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Se eu tivesse que resumir a Trilogia da planície em uma palavra seria: novelão. Isso porque ela é centrada nas pessoas e suas relações e no modo como elas resolvem seus conflitos. A diferença entre o primeiro volume e esse segundo, intitulado “No final da tarde” é que agora temos alguns acontecimentos que causam mudanças significativas na vida dos personagens, não que não o tivessem no primeiro volume, mas agora as implicações são mais contundentes e provocam outras dimensões. Aqui o foco sai da jovem mãe Victoria Roubideaux e se posiciona nos irmãos McPheron, que foram uma espécie de “anjos da guarda de bota e chapéu” da garota, ou mais especificamente em um deles: Raymond. Temos a introdução de novos personagens que habitam a fictícia Holt, o adorável garoto DJ Kephart, órfão, que vive com seu avô, e apesar da tenra idade, tem a responsabilidade de cuidar do avô, mas guarda um lado imaginário-infantil juntamente com a garotinha da casa vizinha Dena Wells, filha de Mary Wells, que tenta criar Dena e sua irmã mais nova, Emma, enquanto seu casamento vai se perdendo pela distância do marido que trabalha no distante Alasca. Betty e Luther Wallace são introduzidos nesse volume também, um casal típico de excluídos socialmente em um país onde a máxima é que “todos” têm a “liberdade” de conseguir viver de maneira digna e só não o fazem os que não se “esforçam’ para alcançar o aclamado modo do “american way of life”, mas parece que esse modo ideal de vida não está disponível para todos, como diria, ironicamente, outro aclamado escritor norte-americano, Kurt Vonnegut, coisas da vida… Livro de setembro do Clube Literária da @radio.londres (em Sala De Leitura “estação Cultural Amauri Vieira Barbosa”) https://www.instagram.com/p/B4s8qptj6Xc/?igshid=1x4rvj0xp2vlp