Outrora conhecida como Ofélia a médica, pertencente a Ordem da Imaculada Conceição até o ano de 1513. Ofélia era uma freira muito curiosa, vivia questionando alguns conceitos e dogmas na adolescência, muitas vezes repreendida em Toledo pela própria Santa Beatriz da Silva, por quem foi criada. Quando jovem ela foi enviada para ajudar em uma missão da inquisição espanhola na cidade Valladolid, dentro de uma paróquia ela encontrou um manuscrito sagrado em hebraico e o escondeu, tentou decifrar o manuscrito mas não conhecia o idioma pigmentado naquele antigo papel, temendo as ações da igreja ela resolveu esconder o manuscrito dentro de sua bíblia.
Certa noite durante sua missão Ofélia encontrava-se sozinha em um celeiro rezando, um Cardeal e outros dois soldados foram até ela e a estupraram ameaçando condená-la por bruxaria, sozinha, violentada e em desespero ela pegou sua Bíblia onde escondeu o manuscrito abriu para clamar por Jesus Cristo seu senhor deixando suas lágrimas caírem sobre o registro oculto, foi quando das sombras ele emergiu "Eu sinto sua dor, posso sentir sua angustia pequena criatura’’ falou com voz rouca o vulto que se escondia na escuridão. A linda freira tremeu, pensou em fazer uma oração mas seu coração estava descrente, quebrantado ela apenas continuou a chorar, sentia raiva e ódio ‘’Posso tirar sua dor, posso dar-te justiça menina, coisa que não encontrarás em nenhum outro lugar, venha, conte-me sua aflição’’ disse a entidade a Ofélia.
— Onde está o criador, porque eu? O que eu fiz para merecer isso? porque ele não estava aqui para me proteger? Como pode os homens que falam em seu nome matar tanto e serem maus usando sua palavra? Onde está a justiça? — disse a freira ainda chorando em desespero.
— Ora minha pequena, vocês interpretaram tudo errado desde o começo, certo e errado bem e mal... bom e ruim, são coisas humanas, criadas por humanos apenas com o proposito de vocês coexistirem, isso não se aplica aos Deuses, ainda mais o Deus para quem tanto oras... ele é o TODO, negativo e positivo, o inicio e o fim, tudo que existe e existirá, tudo que deixou de existir. — respondeu a criatura das sombras.
— Eu não consigo entender, como posso acreditar que não és um demônio? eu não deveria nem estar falando contigo, mas está tudo tao confuso em minha cabeça, eu tenho vontade de morrer, como posso dar a outra face quando anseio por vingança? — disse Ofélia.
— Demônio é tudo aquilo que vocês humanos não entendem, não conhecem, não respeitam, outrora eu fui um Deus garota, venha comigo, entregue-se e encontre a divindade que mora em você, dar-te-ei tua vingança e responderei todas as tuas duvidas, as coisas que tens questionado, venha comigo e toda sua dor sumirá! — disse a entidade estendendo sua mão dentre a escuridão revelando vários símbolos marcado em sua pele, a mão era como de um homem velho, as unhas eram enormes como a de um felino. Com os olhos cheio de lagrimas a freira estendeu sua mão sobre a do monstro e disse ‘’Eu aceito’’
Três dias se passaram e a jovem freira estava desaparecida, durante a noite enquanto o Cardeal em Valladolid estava deitado em sua cama, uma tempestade começo, um forte vento entrou por usa janela apagando todas as velas presente no local, escuridão total, o cardeal levantou para fechar a janela, porem teve a estranha sensação de estar sendo observado, um relâmpago clareou os céus por alguns segundos revelando uma figura sobre a janela, usando um vestido rasgado e cabelos soltos balançando com o vento, la estava uma jovem com a cabeça baixa encarando o cardeal com olhar de ódio, em meio a escuridão o homem sentiu um impacto em seu peito, sendo arremessado sobre a cama, outro relâmpago atravessou os céus e la estava ela em cima do Cardeal, com os olhos negros como a noite, ela estendeu a mão e a janela fechou com força ‘’Gosta de foder padre?’’ perguntou a moça com voz seduzente em tom de ironia.
Ofélia és tu? — disse o cardeal tremulo
Ofélia não existe mais padre! — disse a jovem montada no cardeal, seus olhos começaram a brilhar em um tom violeta, tao forte que começou a sair fumaça, o brilho dos olhos causou uma pequena claridade no ambiente, sua pele ficou toda negra como a noite, chifres saíram de sua cabeça, dentes afiados e uma longa calda afiada surgiu, com sua mão monstruosa com unhas enormes ela rasgou a garganta do padre, fazendo ele afogar-se com o próprio sangue ‘’Agora vou buscar seus amigos padre e mandar eles para o inferno com você, adeus!’’ disse a criatura limpando as unhas cheia de sangue com a língua dividia ao meio.
No dia seguinte encontraram o cardeal e dois soldados mortos estrangulados e com seus anus violados brutalmente como se tivessem sido atravessados por uma espada afiada, junto da cena do crime encontraram apenas rastros do que parecia ser de uma cabra adulta e longos fios negros, os homens locais disseram que isso parecia obra de uma succubus maligna, a freira nunca mais foi vista...
















