estava ciente dos resquícios da crise que assolava o reino, assim como as rebeliões crescentes entre as massas. Enquanto os tutores omitiam esse tipo de informação nas aulas de história e política a fim de aliená-la quanto às revoltas sociais, a princesa fugia do castelo vestindo roupas de criada para conhecer o seu povo. Realmente conhecê-los.
Em suma, embora a coroa não fosse um desejo dela, estava preparada para assumi-la em um futuro distante. Afinal, aos vinte e cinco, Tony desejava aproveitar a vida como podia antes de assumir todas aquelas responsabilidades. Era conhecida na mídia por dar suas escapadas das obrigações reais para festejar, apoiando a arte e música local, tendo sido capturada por paparazzis em festas underground francesas mais vezes que o esperado para uma princesa. Sem falar nos bares e eventos LGBTQIA+. Não era difícil deduzir a orientação sexual da princesa quando os rumores eram frequentes e constantemente verdadeiros. A confirmação porém só veio durante um evento real, quando Tony bebeu demais, pegou o microfone das mãos do pai no meio de um discurso, e disse: “Eu sou lésbica. Gosto de garotas. Só delas. Boa noite.” Depois de, naquela mesma semana, a mídia ter caído em cima dela com perguntas sobre a sua proximidade com um rapaz de certa corte estrangeira.
Mesmo com a resistência anti-absolutista emergindo das vielas francesas, Tony era vista como uma queridinha das massas pelo carisma e o comportamento ousado. Não foi uma surpresa para a mídia quando o anúncio da sua Seleção despertou a atenção de tantas jovens de diferentes províncias francesas.
Para Tony, por outro lado, a Seleção não era tão bem vinda quanto esperavam que fosse. Acostumados com os monarcas de Illéa e outros países que adotavam a ideia há mais tempo, além de conhecerem a fama da princesa, ver Tony tão amuada com a ideia de ter dezesseis garotas competindo pelo seu coração era até preocupante. Alguns deduziam que a irritação de Tony vinha do luto, porque é claro, era cedo demais para ter câmeras invadindo os corredores de Versailles e forçando-a a sorrir para desconhecidas… Outros insistiam que a princesa simplesmente não estava pronta para abdicar de sua vida sem amarras. Havia até os que diziam que Antoinette Elizabeth não era digna da coroa porque nunca fora a imagem perfeita de uma princesa comportada e responsável.
Mas não é só a liberdade dela que sai de campo nesse novo jogo perigoso; não é apenas a dor de perder o pai e o choque de ter que cumprir com o dever de seu sangue muito antes que o imaginado. Tony desconfia que há mais por baixo dos panos do que mostravam para ela. Seja como for, ela está disposta a arcar com as suas responsabilidades e levar a sério todo esse "negócio" de Seleção... mas isso não significa que não irá reclamar.
















